Conteúdo atualizado em 19 de outubro de 2022 às 19:42 por Genial Investimentos.

O investimento em fundos imobiliários pode ser uma oportunidade para quem deseja acessar o mercado de imóveis com praticidade e um menor investimento inicial. Entre os fundos disponíveis, está o (MXRF11). 

O Maxi Renda FII pode atender às necessidades de diferentes investidores e estratégias. Mas é necessário analisar com cuidado suas informações, para garantir que ele esteja adequado à sua carteira. 

Na sequência, descubra quais são as principais características do (MXRF11) e saiba decidir se ele vale a pena! 

O que é o MXRF11? 

É o momento de conhecer o MXRF11. Esse é o ticker pelo qual é identificado o fundo imobiliário Maxi Renda FII. Sua história começou em 2011, quando obteve o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  

A oferta pública inicial (IPO) do (MXRF11) aconteceu em setembro de 2011 Em maio de 2017, ele passou a incorporar o outro fundo imobiliário XPGA11. Isso levou a um aumento nos preços das cotas, que passaram por um desdobramento em outubro do mesmo ano. 

Até junho de 2021, ele contava com mais de 226 milhões de cotas e um patrimônio líquido de R$ 2,2 bilhões. 

Administradora e gestora 

Conhecer a estrutura do fundo é uma parte importante, além claro, da análise de ações do fundo. No caso do (MXRF11), a administração fica sob a responsabilidade do BTG Pactual Serviços Financeiros. O banco atua desde 1983 e também administra outros fundos do mercado. 

Já a gestão é realizada pela XP Vista Asset Management. A empresa está no mercado há mais de 15 anos. 

Tipo de FII 

Em relação à estratégia definida, o (MXRF11) é um fundo de papel e, portanto, que prioriza os valores mobiliários. Na composição, até fevereiro de 2021, ele tinha a maior parte do portfólio formada por certificados de recebíveis imobiliários. 

Portanto, é uma alternativa que depende fortemente do desempenho dos títulos securitizados. O segundo maior investimento era feito em permutas, com um residual sendo alocado em cotas de outros fundos de investimento.  

A gestão do (MXRF11) é do tipo ativa, o que significa que tem como objetivo superar a média de desempenho do mercado. 

Benchmark 

Conhecer o benchmark do (MXRF11) ajuda a entender quais são os objetivos da gestão ativa, em relação a resultados de referência. O principal benchmark é o Tesouro IPCA com prazo de 6 anos. 

O fundo utiliza como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX). O fundo não cobra taxa de performance sobre o que exceder o certificado de depósitos interbancários (CDI). 

Proventos 

Outra questão para conhecer sobre o (MXRF11) é a distribuição de proventos, já que isso tende a interferir na rentabilidade observada e na atratividade do investimento. Como outros FIIs, esse fundo é obrigado a distribuir periodicamente 95% do lucro líquido apurado. 

Além disso, o (MXRF11) também oferece a distribuição de proventos na forma de subscrição. Embora os dividendos sejam a maioria, esse tipo de retorno é uma possibilidade. 

Valor de mercado 

Para entender melhor as características do fundo, vale avaliar também o P/VPA, um múltiplo dado pela relação entre o preço da cota e o valor patrimonial por cota. 

No caso do (MXRF11), o valor patrimonial do fundo, em junho de 2021, era de R$ 2,2 bilhões, com valor patrimonial por cota de R$ 10,00. Já a cotação no mesmo período era de R$ 10,25.  

Lembre-se, no entanto, que todos os dados devem ser aliados aos resultados de outros indicadores para que forneçam uma análise completa da alternativa. 

O que é um fundo imobiliário? 

De maneira geral, os fundos de investimento são modalidades coletivas, em que cada investidor deve adquirir cotas para participar dos resultados do fundo. O patrimônio é movimentado por um gestor profissional, que aloca os recursos segundo a estratégia definida. 

Os fundos costumam ser classificados conforme a abordagem adotada e em quais ativos investem, prioritariamente. O fundo de investimento imobiliário (FII), por exemplo, corresponde ao fundo de renda variável que aloca a maior parte dos recursos em ativos ligados ao setor de imóveis. 

