Para ganhar mais dinheiro, o ideal é que o investidor tenha sempre uma estratégia em mente, seja no mercado de renda fixa, seja no de renda variável. Isso diz respeito a uma série de fatores, como a escolha entre o aporte único e o recorrente.

Afinal de contas: qual é a melhor opção? Aporte único ou mensal? Se você tem essa dúvida, não deixe de acompanhar o conteúdo e saber o que de melhor pode ser feito pelo seu dinheiro.

Aporte único ou mensal: o que observar

Fique atento às taxas de corretagem, pois em cada tipo de investimento existe um custo operacional. Isso faz sentido, pois o investidor deve contar com um agente de custódia para se encarregar das movimentações e são os agentes que definem suas tarifas.

Se as taxas cobradas pelo agente escolhido forem elevadas, possivelmente isso fará com que a sua rentabilidade seja comprometida. Esse quesito faz ainda mais diferença quando o investidor faz aportes pequenos e recorrentes. Nesse caso, a melhor opção é fazer um único aporte para arcar de uma vez só com essas tarifas.

A dica aqui é procurar por agentes de custódia que ofereçam taxas de corretagem mais baixas, porque assim você terá mais opções para investir, seja fazendo o aporte único ou o mensal.

Além disso, é preciso conhecer a natureza de cada tipo de investimento para em função disso escolher qual é a melhor forma de fazer aportes.

Como fazer aportes mensais

Se você não tem como investir um aporte único elevado, pode ser interessante se organizar para chegar a um valor maior ao longo do tempo. Essa é uma estratégia válida, especialmente para quem investe em renda fixa. O Tesouro Direto, por exemplo, permite aplicações de no mínimo R$ 30.

Comece estabelecendo seus objetivos. A escolha dos ativos deverá ser de acordo com suas metas, assim como a forma de aplicação deve seguir a sua realidade financeira. Se você precisa formar uma reserva de emergência, por exemplo, é mais interessante usar o dinheiro que sobra a cada mês para colocar em um título com rentabilidade interessante e alta liquidez, como é o caso do Tesouro Selic, modalidade do Tesouro Direto que permite o resgate diário.

A questão é se informar e aproveitar as oportunidades que o mercado oferece. Uma característica que alguns investimentos apresentam é a possibilidade de negociar frações de títulos, ou seja, se um título vale R$ 10.000, ainda assim você pode investir nele, comprando uma fração no valor de R$ 100. É essa lógica que você precisa ter em mente para acumular com o passar do tempo.

Renda fixa e variável

Os aportes mensais no mercado de ações podem não ser tão interessantes dependendo do tipo de operação a ser realizada e do montante disponível. Isso porque é preciso arcar com custos a cada compra e venda dos papeis. Assim, fazendo um grande aporte único é possível diluir esse custo fixo.

Para entender melhor, pense da seguinte forma: se você tem que pagar uma tarifa de R$ 20 para uma ação que custa R$ 40, a cobrança compromete metade do dinheiro. Agora, se você compra 100 ações dessa mesma empresa, pagando os mesmos R$ 20 na movimentação, você praticamente não notará esse gasto.

Já no caso de títulos como o Tesouro Direto, o diferencial são as corretoras e as baixas tarifas que elas cobram para atrair mais clientes. Como esse é um recurso que as diferencia dos bancos, é natural que a maioria delas faça com que o investimento em títulos públicos seja viável tanto para quem tem um montante para investir de uma vez quanto para quem pretende acumular com o tempo.

Vale lembrar que o Tesouro Direto permite que o investidor adquira frações de um papel, o que abre possibilidades para diferentes tipos de públicos.

Melhores investimentos para aportes mensais

Não são todos os investimentos recomendados para aportes mensais, pois alguns não permitem reinvestimentos em um mesmo montante. Para eles, o ideal é juntar dinheiro e fazer o aporte único.

Em renda fixa, tanto o Tesouro Direto quanto CDBs e Letras de Crédito, permitem a compra de títulos periodicamente em busca de liquidez e rentabilidade. Além disso, você pode recorrer aos fundos de investimentos, que representam uma alternativa para o investidor que pretende diversificar sua carteira, mas ainda não tem muitos recursos. 

Para quem tem um perfil mais arrojado, a bolsa de valores é uma excelente opção, pois é possível comprar e vender ativos de acordo com a oferta. Entretanto, deve-se ter em mente que os valores praticados na bolsa precisam ser maiores, mesmo para quem pretende investir mês a mês. A explicação está nas taxas de corretagem em cada movimentação.

A previdência privada também é um bom investimento para aportar mensalmente. Neste caso, quanto antes o investidor começar a aplicar, menos ele terá que gastar mês a mês, a não ser que queira acumular mais no longo prazo. Isso garante maior rentabilidade em função do efeito dos juros compostos.

Os juros compostos

A mágica dos juros compostos beneficia tanto quem faz aporte único quanto mensal. Se você criar o hábito de reservar uma pequena quantidade de dinheiro por mês para investir, pode chegar ao seu objetivo com o tempo, embora demore mais para reunir o montante necessário do que fazendo o aporte único.

Confira a seguinte simulação: se você quer chegar a R$ 1 milhão em 360 meses e conseguiu destinar R$ 675 do seu salário para investir escolhendo o Tesouro Prefixado, por exemplo, com rentabilidade de 8% ao ano, no término desse período você terá aplicado cerca de R$ 250 mil, ou seja, conseguirá gerar um rendimento de aproximadamente R$ 750 mil.

Por outro lado, se você já tem os R$ 250 mil, conseguirá praticamente duplicar seus resultados na data de vencimento, chegando a R$ 2 milhões nos mesmos 360 meses. O motivo é que haverá mais tempo para que os juros compostos atuem sobre o montante inicial.

Isso porque com os juros compostos, os juros rendem sobre juros, tornando o acúmulo maior com o passar do tempo. Trata-se de algo ideal para o investidor ter sucesso em suas aplicações.

De uma maneira geral, o que importa é você criar uma estratégia de acordo com o seu perfil. Em função disso, investir com aporte único ou mês a mês deve ser algo pensado para atrair os melhores resultados em função dos seus objetivos. Confira também quais são os investimentos tão ou mais seguros que a Poupança.

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Publicado por Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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