Quem já investiu em ações talvez esteja habituado com o mercado à vista. No entanto, a bolsa de valores reserva muitas outras oportunidades além da compra e venda de papéis de empresas. Por exemplo, você sabe o que são os minicontratos? 

Diferentemente das ações, a negociação dos minicontratos acontece no mercado futuro – um ambiente onde são negociadas expectativas de preço. A perspectiva de operar alavancado em negociações de alta volatilidade e liquidez chama a atenção, principalmente dos especuladores. 

Assim, conhecer como os minicontratos funcionam pode ser interessante. Diante disso, nós da Genial, preparamos este post para que você possa entender essa alternativa e avaliar se ela faz sentido para o seu portfólio. 

Não perca! 

O que é o mercado futuro? 

Não há como explicar o que são os minicontratos sem antes esclarecer o que é o mercado futuro. Afinal, a negociação dos derivativos financeiros ocorre nesse ambiente, que é um pouco diferente do mercado à vista. 

A principal característica do mercado futuro está relacionada ao fato das operações serem realizadas no presente, mas com data de vencimento futura. Os chamados contratos futuros são contratos em que os interessados se posicionam em relação ao preço de um ativo para uma data posterior. 

Com isso, as negociações são feitas levando-se em conta a expectativa de cotações. Os contratos futuros necessariamente estão atrelados a um ativo. Ou seja, derivam de um ativo – como índices de mercado, moedas, commodities etc. 

Outra diferença do mercado futuro está no fato de que não há negociação dos ativos em si. Como há apenas o posicionamento em relação ao seu preço, a liquidação é financeira. Diariamente, acontece o ajuste e são apuradas as diferenças das posições dos participantes em relação ao preço do ativo. 

As cotações dos derivativos variam até a data de vencimento do contrato. Logo, é possível lucrar com a variação de preços e com a diferença em relação ao mercado à vista. Eles podem ser utilizados tanto para especulação quanto para a proteção de um portfólio, como você verá adiante. 

O que é um contrato cheio? 

Contrato cheio é o nome dado ao contrato futuro em seu preço original. Por exemplo, um contrato futuro bastante conhecido na bolsa é o dólar futuro (DOL). Por padronização da B3, a bolsa de valores brasileira, cada contrato equivale a US$ 50 mil. 

Outro contrato futuro bastante negociado está atrelado ao Índice Bovespa (IND). Seu preço é baseado na pontuação do Ibovespa, na proporção de R$ 1 por cada ponto. Com o IBOV a 130 mil pontos, por exemplo, significa que o contrato futuro de índice cheio custa R$ 130 mil. 

Contudo, os contratos cheios são negociados em lotes padrões de 5 unidades. Assim, o preço total da negociação de um contrato cheio de dólar futuro, por exemplo, é de US$ 250 mil. Embora seja viável operar alavancado, essa é uma quantia bastante expressiva, certo? 

O que são os minicontratos? 

Os minicontratos foram criados justamente para diminuir o peso dos contratos, de modo a permitir que investidores com menor capital também participassem das negociações. Com isso, um minicontrato perfaz 1/5 (um quinto) do contrato cheio. 

Os minicontratos são identificados com o código W na frente do ticker – ficando WIN para o contrato futuro de índice (IND) e WDO para o contrato futuro de dólar (DOL). Além disso, também compõe o ticker o ano de vencimento do contrato e uma letra representando o mês de negociação. 

Confira: 

  • F – Janeiro; 
  • G – Fevereiro; 
  • H – Março; 
  • J – Abril; 
  • K – Maio; 
  • M – Junho; 
  • N – Julho; 
  • Q – Agosto; 
  • U – Setembro; 
  • V – Outubro; 
  • X – Novembro; 
  • Z – Dezembro. 

Quais os principais tipos de minicontratos?  

Como você viu, os principais minicontratos futuros negociados em bolsa são o mini-índice e o minidólar. Acompanhe um pouco mais sobre eles: 

Mini-índice 

Tanto os minicontratos de índice (WIN) como os de índice cheio (IND) possuem vencimento na quarta-feira mais próxima do dia 15, a cada bimestre. 

A leitura do ticker WINJ21, por exemplo, é feita desse modo: 

  • W: minicontrato; 
  • IN: referente ao Índice Bovespa; 
  • J: relativo ao mês de abril; 
  • 21: no que se refere ao ano de vencimento. 

A variação de preços no minicontrato de índice é feita de 5 em 5 pontos, sendo pago R$ 1 a cada movimento. Logo, a pessoa que estiver posicionada, seja na compra ou venda, poderá ganhar ou perder R$ 1 a cada vez que o índice se movimentar. 

Minidólar 

Em relação ao minicontrato de dólar (WDO) e o dólar cheio (DOL), ambos contam com o vencimento mensal. Com isso, é preciso se atentar ao fato de que todo o mês o ticker de negociação muda. 

Diferentemente do minicontrato de índice, os preços no minicontrato de dólar se movimentam a cada 0,5 (meio) ponto, remunerando R$ 5,00 por movimento. Desse modo quem estiver posicionado nesse derivativo ganhará ou perderá R$ 5,00 toda vez que o preço oscilar. 

Para que servem os minicontratos? 

Após conhecer melhor os minicontratos chegou a hora de conferir as duas principais estratégias envolvendo os derivativos no mercado futuro. Entenda! 

Especulação 

A especulação é uma estratégia que consiste em extrair lucros da variação de preços, normalmente no curto prazo. No intraday, o dólar futuro, por exemplo, pode se movimentar de maneira bastante ampla. Portanto, os ganhos podem ser exponenciais – mas os riscos também são altos. 

Hedge (Proteção) 

Quem opta em usar os minicontratos para hedge (proteção) não está buscando lucro. Seu interesse maior é controlar perdas. Por exemplo, uma empresa que tenha sua dívida atrelada ao dólar poderá comprar minicontratos de dólar no mercado futuro visando a previsibilidade. 

Ao fazer isso, a empresa evitará o aumento da sua dívida quando a cotação da moeda sobe. Isso porque, como está posicionada na compra no minicontrato de dólar, a alta da cotação trará lucros no mercado, compensando o prejuízo nos custos do negócio. 

Conseguiu entender o que são minicontratos? Lembre-se de que operar minicontratos futuros envolve maiores riscos. Logo, não deixe de considerar o seu perfil de investidor e seus objetivos antes de se valer desse tipo de operação, seja na hora de proteger sua carteira ou especular. 

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