Você deve ter visto por aí várias manchetes dizendo que a taxa Selic caiu, né? E isso mesmo! A taxa básica de juros da economia brasileira foi reduzida pelo Banco Central de 13,75% para 13,25%.

Ok, mas o que isso tem a ver com o nosso dinheiro e com os investimentos? Tudo! Por isso, vamos te explicar aqui o que você precisa saber para tomar algumas atitudes, aproveitar melhor as oportunidades financeiras do mercado e se proteger de possíveis perdas ou maus investimentos.

O bom investidor precisa estar atento a isso!

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O que é a taxa Selic?

A Taxa Selic é a taxa fundamental de juros da economia, derivada da abreviação “Sistema Especial de Liquidação e Custódia”. O Banco Central a emprega para calcular os encargos em empréstimos a outras instituições financeiras, ao mesmo tempo que serve como ponto de referência para outras taxas de juros vigentes no mercado, como aquelas ligadas a cartões de crédito, cheques especiais, financiamentos e, é claro, investimentos.

Na prática, a Taxa Selic opera como uma ferramenta através da qual o governo exerce controle sobre a inflação e a cadência da atividade econômica no país. Quando a taxa encontra-se em um patamar elevado, isso indica que “o custo do dinheiro” é alto. Isso implica que o contexto exige um gerenciamento financeiro mais cuidadoso e maior cautela nas despesas. Ao contrário, se a Taxa Selic apresentar-se em níveis mais baixos, o cenário torna-se propício para incentivar o consumo e a movimentação da economia.

Abaixo temos o gráfico com a taxa atual. Confira!

Como a queda da Selic impacta nos investimentos?

Estamos familiarizados com a ideia de arcar com juros substanciais em empréstimos e financiamentos, ao mesmo tempo em que desfrutamos de ganhos sem esforço e com segurança na estabilidade da renda fixa. Bastava alocar fundos em uma aplicação de baixo risco para assegurar um retorno de 1% ao mês, ou até mesmo superior. Essa era a realidade comum no Brasil antes do início do ciclo de redução da Taxa Selic.

Entretanto, quando a taxa fundamental de juros declina consideravelmente, o panorama se altera: há repercussões na rentabilidade da poupança, que se torna ainda menos lucrativa, e a performance dos investimentos conservadores de renda fixa também diminui.

A maioria dos investimentos de renda fixa de baixo risco está vinculada à taxa de juros DI (ou CDI, como é conhecida no mercado), a qual se aproxima da Selic, mas geralmente permanece ligeiramente abaixo dela.

Por essa razão, para quem almeja obter retornos mais substanciais, será necessário abraçar um grau maior de risco. E nesse contexto, risco também envolve estar disposto a abrir mão de certa liquidez.

Mantenha a calma: uma queda na Taxa Selic pode trazer boas notícias!

Não tenha pressa em rotular imediatamente a redução da Taxa Selic como algo negativo. Ela não é uma adversária dos investidores! Conforme já discutido neste artigo, uma Taxa Selic mais baixa atua como estímulo ao crescimento econômico, à criação de empregos e à redução dos custos do crédito. Isso indica que a economia está caminhando para uma recuperação e perspectivas mais favoráveis.

Além disso, a Taxa Selic normalmente é reduzida somente quando a inflação se encontra em níveis baixos e controlados, o que é precisamente o cenário atual. Portanto, mesmo que os investidores possam obter retornos menores, a possibilidade de ganhar acima da taxa inflacionária se torna mais acessível.

Não exclua completamente a ideia de investir na Renda Fixa

Apesar de uma menor rentabilidade nos investimentos conservadores de renda fixa, não é aconselhável que o investidor descarte essa opção. É de extrema importância que todos os investidores mantenham parte de suas reservas nesse tipo de investimento, independentemente da taxa de retorno e das condições econômicas. Você sabe por quê?

Uma carteira de investimentos requer diversificação, e a renda fixa conservadora desempenha um papel crucial ao proporcionar liquidez e ao criar uma reserva de emergência, alinhando-se com metas de curto prazo.

Visto sob essa perspectiva, a segurança acaba assumindo um papel mais significativo do que a rentabilidade, desde que esta última se mantenha acima da taxa de inflação.

Ademais, diversas opções de investimentos conservadores podem apresentar rentabilidades líquidas distintas, o que significa que você pode e deve buscar a melhor rentabilidade possível dentre as alternativas de baixo risco.

Por exemplo, existem fundos de renda fixa conservadora com taxas de administração reduzidas, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de liquidez diária que oferecem percentuais atrativos em relação ao CDI, e os títulos públicos do Tesouro Direto, como os prefixados (que não são impactados pela Taxa Selic).

A Renda Fixa também apresenta possibilidades atrativas

Uma alternativa adicional engloba os títulos de renda fixa de prazo mais longo e sem liquidez diária. Ao abdicar da liquidez e/ou aceitar manter o título por um período prolongado, o investidor tem a oportunidade de alcançar retornos mais substanciais.

Estamos nos referindo a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), certos tipos de títulos públicos e também debêntures, que representam títulos de dívida emitidos por empresas para financiamento próprio. Esses últimos também se beneficiam em cenários econômicos mais saudáveis e em períodos de perspectivas de crescimento.

As remunerações podem estar atreladas tanto ao CDI quanto ser prefixadas (estabelecidas no momento do investimento) ou vinculadas a um índice de inflação.

Existem três características possíveis que tornam esses títulos menos conservadores.

  1. A primeira é a falta de possibilidade de resgate antes do vencimento, o que se aplica a muitos CDBs, LCIs e LCAs que proporcionam uma remuneração mais elevada. O investidor é compelido a manter o título até o final.
  2. A segunda característica refere-se aos prazos mais estendidos. Quanto maior o prazo, maior o retorno no momento do vencimento.
  3. A terceira aspecto envolve a perda de rentabilidade ou a potencialidade de retorno negativo em caso de resgate antecipado.