As cotas desse tipo de fundo de investimento são negociadas diretamente na bolsa de valores. E existem diversos subtipos disponíveis para os investidores.

Saiba Mais: O que são Fundos Imobiliários (FIIs)?

Quais são os tipos de fundos imobiliários? 

Embora o fundo imobiliário já seja uma classificação, ele pode ser dividido em tipos, de acordo com as escolhas que são realizadas. O fundo de tijolo é aquele que investe prioritariamente em imóveis físicos, como empreendimentos comerciais, galpões industriais ou propriedades residenciais. 

Já o fundo de fundo prioriza a aquisição de cotas de outros FIIs, que seguem estratégias distintas. Assim, é uma forma de expor os recursos a cenários e condições variadas. 

O fundo de papel, por sua vez, é uma alternativa que foca no investimento em valores mobiliários, como títulos privados ligados ao setor de imóveis. Entre as possibilidades, estão o certificado de recebíveis imobiliários (CRI), a letra de crédito imobiliário (LCI) e as letras hipotecárias (LH). 

Embora todos esses títulos sejam de renda fixa, o fundo de papel é também considerado de renda variável. Afinal, as cotas continuam sendo negociadas na bolsa e têm os riscos atrelados a ela.

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Qual o prazo de resgate de um FII? 

Quando um fundo tem um prazo de resgate, significa que, após determinado período, pode-se resgatar os valores aplicados e o rendimento, se houver. No entanto, os fundos imobiliários costumam apresentar prazo indeterminado. 

Logo, não existe uma data prevista para o resgate ou a partir do qual é possível converter as cotas em dinheiro. Em vez disso, para ter liquidez, é necessário negociar as cotas no mercado secundário. Na prática, isso representa vender as cotas para outros interessados na bolsa de valores. 

O (MXRF11) é um fundo imobiliário com prazo de resgate indeterminado e, portanto, utiliza essa mesma lógica para obter liquidez em relação às cotas. 

Quais as vantagens de investir em fundos imobiliários? 

Ao pensar no investimento em FIIs, vale saber que essa alternativa apresenta vantagens interessantes. Uma delas é a gestão profissional, que traz mais praticidade e evita que você tenha que tomar todas as decisões individualmente.  

Outro ponto positivo está no fato de que as cotas são negociadas na bolsa de valores — o que ajuda a sua liquidez. Ela é maior do que a compra de um imóvel físico, o que diminui esse risco. No caso do (MXRF11), a liquidez também tende a ser mais elevada que a compra de títulos do tipo CRI. 

Em relação à distribuição de proventos, os dividendos são isentos para a pessoa física, considerando que o fundo atenda aos requisitos de classificação. Com isso, é possível melhorar a performance da alocação da carteira. 

Essa pode ser uma escolha para diversificar a carteira, devido à quantidade variada de ativos. Para o (MXRF11), especificamente, são selecionados títulos e permutas de características distintas, o que ajuda a evitar a concentração de risco em um resultado ou em um local. 

É seguro investir no fundo imobiliário? 

Antes de investir no MXRF11 ou em qualquer outro FII, é importante considerar a segurança existente. Para começar, entenda que um FII é um investimento na renda variável e, portanto, não há garantias quanto ao retorno. 

Além disso, por ser negociado na bolsa de valores, o fundo imobiliário apresenta o risco de mercado. Ele está atrelado às variações que podem ocorrer no preço de negociação das cotas, dependendo das condições e da percepção do mercado. 

No caso do (MXRF11), o risco de mercado pode ser um pouco menor em relação a FIIs que também investem em ações de empresas do setor imobiliário, por exemplo. 

Ainda em relação ao (MXRF11), como há o investimento em valores mobiliários, existe o risco de crédito sobre os títulos. Ele decorre da probabilidade de o pagamento não ocorrer conforme o previsto, como por um problema com a instituição emissora. 

Como escolher um fundo de investimento imobiliário? 

