Falar sobre investimentos está se tornando bastante comum, seja porque um amigo ou familiar comentou sobre o assunto, seja por uma notícia ou publicação na internet. Assim, você pode se questionar: quero investir meu dinheiro, mas por onde eu começo?

Ter essa dúvida é natural, visto que o mercado financeiro oferece diferentes alternativas. Porém, o recomendado é ajustar alguns aspectos na sua relação com as finanças antes de aportar seu capital em um investimento.

Para ajudar você, nós, da Genial, preparamos um guia completo que traz informações importantes para quem deseja começar a investir. Confira!

O que é preciso fazer antes de investir?

As informações sobre o potencial de ganhos de um investimento estão cada vez mais disseminadas. Porém, não basta dizer “eu quero investir meu dinheiro” e começar a destinar seus recursos para essa finalidade.

Embora fazer investimentos não seja um processo complicado, é preciso preparar suas finanças antes de começar. Isso pode poupar muita preocupação ou até mesmo prejuízos.

Quer saber o que fazer? Basta colocar em prática as dicas a seguir para que você esteja pronto para se tornar um investidor!

1. Organize suas contas pessoais

A primeira atitude na trajetória rumo aos investimentos é cuidar das suas contas pessoais. Se você não tiver um controle das suas finanças, será bem difícil separar uma quantia para os investimentos. Para isso, conheça as entradas e saídas de dinheiro da sua conta bancária.

Assim, será possível compreender o quanto ganha e, assim, se programar para que as despesas estejam abaixo desse valor. Nessa hora, é importante entender cada gasto — a fim de procurar formas de eliminá-los ou reduzi-los.

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2. Adote hábitos financeiros saudáveis

Quando você atinge a organização financeira, dá um passo em direção à adoção de hábitos financeiros saudáveis. É a famosa recomendação de gastar menos do que você ganha para não desequilibrar suas contas e correr o risco de se endividar.

Ter um bom comportamento com o dinheiro envolve, ainda, usar o cartão de crédito com consciência e evitar de comprar por impulso. Desse modo, você economiza e pode direcionar parte da renda para os investimentos.

Aqui também é preciso saber se o seu padrão de vida corresponde às suas receitas. Muitas vezes, é preciso alinhar a forma como você vive com o que ganha mensalmente. Isso é essencial para ter um controle das suas finanças.

É importante saber que, além de arcar com o seu orçamento mensal, sua renda deve proporcionar também começar a investir. Logo, será viável se programar para realizar objetivos — que pode até mesmo ser a conquista de um estilo de vida com um padrão mais elevado no futuro.

Saiba Mais: Objetivos Financeiros: Como se planejar antes de investir

3. Planeje o uso dos seus recursos

Como você pode ver, o controle financeiro não deve visar apenas o presente, mas também o futuro. Logo, é necessário ter um planejamento de uso do seu dinheiro. Além de mapear suas despesas, o próximo passo deve ser planejar como usar sua renda em prol dos seus sonhos.

Você pode definir projetos para o curto, médio e longo prazo. Assim, saberá como economizar e investir para eles. Isso será fundamental para escolher investimentos, pois eles devem ter relação com os seus objetivos.

4. Começa a poupar

Com o planejamento das finanças na ponta do lápis e objetivos definidos, a próxima ação é economizar dinheiro e começar a poupar. Para fazer os investimentos, é fundamental que você destine parte da sua renda para essa finalidade de forma constante.

Assim, determine um percentual das suas receitas que será destinada para investir e já separe essa quantia logo que receber seu salário. Com esse hábito, no futuro, pode ser possível atingir suas metas e até a independência financeira, principalmente se tiver disciplina para investir.

Saiba Mais: Independência financeira: descubra como conquistar a sua!

5. Componha uma reserva de emergência

Antes de realizar investimentos para os diversos objetivos da sua vida, há outra etapa essencial para planejar suas finanças. Se você pensou “eu quero investir meu dinheiro”, deve ter foco na sua reserva de emergência antes de qualquer outro aporte.

Ela é um recurso que traz tranquilidade e segurança para você. Afinal, trata-se de uma quantia financeira que fica reservada para qualquer evento que não estava previsto. Desse modo, não é preciso mexer em seu orçamento mensal quando uma emergência acontece.

