Os altos e baixos da economia provocam diversas consequências que podem ser sentidas tanto no dia a dia e no orçamento familiar quanto nos investimentos. Uma delas é a deflação. Você já ouviu falar sobre ela?

Assim como há a inflação, pode ocorrer a deflação — dois fenômenos bastante comuns relacionados ao comportamento dos preços em uma economia.

Portanto, acompanhe as informações a seguir e veja o que é deflação, entenda como ela impacta na economia e descubra se esse fenômeno é bom ou ruim!

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O que significa deflação?

A deflação consiste na redução contínua e generalizada dos preços de produtos e serviços na economia.

No Brasil, ela é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), cuja divulgação ocorre mensalmente.

Então, sempre que você ler ou ouvir nos noticiários sobre deflação, saiba que estão falando sobre o resultado do IPCA de um determinado período.

Em setembro de 2022, por exemplo, ele foi de -0,29%.

Qual a diferença entre inflação e deflação?

Agora que você já sabe o significado de deflação, fica mais fácil de entender o que é inflação. Isso porque ela é o oposto da deflação. Ou seja, a inflação consiste no aumento generalizado dos preços na economia — tanto de produtos quanto de serviços.

Ela também é medida pelo IBGE por meio do IPCA e se relaciona à perda do valor do seu dinheiro com o passar do tempo. Na prática, a inflação faz com que você precise de mais recursos para adquirir os mesmos itens.

Exemplo prático para entender o conceito de inflação

Imagine que você seja uma pessoa que goste de fazer churrasco em sua casa para reunir amigos e familiares.

Em julho de 2018, caso quisesse fazer essa confraternização, você teria que desembolsar R$ 22,63 no quilo de carne bovina. Já em julho de 2022, quatro anos depois, se quisesse comprar essa mesma peça em um açougue ou em um mercado, você teria que gastar quase o dobro — R$ 43,89.

Esses números foram divulgados em uma pesquisa realizada pelo Procon-SP, em parceria com o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Então, como você pode observar, o efeito da inflação ao longo desse período fez com que o seu dinheiro perdesse valor. A carne que você comprava em 2018 com R$ 22,63 já não podia mais ser adquirida por esse preço em 2022. Simples de entender, não é mesmo?

Qual é o pior para a economia: deflação ou inflação?

Embora a deflação possa ser prejudicial para a economia, a inflação também pode gerar efeitos negativos. Quando o aumento nos preços é muito elevado, o cenário pode:

  • ocasionar um encarecimento do custo de vida;
  • dificultar a compra de bens e serviços;
  • gerar incertezas econômicas;
  • aumentar o número de pessoas endividadas no país.

O cenário ideal é que, se houver uma deflação, ela não permaneça durante muito tempo e que a inflação mantenha-se controlada. Para tanto, a inflação tem que permanecer em patamares baixos.

Ao mesmo tempo, é importante compreender que a inflação, apesar de ser vista como um grande problema por muitas pessoas, é um fenômeno que muitos julgam ser necessário para a economia. Ela indica que o mercado está aquecido e que as pessoas têm poder de compra.

É por isso que, no geral, os países possuem uma meta anual de inflação. Com ela, é possível ter mais previsibilidade e segurança econômica. No Brasil, ela é estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2023 e 2024, a meta de inflação é de 3,25% e 3,00%, respectivamente.

Também vale a pena entender outro conceito relacionado ao tema: a desinflação. Como o nome já sugere, ela consiste na redução da inflação ou na desaceleração dos preços. Logo, a desinflação pode ser positiva para trazer a inflação para o centro da meta, sem fomentar a recessão que a deflação pode causar.

Como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado?

Como você viu, a inflação e a deflação são dois fenômenos que movimentam os preços na economia para cima ou para baixo. Agora, vale a pena entender como o IBGE realiza o cálculo do IPCA.

Para esse propósito, é feita uma avaliação dos preços de uma cesta composta por diversos produtos e serviços que considera os hábitos de consumo de famílias de diferentes classes sociais. A partir disso, chega-se a uma média ponderada da movimentação dos preços, o que equivale ao IPCA.

Esse levantamento é realizado nas principais áreas urbanas do país, com base em aproximadamente 30 mil estabelecimentos e mais de 400 mil preços. Essa pesquisa ocorre todo mês, de modo a possibilitar comparações para ver se os produtos ou serviços estão mais caros ou mais baratos.

