Quem quer buscar oportunidades de investimento ou especulação na bolsa de valores pode se interessar em saber o que são minicontratos. Esses derivativos negociados no mercado futuro trazem uma alternativa para quem não quer arcar com contratos inteiros.

Você sabe como os minicontratos funcionam e como operar com eles? Vale a pena entender o mercado futuro, esses derivativos, suas vantagens e desvantagens. Assim, é viável avaliar se essa alternativa faz sentido para seus objetivos.

Quer aprender tudo isso? Então continue a leitura e conheça as principais características dos minicontratos!

Não há como explicar o que são os minicontratos sem antes esclarecer o que é o mercado futuro. Afinal, a negociação dos derivativos financeiros ocorre nesse ambiente, que é um pouco diferente do mercado à vista. 

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O que é o mercado futuro?

Como os minicontratos são negociados no mercado futuro é fundamental conhecer esse ambiente da bolsa de valores. Nesse sentido, muitos investidores conhecem apenas a maneira mais tradicional de negociação de ativos — o mercado à vista.

No mercado futuro não se negociam ativos, mas sim derivativos. Ou seja, você não negocia ativos, mas se posiciona em contratos que derivam e são lastreados por eles. Por exemplo, contratos de commodities, índices ou moedas. O objetivo pode ser especular ou fazer hedge (proteção).

Diferente do mercado à vista, as negociações desses derivativos ocorrem em data futura. Os investidores e especuladores podem se posicionar em relação ao preço de determinados ativos no futuro. Para isso, eles avaliam se a tendência é que a cotação suba ou caia.

Para entender melhor, veja um exemplo simples: um investidor no segundo semestre de 2021 acredita que haverá alta do dólar nos próximos meses. Nesse cenário, no mercado futuro, o dólar está cotado a R$ 5 para janeiro de 2022.

Ele, então, negocia contratos de dólar com esse preço para a data futura. Como ele acredita na alta, ele se posiciona na compra do derivativo.

Assim, diariamente o preço do contrato será ajustado conforme a média ponderada das negociações dos especuladores nesse contrato. Com isso, o investidor poderá obter ganhos — ou prejuízos — enquanto estiver posicionado.

Mais detalhes:

O que é um contrato cheio? 

Contrato cheio é o nome dado ao contrato futuro em seu preço original. Por exemplo, um contrato futuro bastante conhecido na bolsa é o dólar futuro (DOL). Por padronização da B3, a bolsa de valores brasileira, cada contrato equivale a US$ 50 mil. 

Outro contrato futuro bastante negociado está atrelado ao Índice Bovespa (IND). Seu preço é baseado na pontuação do Ibovespa, na proporção de R$ 1 por cada ponto. Com o IBOV a 130 mil pontos, por exemplo, significa que o contrato futuro de índice cheio custa R$ 130 mil. 

Contudo, os contratos cheios são negociados em lotes padrões de 5 unidades. Assim, o preço total da negociação de um contrato cheio de dólar futuro, por exemplo, é de US$ 250 mil. Embora seja viável operar alavancado, essa é uma quantia bastante expressiva, certo? 

Qual a diferença entre o mercado futuro e o mercado a termo?

Investidores que já conhecem os ambientes da bolsa podem encontrar algumas semelhanças entre o mercado futuro e o mercado a termo. Contudo, eles são bem diferentes.

A principal diferença entre eles se dá em relação ao objetivo e dinâmica das operações. No mercado a termo, as partes envolvidas combinam uma data futura para liquidação do contrato e da negociação dos ativos, acordando também uma taxa de juros.

Já no mercado futuro, como você viu, o posicionamento é na compra ou venda. E não há liquidação física, apenas financeira. Em ambos os casos, existe a possibilidade de antecipar a liquidação do derivativo antes do vencimento.

Como funcionam os contratos futuros?

Você entendeu que no mercado futuro se negocia derivativos. Mas, como eles funcionam, na prática? Como você viu, os contratos futuros envolvem duas partes em relação ao posicionamento acerca do preço de um ativo em certa data futura.

Esses contratos são negociados em lotes padrão de 5 unidades e, geralmente, exigem exposição financeira expressiva. Um contrato do Ibovespa, por exemplo, equivale a R$ 1 por ponto do índice.

Então, se o Ibovespa estiver a 100 mil pontos, o contrato exigirá uma exposição de R$ 100 mil. Dessa maneira, o lote padrão de 5 unidades, que corresponde à negociação mínima, custará o equivalente a R$ 500 mil.

Mas não é necessário ter todo esse dinheiro disponível para fazer as negociações com contratos. O mercado permite a realização de alavancagem, bastando apresentar uma margem de garantia. Ela considera um percentual do preço do lote.

Contudo, apesar da possibilidade da alavancagem, a alternativa ainda pode ser inacessível ao pequeno investidor ou especulador. Por isso, vale a pena saber que é possível operar frações de um contrato futuro.

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O que são os minicontratos?

Os minicontratos são uma forma de negociar contratos futuros a partir de uma exposição menor. Assim, eles foram criados para tornar o mercado mais acessível e atrair mais interessados. Eles representam, portanto, uma fração dos contratos cheios.

No exemplo que você viu do Ibovespa o minicontrato pode ser negociado a R$ 0,20 por ponto — um quinto do volume financeiro. Além disso, não é necessário fazer a negociação em lotes, apenas em unidades. Com isso, a margem de garantia solicitada é reduzida.

Os minicontratos foram criados justamente para diminuir o peso dos contratos, de modo a permitir que investidores com menor capital também participassem das negociações. Com isso, um minicontrato perfaz 1/5 (um quinto) do contrato cheio. 

