Apesar de estarem entre as principais opções para alocação da reserva de emergência, muitas dúvidas ainda pairam sobre os Fundos DI, sobre suas principais características, vantagens e desvantagens. Por isso, neste post, vamos falar sobre o que são os Fundos DI, sobre as situações em que esse investimento pode ser mais ou menos vantajoso e os detalhes que podem diminuir a rentabilidade das suas aplicações.

O que são os fundos DI?

Os fundos DI funcionam como uma cesta de investimentos em renda fixa e, por regra, devem ter no mínimo 95% das aplicações em títulos públicos atrelados à Selic (Tesouro Selic).

Os outros 5% dos fundos DI podem ser aplicados em títulos da renda fixa privada, como o Certificado de Depósito Bancário (CDB), a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Assim, os fundos DI reúnem em uma mesma aplicação diferentes produtos da renda fixa, oferecendo ao investidor uma maior variedade de ativos por cota.

O objetivo desses fundos é acompanhar a taxa DI (CDI); ou seja, se a taxa DI acumular variação positiva de 3% em doze meses, por exemplo, um fundo DI que tiver rendido 100% do CDI terá rentabilidade bruta de 3% no mesmo período.

Para saber a rentabilidade da taxa DI, basta observar a taxa Selic. Isso porque as duas têm rentabilidade muito semelhante. Se a Selic cai, a taxa DI também cai. Se a Selic sobe, o mesmo acontece com a DI.

Mas nem sempre um fundo DI irá render 100% do CDI. Fatores, como a cobrança de taxa de administração, interferem diretamente na rentabilidade líquida do fundo. Por isso, é importante sempre observar todos os custos cobrados pelos gestores do fundo.

Embora não tenham cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), os fundos DI são considerados investimentos conversadores e seguros, já que a maior fatia das aplicações é em títulos públicos, que têm garantia do Tesouro Nacional e, claro, a garantia do Tesouro é maior que a do FGC.

Tributação dos fundos DI

Na hora de investir em fundos DI, além de escolher com atenção a cesta de renda fixa que receberá o seu dinheiro, é preciso estar ciente de como funciona a tributação desse investimento.

Os fundos DI são tributados em dois momentos. A cada seis meses (maio e novembro), os fundos são taxados pelo sistema de come-cotas, em que é feita uma cobrança automática de 15% de Imposto de Renda sobre a rentabilidade da cota no período, uma espécie de antecipação do imposto a recolher. A tributação pelo sistema de come-cotas também afeta a rentabilidade dos fundos DI, pois os recursos pagos antecipadamente deixam de render pelos juros compostos.

A diferença entre os 15% e o imposto total devido é cobrada no resgate da cota. Nesse momento, os fundos DI são taxados de acordo com a tabela regressiva do Imposto de Renda e, portanto, a alíquota irá variar entre 22,5% e 15% sobre a rentabilidade, de acordo com o tempo da aplicação.

Nos resgates com menos de 30 dias, existe ainda a cobrança regressiva do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que pode variar de 96% a 0% sobre a rentabilidade. Portanto, o ideal é manter as suas aplicações pelo máximo de tempo possível.

Rentabilidade dos fundos DI

A queda da Selic é um fator que acende a luz amarela sobre os fundos DI. Quanto menor a Selic, menor será a rentabilidade da taxa DI e, consequentemente, do fundo. Por isso, é importante estar atento às taxas de gestão cobradas pelos gestores, já que elas são determinantes para o rendimento final dos fundos.

As taxas de administração, geralmente, variam entre 0,30% e 3% a.a. Logo, quanto maior essa taxa, menor será sua rentabilidade. Um fundo DI que renda menos de 100% do CDI e que tenha taxa de administração acima de 1% não é um bom produto em um cenário de Selic baixa. Nesse contexto, os seus ganhos com o fundo podem ficar próximos de zero.

Como já mostramos, é preciso estar atento às pegadinhas, que podem comprometer a rentabilidade do seu fundo DI. A cobrança de IOF nos primeiros 30 dias da aplicação é, sem dúvida, uma situação que deve ser evitada.

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Vantagens dos fundos DI

Os fundos DI têm suas vantagens; uma delas é a liquidez diária. Por isso, eles são recomendados como opção para a reserva de emergência, já que é possível resgatar os recursos com rapidez e praticidade.

Outro ponto positivo dos fundos DI é o baixo aporte inicial: é possível encontrar fundos com investimento mínimo de R$ 10,00. Se você dispõe de poucos recursos para começar a investir, mas não quer perder dinheiro com a poupança, saiba que é possível encontrar fundos DI para todos os bolsos. A regra, nesses casos, é fugir das armadilhas da rentabilidade, sempre verificando a taxa de administração e evitando sacar os recursos no curto prazo.

Vale lembrar ainda que os fundos DI oferecem gestão profissional. Para os investidores menos familiarizados com os investimentos na renda fixa, os fundos DI podem ser uma boa opção, pois, além dos títulos do Tesouro Direto, é também possível encontrar CDBs, LCIs e LCAs em um mesmo fundo. A decisão de como e onde aplicar os recursos do fundo DI será do gestor.

Como investir em fundos DI?

Como mostramos ao longo deste post, na hora de escolher o seu fundo DI é preciso estar atento às taxas praticadas pelo gestor. O ideal é encontrar fundos DI que rendam pelo menos 100% do CDI e tenham taxa de administração máxima de 0,5% a.a.

Dificilmente, as melhores taxas e os melhores produtos são oferecidos por grandes bancos e instituições financeiras. Por isso, o primeiro passo para investir em fundos DI é ter uma conta em uma plataforma de investimentos, como a Genial. Na Genial, existem fundos com taxa de administração que vai de 0,05% até 0,25% ao ano. Se você ainda não é cliente Genial, aproveite para abrir hoje mesmo sua conta gratuita.

Uma vez logado na plataforma da Genial, procure por “Fundos de Investimento”, na seção “Investimentos” do menu inicial. Uma lista de fundos será exibida, os fundos DI estarão identificados na categoria “Renda Fixa”, e o nome do fundo estará acompanhado da frase “Referenciados DI”. Apenas os fundos com essa classificação são, de fato, fundos DI.

Apesar das características conservadoras, os fundos DI podem compor o portfólio de qualquer perfil de investidor que queira aplicar recursos na renda fixa com praticidade e gestão profissional.

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Publicado por Genial Investimentos

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