Caso você decida investir em FIIs, é essencial saber como escolher a alternativa ideal para o seu portfólio. Com dezenas de opções disponíveis no mercado, nem todas são capazes de atender às suas necessidades ou expectativas, o que reforça a exigência sobre a avaliação. 

Nesse aspecto, há certos fatores que devem ser considerados. Você deve conhecer a administração e a gestão, pois a qualidade da tomada de decisão dos profissionais é essencial na gestão ativa. Também é importante conferir quais são as taxas envolvidas, que podem impactar na rentabilidade. 

Além disso, é interessante conferir os resultados passados. Embora eles não sejam promessas ou garantias de desempenho no futuro, permitem que você se baseie para alinhar expectativas. 

Ao avaliar o histórico do (MXRF11) em formato de gráfico, por exemplo, é possível saber onde ocorreram os picos e os fundos. Isso o ajudará a compreender o comportamento do FII em cada situação. 

Outras questões para observar incluem o tipo de fundo imobiliário (o que leva à estratégia), as condições para investimento, o retorno na forma de proventos e a diversificação do portfólio, por exemplo. 

Não se esqueça da análise fundamentalista. Ela utiliza indicadores que ajudam a identificar os fundamentos do fundo e sua capacidade de gerar resultados ao longo do tempo. Assim, você terá mais informações para tomar decisões de qualidade. 

Investir no MXRF11 vale a pena? 

Depois de conferir todos esses dados, pode ser que ainda tenha dúvidas sobre se o investimento no fundo MXRF11 vale a pena. Nesse ponto, você já deve ter decidido que o FII é interessante para a sua carteira, então agora é preciso definir sobre esse fundo específico. 

Para tomar uma decisão mais sólida, é imprescindível fazer sua própria análise fundamentalista, considerando suas questões individuais. Isso significa entender, por exemplo, qual é o seu perfil de investidor, que indica a sua tolerância ou interesse em assumir riscos. 

Como é um investimento de renda variável, o FII MXRF11 costuma fazer mais sentido para investidores moderados e arrojados. Porém, o investimento em FII pode ajudar a diversificar uma carteira mais conservadora, em um pequeno percentual exposto à renda variável.

Outro ponto para observar é o seu conjunto de objetivos financeiros. O indicado é que o aporte nesse fundo esteja associado a um investimento de longo prazo. Essa é uma forma de diluir parte dos riscos e também de melhorar o nível de retorno em relação ao recebimento de proventos. 

Sendo assim, a escolha do Maxi Renda FII valerá a pena se ele estiver alinhado com essas características avaliadas.

Como investir no MXRF11? 

Para incluir o (MXRF11) ou outros fundos imobiliários em sua carteira, você deve encontrar uma instituição financeira de qualidade, assim como a Genial Investimentos. Com uma boa corretora de valores, por exemplo, é possível ter toda a estrutura e o suporte que são necessários para realizar esse e outros investimentos. 

Depois de abrir a conta, transfira os recursos que serão alocados para sua conta na corretora e acesse o home broker. Nesse ambiente, você deverá selecionar o ticker MXRF11 e conferir as informações. 

Então basta enviar uma ordem de compra, que será concluída ao haver uma ordem de venda compatível. Encerrado o prazo de liquidação, as cotas aparecerão em sua carteira de investimentos. 

Além disso, não se esqueça de acompanhar sua carteira com frequenta e se atentar a comunicados importantes. Por exemplo, acerca da distribuição de proventos ou a emissão de novas cotas. 

Com o investimento em FIIs como o MXRF11, você tem a chance de alocar seus recursos em um fundo de papel, mas que também possui imóveis físicos em seu portfólio. Contudo, a escolha deve vir após uma análise completa, garantindo maior segurança para definir se a decisão é adequada para a sua realidade. 

Contar com uma corretora de valores de qualidade é essencial na hora de investir. Por isso, abra sua conta conosco e seja Genial!

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Isabella Suleiman

Isabella atua com análise de fundos imobiliários e é responsável pela carteira recomendada da Genial. É graduada em Ciências Econômicas e Administração de Empresas pelo Insper e começou a carreira no mercado financeiro pelo Backoffice em um dos maiores bancos de investimentos da América Latina.

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