Os minicontratos são identificados com o código W na frente do ticker – ficando WIN para o contrato futuro de índice (IND) e WDO para o contrato futuro de dólar (DOL). Além disso, também compõe o ticker o ano de vencimento do contrato e uma letra representando o mês de negociação.

Veja no exemplo: WINJ22

CódigoReferência
WIN=ANO
J=Mês de vencimento
22=Código da mercadoria
Tabela de referência do exemplo

Veja a tabela de vencimentos e os seus respectivos códigos.

VencimentoCódigo
JaneiroF
FevereiroG
MarçoH
AbrilJ
MaioK
JunhoM
JulhoN
AgostoQ
SetembroU
OutubroV
NovembroX
DezembroZ
Tabela de vencimentos e códigos para operar minicontratos

Quais são os principais tipos de minicontrato?

Agora que você conhece os minicontratos, é preciso saber quais são seus principais tipos. A quais ativos esses derivativos estão relacionados?

No passado, havia apenas minicontratos relacionados ao Ibovespa e ao dólar. Contudo, ao longo dos anos, inúmeras outras possibilidades surgiram no mercado brasileiro.

Veja os principais:

  • Mini-índice Ibovespa;
  • Minidólar futuro;
  • Minicontrato de petróleo;
  • Minicontrato de índice S&P;
  • Minicontrato de euro.

Cada minicontrato negociado no mercado futuro possui um ticker correspondente. Nesse código, o investidor ou especulador pode identificar o ativo e também o mês e ano de vencimento do contrato.

Como você viu, os principais minicontratos futuros negociados em bolsa são o mini-índice e o minidólar. Acompanhe um pouco mais sobre eles:

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Mini-índice 

Tanto os minicontratos de índice (WIN) como os de índice cheio (IND) possuem vencimento na quarta-feira mais próxima do dia 15, a cada bimestre.

A variação de preços no minicontrato de índice é feita de 5 em 5 pontos, sendo pago R$ 1 a cada movimento. Logo, a pessoa que estiver posicionada, seja na compra ou venda, poderá ganhar ou perder R$ 1 a cada vez que o índice se movimentar. 

Minidólar 

Em relação ao minicontrato de dólar (WDO) e o dólar cheio (DOL), ambos contam com o vencimento mensal. Com isso, é preciso se atentar ao fato de que todo o mês o ticker de negociação muda. 

Diferentemente do minicontrato de índice, os preços no minicontrato de dólar se movimentam a cada 0,5 (meio) ponto, remunerando R$ 5,00 por movimento. Desse modo quem estiver posicionado nesse derivativo ganhará ou perderá R$ 5,00 toda vez que o preço oscilar. 

Para que servem os minicontratos? 

Após conhecer melhor os minicontratos chegou a hora de conferir as duas principais estratégias envolvendo os derivativos no mercado futuro. Entenda! 

1. Especulação 

A especulação é uma estratégia que consiste em extrair lucros da variação de preços, normalmente no curto prazo. No intraday, o dólar futuro, por exemplo, pode se movimentar de maneira bastante ampla. Portanto, os ganhos podem ser exponenciais – mas os riscos também são altos. 

2. Hedge (Proteção) 

Quem opta em usar os minicontratos para hedge (proteção) não está buscando lucro. Seu interesse maior é controlar perdas. Por exemplo, uma empresa que tenha sua dívida atrelada ao dólar poderá comprar minicontratos de dólar no mercado futuro visando a previsibilidade. 

Ao fazer isso, a empresa evitará o aumento da sua dívida quando a cotação da moeda sobe. Isso porque, como está posicionada na compra no minicontrato de dólar, a alta da cotação trará lucros no mercado, compensando o prejuízo nos custos do negócio. 

Conseguiu entender o que são minicontratos? Lembre-se de que operar minicontratos futuros envolve maiores riscos. Logo, não deixe de considerar o seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros antes de se valer desse tipo de operação, seja na hora de proteger sua carteira ou especular.

Saiba Mais: Mercado Futuro: O que é hedge cambial?

Vale a pena operar minicontrato?

Após entender o que são os minicontratos, você deve estar se perguntando se vale a pena operá-los, não é mesmo? Aqui, é preciso considerar alguns fatores importantes sobre esses derivativos — além de questões pessoais.

Primeiro é preciso entender que há mais riscos envolvidos nessa estratégia. Logo, é fundamental traçar um bom plano de negociação e analisar expectativas de mercado em relação às oscilações dos ativos.

Mais detalhes:

Também considere seus objetivos financeiros. Como vimos, as negociações com minicontrato costumam ser utilizadas para o hedge e para obter lucro em curto e médio prazo. Então avalie se essa alternativa faz sentido para suas metas.

Ao avaliar os riscos, tenha atenção especial ao considerar a alavancagem. Ela pode potencializar os ganhos, caso suas previsões se concretizem. No entanto, as perdas também serão maiores em movimentos contrários às suas expectativas.

Mais detalhes:

Outro aspecto a considerar é a liquidez dos minicontratos, que pode variar em relação aos seus tipos. Geralmente, os contratos costumam ser mais líquidos, facilitando o encerramento de posição.

Conseguiu entender o que são os minicontratos e como operá-los? Vale ressaltar que, como eles são negociados no ambiente de bolsa, é fundamental contar com uma corretora que ofereça acesso a uma estrutura completa para as operações.

Quer começar a operar os minicontratos ou outras alternativas no mercado futuro? Então abra uma conta na Genial!

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