Vale notar, ainda, que a cesta de itens que o IBGE avalia tem mais de 300 produtos e serviços, sendo que eles são divididos em nove categorias diferentes. São elas:

  1. alimentação e bebidas;
  2. artigos de residência;
  3. comunicação;
  4. despesas pessoais;
  5. educação;
  6. habitação;
  7. saúde e cuidados pessoais;
  8. transportes;
  9. vestuário.

De todas as classificações, as categorias de alimentação e bebidas, transporte e habitação são aquelas que têm um maior percentual de participação no índice. Logo, o aumento ou a redução do IPCA são especialmente influenciados por elas.

Quando a deflação ocorre?

Existem alguns motivos que justificam um cenário de deflação. O principal deles está relacionado a um desequilíbrio entre oferta e demanda. No caso, a deflação costuma ocorrer quando há uma demanda muito menor por produtos ou serviços, ou uma oferta muito maior desses itens.

Nessas circunstâncias, a tendência é que os preços sejam reduzidos para estimular o consumo por parte das pessoas.

Outra explicação para esse fenômeno envolve as reduções nos preços de produtos e serviços que têm maior peso no índice. Essa situação pode ocorrer, por exemplo, por meio da isenção de impostos e do barateamento de matérias-primas.

Nos meses de julho, agosto e setembro de 2022 o IPCA no Brasil foi negativo, principalmente devido à redução nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.

Esse movimento foi resultado de uma medida do Governo Federal que limitou a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Dessa forma, os preços da gasolina, do etanol e do diesel caíram nos postos de combustíveis, assim como o preço das contas de luz.

Então, como você pode observar, foi um benefício fiscal que acabou impactando o resultado do IPCA durante o período em questão. Isso ocorreu, principalmente, porque o desempenho do indicador está relacionado a duas categorias que têm bastante peso no cálculo — transportes e habitação.

Entender a deflação na prática

Suponha que o IBGE tenha calculado o IPCA do mês de agosto com base naquela cesta de produtos e serviços e o resultado obtido foi de R$ 1 mil. Em setembro, no mês seguinte, o instituto fez a mesma conta, com os mesmos itens, porém a soma deu R$ 990.

Houve uma diminuição, certo? Logo, em setembro houve uma deflação de 1% em comparação com o mês de agosto.

Afinal, um cenário de deflação é bom ou ruim?

Com base nas informações apresentadas até o momento, você pode estar se perguntando se um cenário de deflação é bom. Faria sentido ser um cenário positivo, já que os preços ficam mais atrativos, concorda? Porém, a questão é um pouco mais complexa.

Na verdade, um cenário de deflação pode estar relacionado a um desaquecimento da economia ou até mesmo a uma possível recessão. Desse modo, ele não é exatamente positivo.

Quais são as vantagens e desvantagens da deflação?

Para entender melhor se a deflação é boa ou ruim, vale a pena saber quais são as principais vantagens e desvantagens desse quadro. No curto prazo, a deflação pode ser positiva, visto que os preços de bens e serviços costumam cair.

Porém, se esse fenômeno for contínuo ele pode gerar diversos problemas para a economia de modo geral. Nesse sentido, veja quais são algumas das vantagens mais relevantes:

Redução nos preços

Uma das principais vantagens da deflação para a população é a redução nos preços. Afinal, isso significa que fica mais barato comprar produtos e contratar serviços.

Por exemplo, suponha que em agosto você gastou R$ 800 ao fazer a compra do mês no mercado. No mês seguinte, se houver uma deflação, o montante a ser gasto tende a ser menor — e a situação pode gerar um alívio para o seu orçamento.

Primeiro, porque você pode economizar. E segundo, porque o dinheiro poupado pode ser utilizado para outro fim — o que nos leva à segunda vantagem da deflação.

Melhor aproveitamento do salário

Para muitas pessoas, o salário que elas recebem não é o suficiente para arcar com todos os seus gastos e despesas. No geral, essa situação é evidenciada quando os preços de mercadorias e serviços estão em patamares elevados — no caso, quando a inflação está alta.

Em um cenário oposto, os preços dos produtos e serviços ficam mais acessíveis e menos pesados para o bolso. Assim, o salário tende a durar mais durante o mês. Consequentemente, o montante que passa a sobrar pode ser utilizado em outras áreas, inclusive, para fazer investimentos.

Contudo, como já foi adiantado, não existem apenas vantagens quando o assunto é deflação. Por isso, confira a seguir os seus principais pontos negativos!

Redução na produção e no lucro

Até aqui, você entendeu como a deflação pode impactar o seu dia a dia e a sua vida pessoal. Porém, também é importante assumir o ponto de vista de quem fornece produtos e serviços para a economia.

