Conteúdo atualizado em 27 de outubro de 2022 às 15:45 por Genial Investimentos.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, ter tranquilidade financeira não é privilégio somente de quem tem muito dinheiro. Isso porque é possível manter as finanças organizadas e ter bem-estar financeiro, mesmo não sendo multimilionário.

O primeiro passo para realizar essa conquista é ter uma reserva financeira. Afinal, esse montante é capaz de ajudar a superar as intercorrências que podem acontecer no dia a dia. E essa reserva pode ter uma relação direta com o certificado de depósito bancário (CDB).

Se você deseja entender sobre esse assunto, continue a leitura. Neste post, nós da Genial, explicamos o que são a reserva de emergência e o CDB. Além disso, você descobrirá como eles se relacionam e como fazer seus investimentos.

Confira!

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O que é uma reserva financeira e para que serve?

A reserva financeira, também conhecida como reserva de emergência, é uma quantia disponível para ser utilizada em casos de urgência financeira. Desse modo, ela ajuda a cobrir as despesas que podem surgir inesperadamente, proporcionando tranquilidade para lidar com a situação pontual.

Para melhor compreensão, imagine um vendedor autônomo que tem o seu carro como instrumento de trabalho. Caso aconteça um imprevisto com o veículo, como uma peça quebrada, esse profissional precisará de dinheiro para consertar o automóvel.

Além disso, o vendedor necessitará de recursos financeiros para alugar outro carro para trabalhar ou, até mesmo, cobrir em seu orçamento os dias em que não obteve renda. Se ele tem uma reserva de emergência, passará por essa adversidade sem se desesperar por falta de dinheiro.

Em contrapartida, se o autônomo não possui a quantia reservada para imprevistos, pode ter o orçamento sobrecarregado ou até acumular dívidas. Dessa maneira, é possível entender que a reserva de emergência serve como um fôlego financeiro nas eventualidades.

Reserva financeira e investimentos

Outra funcionalidade da reserva financeira é a proteção dos investimentos e, consequentemente, do seu patrimônio. Isso porque, na ocorrência de um imprevisto, você não precisa resgatar as suas aplicações para cobrir as urgências, já que pode usar a sua reserva.

Se você não tem uma reserva financeira, mas possui investimentos de longo prazo, pode ter prejuízo ao resgatar o capital antes do tempo. Assim, para quem é investidor, ter uma reserva emergencial deve ser a primeira etapa da sua estratégia de investimentos.

Quais são as características de uma reserva de emergência?

Agora que você já sabe o que é uma reserva de emergência, pode ter dúvidas sobre as principais características desse montante.

A seguir, confira as peculiaridades de uma reserva financeira!

1. Quantia necessária

De modo geral, a reserva de emergência deve corresponder a, pelo menos, 6 meses das suas despesas médias mensais. Assim, você pode se manter por até 1 semestre caso a sua renda seja totalmente comprometida — como na perda do emprego.

No entanto, há pessoas que se sentem mais tranquilas tendo uma reserva maior. Nesse caso, o valor do montante fica a seu critério, desde que respeite o mínimo de 6 meses para ter tranquilidade.

2. Onde investir

Embora a função principal da reserva financeira seja cobrir despesas, e não necessariamente acumular patrimônio, o ideal é investir essa quantia. Assim, é possível ter alguma rentabilidade e evitar que o dinheiro perca o poder de compra para a inflação.

Nessa condição, é fundamental que os recursos da reserva possam ser acessados com facilidade e a qualquer momento. Afinal, intercorrências acontecem sem que você possa prevê-las, então o dinheiro deve estar disponível a todo instante.

Por essa razão, é interessante investir a reserva em alternativas com liquidez diária. Ou seja, em investimentos que você pode resgatar a quantia em qualquer dia, sempre que precisar.

3. Segurança

Além da liquidez diária, é essencial que a sua reserva emergencial esteja em segurança. Desse modo, você evita possíveis prejuízos que podem reduzir o seu montante. Para isso, pode ser interessante alocar a quantia em alternativas de renda fixa mais conservadoras.

4. Uso

Uma dúvida muito comum entre as pessoas que acabam de conhecer a reserva financeira é para quem o montante é indicado. Na prática, essa quantia exclusiva para emergências deve fazer parte do planejamento financeiro de qualquer um que tenha despesas para arcar — seja pessoa física ou jurídica.