Quando o resgate antecipado é possível, pode implicar que o investidor renuncie a parte do rendimento para recuperar seu capital. Alternativamente, o investidor fica suscetível às flutuações nos preços dos títulos, que podem resultar em retornos negativos caso o resgate ocorra antes do vencimento.

Os investidores brasileiros muitas vezes são relutantes em abrir mão da liquidez, uma característica adquirida durante momentos de dificuldades. Contudo, em um contexto de estabilidade econômica e recuperação, torna-se menos arriscado renunciar à liquidez e adotar uma perspectiva de longo prazo.

Para executar essa estratégia de maneira perspicaz, o investidor deve alinhar a data em que planeja utilizar os recursos com a data de vencimento das aplicações que não são passíveis ou aconselháveis de resgate antecipado.

Além disso, como mencionado anteriormente, é importante não prescindir da reserva de emergência alocada em investimentos de baixo risco e com liquidez diária. Saiba mais sobre Renda Fixa com o auxílio do nosso ebook.

Investir na Bolsa é uma oportunidade

Com a queda da Taxa Selic, tornam-se mais proeminentes os investimentos de natureza menos conservadora, que geralmente apresentam um grau mais elevado de risco e, por consequência, uma maior potencialidade de ganhos substanciais.

Quando se discute a adoção de um perfil mais arrojado, os investidores frequentemente associam esse conceito a ações e fundos de ações. Efetivamente, um ambiente caracterizado por uma taxa de juros reduzida e perspectivas de crescimento econômico favorece essas alternativas de investimento.

Taxas de juros mais baixas e inflação controlada são condições que estimulam o progresso das empresas e, por conseguinte, o desempenho de suas ações.

Em uma economia saudável, o investimento em ações pode proporcionar aos investidores retornos notáveis, muitas vezes superando substancialmente aqueles oferecidos pelos instrumentos de renda fixa em períodos de taxas de juros elevadas.

Porém, nem todos se sentem confortáveis em assumir esse grau de risco. Há indivíduos que relutam em alocar uma parcela significativa de seus recursos em ações ou fundos de ações. No entanto, isso não implica que esses investidores estejam limitados à tradicional renda fixa.

Para almejar retornos mais substanciais, eles podem direcionar-se a investimentos de caráter moderado, capazes de proporcionar maiores rendimentos com uma dose levemente ampliada de risco.

É nesse contexto que entram em cena os fundos imobiliários, que constituem uma alternativa. Esses fundos de investimento destinam recursos a imóveis ou instrumentos de renda fixa utilizados para financiar empreendimentos imobiliários.

Investimentos em Fundos Imobiliários

Quando a Taxa Selic encontra-se em níveis baixos, os rendimentos dos fundos imobiliários – geralmente provenientes dos aluguéis dos imóveis que compõem a carteira – tendem a superá-la de maneira mais descomplicada. Adicionalmente, assim como ocorre com as ações de empresas, o setor imobiliário colhe benefícios em um cenário de juros reduzidos e inflação controlada. Sua prosperidade é frequentemente associada a perspectivas de crescimento econômico.

Os fundos imobiliários oferecem duas vantagens que os tornam especialmente atrativos para investidores individuais: a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos e a alta liquidez, visto que suas cotas são negociadas na bolsa de valores semelhante às ações.

No entanto, é crucial observar que a remuneração dos fundos imobiliários pode ser impactada negativamente – por exemplo, em situações de inadimplência por parte dos inquilinos ou elevada taxa de vacância nos imóveis da carteira – e as cotas podem tanto valorizar-se quanto desvalorizar-se.

Portanto, é prudente ter em mente que essa não é uma alternativa de investimento extremamente conservadora, mas sim uma opção moderada para aqueles que desejam buscar maiores retornos em um ambiente de baixas taxas de juros.

Investir em Fundos de Investimentos

Por fim, também estão disponíveis os fundos de investimento de natureza moderada, adequados para investidores que preferem não tomar decisões de forma independente.

Esses fundos podem ser compostos tanto por ativos de renda fixa, com uma parcela substancial da carteira alocada em títulos emitidos por empresas privadas, quanto por fundos multimercado, que possuem a liberdade de investir em diversas classes de ativos e adotar várias estratégias de investimento. Fundos de ações também podem ser uma escolha sensata para aqueles que hesitam em investir diretamente na Bolsa de Valores.

Os fundos de investimento permitem uma gestão de risco mais ampla e eficiente, pois têm a capacidade de diversificação significativa e são geridos por profissionais qualificados. Esses atributos frequentemente permitem que muitos desses fundos mantenham alta liquidez, mesmo quando apresentam um perfil moderado. Em situações assim, o investidor consegue acessar seus recursos em apenas alguns dias após solicitar o resgate.

Em um contexto de Taxa Selic em queda, os investidores deparam-se com uma diversidade de oportunidades. Enquanto os investimentos em renda fixa conservadora podem oferecer menor rentabilidade, o mercado de ações e os fundos imobiliários surgem como alternativas atraentes, capitalizando com juros baixos e inflação controlada. Além disso, fundos de investimento moderados e diversificados proporcionam gestão profissional e liquidez, permitindo acesso eficiente aos recursos. Decidir entre essas opções exige equilíbrio entre risco e retorno, de acordo com o perfil e objetivos de cada investidor.

Caso esteja em busca de orientação para direcionar seus investimentos nessa nova era de taxas de juros reduzidas, considere abrir uma conta na Genial, onde estamos prontos para lhe fornecer assistência.

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