Imagine que você seja dono de uma fábrica que produz leite, sendo que o litro do produto é vendido a R$ 5 no mercado e o seu custo de produção é de R$ 3. Nesse caso, o seu lucro por litro de leite vendido é de R$ 2.

Agora, considere, que devido a uma diminuição da demanda e ao aumento de estoque, o mercado passa a vender o produto por um preço menor, a R$ 4.

Nesse contexto, o seu lucro seria reduzido pela metade, passando a ser de R$ 1 — o que já é um impacto significativo. Se a deflação permanecer e o mercado decidir fazer mais reduções no preço do leite, o seu custo de produção poderia ficar maior do que o custo de venda.

Além disso, a sua fábrica poderia enfrentar diversos problemas e prejuízos. Para evitar maiores adversidades, seria necessário readequar a produção, como ao reduzi-la, para que o negócio pudesse obter lucros. Logo, a produção e o lucro das empresas podem ser afetados pela deflação.

Aumento do desemprego

Pegando como base o exemplo anterior, outra desvantagem de uma deflação prolongada é que ela pode aumentar o número de desempregados no país. O

 O motivo é simples: se as demandas são menores e a produção é reduzida, a tendência é que as empresas desliguem funcionários para se adaptar à situação econômica do país. Muitas vezes, é preciso cortar ou reduzir custos e despesas, afetando a capacidade de manter a equipe da empresa.

Estagnação da economia

Considerando o exemplo anterior da fábrica de leite, você já consegue ter uma boa ideia de como a deflação pode impactar a economia. Agora, imagine se essa situação se repetisse em outros setores?

A tendência seria de uma grande estagnação econômica, mostrando um ritmo menor da população em relação ao consumo. Nesse sentido, as empresas e o país, de modo geral, não teriam o crescimento desejado.

Quando a deflação é constante, as pessoas deixam de comprar porque se acostumam com preços sempre caindo. Dessa forma, elas adiam muitos de seus gastos, visando novas quedas para comprar bens por preços ainda mais baixos.

Consequentemente, as lojas e empresas não vendem tanto, as fábricas reduzem a produção de produtos e o dinheiro não circula.

Desaquecimento da economia e recessão

Por fim, outro ponto negativo da deflação é que ela pode gerar um desaquecimento da economia. Dependendo do cenário, ela também pode fomentar uma recessão econômica.

Isso ocorre porque preços mais baixos podem comprometer a capacidade de as empresas gerarem resultados. Como consequência, aumentam os riscos de demissões e, por conta dessa situação, a renda de muitas famílias acaba sendo prejudicada.

Logo, há uma redução ainda maior no consumo que pode impactar toda a cadeia produtiva. A demanda, que já era baixa, continuará caindo devido à falta de salário de muitas pessoas e, assim, há margem para uma possível recessão.

Vale destacar que a recessão é um período caracterizado pela retração geral na atividade econômica do país, podendo exigir anos até que de fato seja superada.

Como a deflação impacta na economia?

Com base no que você aprendeu, ficou claro que a deflação pode gerar um grande impacto na economia — inclusive de modo a gerar uma recessão. Isso porque essa redução nos preços pode desencadear uma série de problemas no médio e longo prazo.

Vale ressaltar que a crise de 1929, conhecida como Grande Depressão, foi ocasionada por conta desse fenômeno. Naquela época, nos Estados Unidos, as empresas foram obrigadas a cortar preços de produtos e serviços — e sem uma previsão de alta.

Como resultado, o mercado entrou em recessão. Muitas pessoas perderam empregos, a renda da população caiu e o país enfrentou a maior crise da história.

De acordo com dados da Enciclopédia Britannica, nessa fase:

  • o desemprego nos EUA ultrapassou 20%;
  • o PIB (Produto Interno Bruto) do país encolheu 30%;
  • o índice de preços no atacado recuou 33%;
  • a produção industrial caiu 47%.

Como você pode ver, ocorreram consequências graves e que afetaram não só os Estados Unidos, mas diversos outros países, incluindo o Brasil. Isso ocorreu, em especial, porque os EUA eram e ainda são os maiores compradores de café brasileiro.

Logo, na época, houve uma diminuição considerável nas exportações do produto, assim como uma redução nos preços da mercadoria.

Esse caso é apenas um exemplo de como a deflação pode impactar a economia. Porém, além dele, vale ressaltar a situação do Japão. Desde a década de 1980, o país luta contra esse fenômeno, que foi impulsionado pela bolha imobiliária.

Ao contrário de grande parte do mundo, o Japão tenta manter a inflação alta. Isso porque há décadas ela se mantém em patamares muito baixos. Inclusive, em 2020 e 2021, ela foi negativa.