Afinal, imprevistos podem acontecer com todos. E, se você tem compromissos financeiros, precisa estar protegido financeiramente. Com isso, o uso da reserva se dá diante de problemas como perda de renda, manutenções imprevistas, necessidades de saúde, e outros.

Vale destacar que a reserva é ainda mais importante para indivíduos com dependentes financeiros — como filhos, outros parentes e até mesmo animais. Nesse caso, o dinheiro pode ser usado tanto para necessidades próprias como para os dependentes.

Além disso, empreendedores e profissionais autônomos podem ter outra reserva de emergência para ser usada em custos profissionais. Assim, fica mais fácil cobrir os imprevistos do negócio ou até o próprio salário em momentos de baixa nas vendas, por exemplo.

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O que é um CDB e como funciona?

Entendendo o que é a reserva financeira, é o momento de descobrir o que é um CDB, como ele funciona e qual sua relação com a reserva financeira. O certificado de depósito bancário é um título emitido por instituições financeiras que utilizam os recursos captados para financiar suas atividades.

Assim, as organizações podem usar o capital da venda dos títulos para oferecer empréstimos, financiamentos e outros produtos financeiros aos seus clientes. Além disso, elas podem quitar suas próprias dívidas com esse dinheiro, se for o caso.

Em relação ao funcionamento, o CDB é como um empréstimo, em que o investidor disponibiliza dinheiro para o banco. Em troca, a instituição se compromete a devolver o montante com acréscimo de juros no prazo combinado.

Essa alternativa pertence à classe de renda fixa. Isso significa que você sabe a forma de remuneração no momento do aporte. Por conta da previsibilidade, os investimentos dessa classe são considerados de baixo risco.

É importante ressaltar que as características dos CDBs variam conforme o emissor. Isso porque as instituições financeiras têm a liberdade para determinar a rentabilidade, o prazo de vencimento e a liquidez do título oferecido.

Saiba Mais: O que é CDB (Certificado de Depósito Bancário)? Entenda!

Quais são os tipos de CDB?

Após saber o que é o CDB, é importante conhecer os seus tipos, que são diferenciados conforme a rentabilidade oferecida. Assim, você pode realizar escolhas mais alinhadas à sua estratégia de investimento.

Veja!

CDB prefixado

No título prefixado, a rentabilidade é uma taxa fixa conhecida no momento da aplicação. Por exemplo, 5% ao ano, 7% ao ano etc. Desse modo, você pode fazer o cálculo para saber quanto o seu dinheiro renderá até o vencimento do título.

CDB pós-fixado

Já no CDB pós-fixado, a rentabilidade é atrelada a um indicador financeiro. Dessa maneira, o rendimento pode oscilar conforme o índice até o vencimento da aplicação. Ou seja, você sabe qual é a forma de remuneração, mas não consegue prever exatamente quanto receberá no vencimento.

Vale saber que o índice mais usado pelas instituições é o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) — uma taxa de juros utilizada nos empréstimos entre os bancos. Desse modo, quando o CDB rende 100% do CDI, por exemplo, significa que a rentabilidade acompanha exatamente a taxa do indicador.

CDB híbrido

Por fim, o CDB híbrido tem as duas formas de rentabilidade. Isto é, o rendimento acompanha um indicador e também apresenta uma taxa de juros fixa. Geralmente, o indexador utilizado é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como um termômetro para a inflação no Brasil.

Quais são suas principais características?

Como você viu, as instituições financeiras podem emitir CDBs com características diferentes. Por esse motivo, é indispensável conhecer as peculiaridades que você deve considerar na hora de escolher o CDB para o seu objetivo.

A seguir, saiba mais sobre as principais características desses títulos!

1. Liquidez

A liquidez é a velocidade e a facilidade com que um investimento pode ser convertido em dinheiro disponível para uso. Nesse sentido, existem CDBs com alta liquidez, em que é possível resgatar a aplicação com mais rapidez e facilidade. Um exemplo são os títulos de liquidez diária.

Mas também existem aplicações com baixa liquidez. Nelas, você pode encontrar dificuldade para converter o investimento em dinheiro. Nesse caso, muitas vezes, até é possível solicitar o capital investido antes do vencimento, mas há maior risco de ter prejuízo financeiro.