O Brasil passa por deflação?

A inflação é um assunto que está sempre presente nos noticiários econômicos do Brasil. Porém, e a deflação? Será que o país está passando por essa situação assim como o Japão? A verdade é que esse fenômeno não é muito comum no país — pelo menos até 2022.

Vale destacar que durante três meses seguidos (julho, agosto e setembro) o IBGE registrou cenários de deflação no Brasil. Os resultados foram de -0,68%, -0,36% e -0,29%, respectivamente. Ao mesmo tempo, como você viu, quando esse fenômeno é contínuo, pode ocasionar uma série de problemas.

Por outro lado, no mês de outubro de 2022 não houve deflação no Brasil. Em vez disso, o resultado foi positivo e houve um aumento de 0,16%. Logo, em 2022, o país passou por um pequeno período de deflação apenas, mas esse não é um cenário comum na economia brasileira.

Quais são os históricos de deflação no Brasil?

Desde o Plano Real, que foi criado em 1994, a deflação não permanece durante muito tempo em nosso país. Inclusive, a última vez que houve um cenário de deflação durante três meses seguidos foi em 1998 — coincidentemente, também nos meses de julho, agosto e setembro.

Para entender melhor esse histórico, veja uma tabela com o histórico da deflação no Brasil desde a criação do Plano Real, de acordo com dados divulgados pelo IBGE!

Data (mês e ano)Deflação no mês (%)
08/1997-0,02
07/1998-0,12
08/1998-0,51
09/1998-0,22
11/1998-0,12
06/2003-0,15
06/2005-0,02
06/2006-0,21
06/2017-0,23
08/2018-0,09
11/2018-0,21
09/2019-0,04
04/2020-0,31
05/2020-0,38
07/2022-0,68
08/2022-0,36
09/2022-0,29

Como investir diante de um cenário de deflação?

Já que a inflação e a deflação impactam diretamente o seu dinheiro, elas também podem afetar os investimentos. Diante disso, é importante considerar esses dois fenômenos econômicos ao estruturar a sua carteira de investimentos.

Dessa forma, você pode tomar decisões mais coerentes com o cenário e que sejam adequadas para suas metas e objetivos. A seguir, confira as principais que podem ajudá-lo a investir e se proteger dessas movimentações econômicas!

Respeite o seu perfil de investidor

Ao investir, é fundamental identificar o seu perfil de investidor, o qual pode ser conservador, moderado ou agressivo. Essas classificações servem para definir qual é o nível de tolerância ao risco que você tem no mercado financeiro.

Devido à importância dessa característica, independentemente do cenário (deflação ou inflação alta), é fundamental respeitar o seu perfil. Assim, você pode evitar decisões equivocadas e possíveis arrependimentos ao alocar os seus recursos.

Ao considerar qual é a sua capacidade de se arriscar, escolha investimentos que façam sentido para a sua carteira nesse momento. É por meio do perfil que você entenderá se é preciso assumir uma postura mais conservadora ou com maior apetite ao risco nesse cenário.

Considere os títulos prefixados

Se o cenário de deflação for acentuado, existe uma tendência de queda nos juros. Afinal, essa seria uma forma de estimular o consumo e gerar incentivos à economia. Nesse sentido, os títulos prefixados — atrelados a um percentual anual fixo — podem ser interessantes para a estratégia.

Entre eles, estão os certificados de depósito bancário (CDBs) e o Tesouro Prefixado. Um dos motivos para recorrer aos prefixados é que você pode aproveitar um patamar mais elevado dos juros, antes que eles comecem a cair.

Para entender melhor essa estratégia, imagine que você decide aplicar o seu dinheiro em um CDB prefixado que está pagando 10% ao ano. Caso a taxa de juros caia abaixo disso, o seu investimento se tornará mais atrativo. Afinal, ele passará a trazer uma rentabilidade superior à média do mercado.

Contudo, tenha em mente que, para garantir a rentabilidade acordada nesse tipo de título, é necessário levá-lo até o vencimento. Se você resgatar o dinheiro antes desse prazo, ficará sujeito à chamada marcação a mercado, que pode afetar o preço da aplicação.

Ao mesmo tempo, no caso de ocorrer a queda de juros, o resgate antecipado também pode permitir que você aproveite uma valorização do título. Logo, a antecipação pode favorecer a rentabilização do seu patrimônio.

Por outro lado, se os juros subirem, o título pode ficar menos atrativo. A vantagem é que, independentemente do cenário, você terá a certeza de que, levando o título até o vencimento, terá direito aos juros estabelecidos no momento da aplicação.