2. Carência e prazo de vencimento

A carência é o tempo mínimo em que o dinheiro deve ficar investido, sem que o investidor possa resgatar ou movimentar o capital. Por exemplo, se você aplicar em um CDB com carência de 60 dias, não será possível sacar a aplicação antes disso.

Já o prazo de vencimento se refere ao tempo em que o dinheiro deve ficar investido, segundo o combinado com o emissor. Após esse prazo, o capital com o rendimento é creditado na sua conta, já com o desconto do Imposto de Renda.

3. Aporte mínimo

O aporte mínimo se refere à menor quantia que você deve ter para realizar determinado investimento. Esse valor depende do banco emissor. No caso dos CDBs, existem títulos com aportes mínimos mais acessíveis, e outros mais altos.

Vale saber que as instituições costumam remunerar melhor os títulos com aportes mínimos mais significativos. Por isso, se você busca rentabilidade superior, é fundamental prestar atenção nessa questão.

4. Segurança

Como você aprendeu, os títulos de renda fixa oferecem a segurança da previsibilidade dos rendimentos. Nos CDBs, há um fator que proporciona proteção ao patrimônio investido: a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Essa entidade sem fins lucrativos paga até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira, em caso de problema que impeça o banco de quitar o seu investimento. Isso significa que as instituições em que você tem aplicação de CDB falirem, por exemplo, você pode receber o dinheiro de volta.

Nesse contexto, existe também um limite global para ressarcimento de até R$ 1 milhão, renováveis a cada 4 anos. Esse valor permite que você seja ressarcido em diversas instituições, dentro do limite de R$ 250 mil durante esse prazo.

Qual a relação do CDB com a reserva financeira?

Até o momento, você aprendeu sobre a reserva financeira e o CDB. Agora, é preciso entender como os dois conceitos se relacionam. Para isso, observe as características que um certificado de depósito bancário pode apresentar e as qualidades que uma reserva emergencial deve ter.

É possível compreender que um CDB com liquidez diária pode ser uma alternativa interessante para montar a sua reserva financeira, certo? Afinal, ele apresenta, além da segurança, a facilidade e a velocidade para ser convertido em dinheiro.

Nesse caso, dependendo da hora em que você fizer a solicitação do resgate, é possível obter a quantia desejada no mesmo dia. Logo, se ocorrer um imprevisto, em pouco tempo você tem o capital para cobrir as despesas inesperadas.

Além disso, há muitos CDBs com rentabilidade superior à da caderneta de poupança, por exemplo. Isso pode trazer um rendimento maior que a inflação, protegendo seu capital. Afinal, o dinheiro investido tende a manter o poder de compra.

Por essas razões, o CDB de liquidez diária costuma ser o escolhido por muitos investidores que buscam uma aplicação segura para alocar a sua reserva de emergência.

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Como investir em CDB com foco na construção da reserva?

Agora que você aprendeu a relação entre CDB e reserva financeira, é importante saber como investir esse montante de modo a encaixar na sua estratégia de investimentos.

A seguir, confira o que você deve considerar antes de investir!

1. Verifique a liquidez

A primeira etapa consiste em verificar a liquidez do título. Como você já sabe, ela é central para que sua reserva esteja sempre disponível. Sendo assim, confira se o CDB no qual você pretende investir apresenta liquidez diária.

2. Observe a rentabilidade

Como a rentabilidade de um CDB pode variar conforme seu tipo e o banco emissor, você deve observá-la para entender qual título oferece um maior rendimento. De modo geral, os investidores buscam CDBs que rendem acima de 100% do CDI para alocar a reserva de emergência.

3. Escolha uma instituição de confiança

Embora os CDBs tenham cobertura do FGC, é importante escolher uma instituição emissora de confiança para minimizar os riscos de crédito e evitar desgastes em busca da indenização. Por isso, procure por um CDB emitido por um banco que tenha reconhecimento no mercado financeiro.

Em nossa plataforma, existem diversos CDBs disponíveis. Basta acessar a nossa plataforma online ou através do nosso app Genial e identificar os certificados mais adequados à sua realidade.

Neste artigo, você conheceu o que é a reserva financeira e como ela se relaciona com o CDB. Agora, você já sabe que essa alternativa pode ser interessante para rentabilizar a sua reserva e ter tranquilidade financeira. Que tal aproveitar a oportunidade para investir através da Genial? Acesse o nosso site e saiba mais!

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