Aproveite as oportunidades

Tanto na renda fixa quanto na renda variável é possível encontrar boas oportunidades em cenários de deflação e inflação alta. Para identificá-las e aproveitá-las, é preciso acompanhar regularmente o mercado, assim como o IPCA do momento e a sua projeção para os próximos meses e anos.

Então vale a pena entender como o IPCA negativo impacta os investimentos e quais oportunidades podem ser interessantes. No mercado de ações, por exemplo, a deflação pode diminuir o preço dos papéis de certas varejistas, devido à queda no consumo.

Porém, ao fazer uma análise fundamentalista, você pode identificar se a empresa é capaz de suportar esse momento e tem chances de voltar a crescer. Em caso afirmativo, você terá a  possibilidade de comprar as ações de forma mais barata e lucrar com uma eventual valorização.

Entretanto, ao escolher alternativas da renda variável, lembre-se de que não existem garantias de retorno. Por esse motivo, é comum que esses ativos sejam mais alinhados com quem tem um perfil moderado ou arrojado.

Diversifique sua carteira

Como você aprendeu, um cenário de deflação pode provocar uma recessão econômica. Por isso, ela aumenta o risco do mercado, podendo provocar quedas nos resultados dos investimentos. Como não é possível prever quais serão os impactos em cada ativo, o ideal é diversificar o portfólio.

Dessa maneira, você pode escolher os títulos e ativos que o ajudarão a reduzir riscos, a potencializar ganhos e a evitar perdas expressivas de dinheiro. A ideia, portanto, é ter uma carteira exposta a diferentes setores, classes de investimentos e níveis de risco.

Ao pensar na diversificação, também é interessante considerar o aporte em ativos ligados ao mercado internacional. Como outras economias podem não estar passando por um cenário de deflação, é possível proteger parte do patrimônio dos riscos desse cenário.

Você pode se expor internacionalmente por meio de certificados de depósito de valores mobiliários (BDRs) ou fundos de índice ligados a indicadores internacionais, por exemplo. Assim, há como investir em outras economias sem precisar sair da bolsa brasileira — desde que faça sentido para o seu perfil e objetivos.

Mantenha o foco no longo prazo

Como um cenário de deflação tende a aumentar o risco do mercado, essa situação também pode elevar a volatilidade do cenário. Para lidar com essa situação, é interessante manter o foco no longo prazo — especialmente se você tiver uma baixa tolerância ao risco.

O motivo é que, no longo prazo, sejam tomadas medidas para reverter o cenário de deflação e de uma eventual recessão. Ademais, cenários pontuais e de curto prazo tendem a não ter tantos impactos nos resultados obtidos quando o foco é um horizonte mais amplo.

Logo, os seus investimentos podem ter resultados positivos em um prazo maior, se a carteira estiver balanceada. Assim, se você tiver uma baixa tolerância ao risco ou não se sentir confiante para aproveitar oportunidades pontuais, o investimento em longo prazo pode fazer sentido.

Tenha consistência

Por conta de cenários econômicos — muitas vezes instáveis e turbulentos — diversas pessoas ficam com receio de investir. Porém, essas situações fazem parte do mercado financeiro e é importante estar preparado para lidar com elas.

Lembre-se de que se você deixar de fazer os seus aportes regularmente, acabará ficando mais distante das suas metas e objetivos. Por isso, seja o cenário de inflação ou de deflação, continue investindo com consistência.

O mercado financeiro é bastante amplo e oferece inúmeras possibilidades para fazer o seu dinheiro render — basta saber como aproveitá-lo. Durante os ciclos econômicos, sempre haverá investimentos que terão um melhor desempenho e outros que terão uma performance mais baixa.

Então é preciso ter inteligência emocional para lidar com os diferentes cenários, além de acompanhar o mercado para entender os movimentos da economia. Isso permite que você faça ajustes na carteira diante de oportunidades ou para trazer proteção.

O importante é não deixar de investir. Ao manter os aportes regulares mesmo nessa situação, você pode acelerar o acúmulo de patrimônio e se aproximar cada vez mais dos seus objetivos financeiros. Além disso, essa é uma forma de aproveitar melhor o poder dos juros compostos.

Eles ampliam o patrimônio alocado e, com o tempo, potencializam o aumento do seu capital. Portanto, são fundamentais para ajudar na conquista dos seus objetivos financeiros.

Ainda, realizar investimentos constantemente é essencial para criar e consolidar bons hábitos financeiros. Por isso, vale a pena encontrar alternativas adequadas para o seu portfólio, mesmo diante da deflação, e manter as operações para fazer seu dinheiro render continuamente.

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