A orientação é separar um valor que cubra suas despesas por, no mínimo, 6 meses. Assim, é mais fácil se sentir seguro e viver bem no caso de um imprevisto relevante.

Saiba Mais: 6 Dicas para criar sua reserva de emergência em 2021

6. Busque informações sobre o mercado financeiro

Por último, é essencial buscar aprendizado sobre o mercado financeiro, a fim de conhecer os diferentes tipos de investimentos, seus objetivos e potencial de retorno. Quanto mais informações sobre a área você tiver, melhores serão as condições de desenvolver uma estratégia para investir.

Saiba Mais: Fique pode dentro sobre o mercado financeiro!

Eu quero investir meu dinheiro, mas o que é preciso fazer?

Depois de organizar as suas finanças e adquirir o hábito de poupar, você pode destinar seus recursos para os investimentos, buscando as melhores estratégias para multiplicar seu patrimônio. Para isso, serão necessários mais alguns passos.

Por exemplo, para fazer escolhas que atendam aos seus objetivos financeiros e ao seu jeito de lidar com o dinheiro, é essencial descobrir seu perfil de investidor. Isso porque você se deparará com diferentes alternativas no mercado financeiro.

Então, precisará entender qual é a sua tolerância aos riscos — eles podem ser maiores ou menores a depender do tipo de investimento. Quando se fala em perfil de investidor, existem três classificações principais.

Veja a seguir!

Investidor conservador

É aquele que dá preferência para a segurança na hora de investir e fica mais tranquilo com a alta liquidez, mesmo que esses fatores tenham como consequência uma rentabilidade menor. Essa pessoa geralmente busca a previsibilidade nos investimentos.

Investidor moderado

Já o moderado é mais flexível. Assim, além de gostar da segurança, também tem um olhar direcionado para rendimentos que sejam mais interessantes. Com isso, não vê problemas em correr um pouco de risco para ter ganhos mais elevados.

Investidor arrojado

Há também o investidor arrojado que dá preferência a uma rentabilidade maior, mesmo que isso signifique correr riscos mais altos. Dessa maneira, aporta recursos em alternativas voláteis, mas que possam ter um potencial de retorno alto.

Mas não é preciso se preocupar caso você não saiba, de antemão, qual é o seu perfil. Para identificá-lo, basta fazer o teste de suitability ou Análise de Perfil do Investidor (API). O teste está disponível nas corretoras de investimento — como aqui na Genial — e permite descobrir em qual classificação você se encaixa.

Saiba Mais: Perfil de Investidor: Você sabe o seu tipo de investidor?

Quais são as alternativas de investimento?

Agora você pode pensar “quero investir meu dinheiro, me organizei financeiramente e descobri meu perfil de investidor. O que fazer depois?”. Após passar por essas etapas, chega o momento de conhecer as diferentes alternativas de investimento para alocar seu dinheiro.

É importante saber que cada uma traz riscos e potencial de retorno variados. Para entender essa questão, é possível dividir os investimentos em dois grandes grupos: renda fixa e renda variável.

Mas o que significa cada uma dessas classificações? Acompanhe a seguir!

Renda fixa

Quando se fala sobre o termo renda fixa se trata de investimentos que trazem certa previsibilidade de retorno. Nessa categoria, o investidor já tem a informação sobre como serão os rendimentos quando aporta seus recursos.

A rentabilidade dessa classe de investimentos pode se dar de três formas diferentes. São elas:

  • prefixada: no momento da contratação do investimento, você conhece qual será a remuneração, que terá uma taxa fixa;
  • pós-fixada: nesse caso, a rentabilidade se comporta de acordo com um indicador que sofre variação, como a taxa Selic;
  • híbrida: aqui a rentabilidade é composta por uma taxa sem variação e por um indicador variável, geralmente se utiliza a inflação.

Por conta de suas características, o investimento é muito utilizado pelo perfil de investidor conservador. Afinal, ele já conhece a rentabilidade e não terá grandes surpresas nem colocará seu dinheiro em riscos de perdas significativos.

Além dos investidores conservadores, os moderados e arrojados também podem se beneficiar de investir dinheiro na renda fixa. Em especial, para objetivos que precisam de segurança e liquidez. Por exemplo, a reserva de emergência.

Investimentos da renda fixa

Dentro da renda fixa, você encontra diferentes investimentos, como:

  • Poupança;
  • Certificado de depósito bancário (CDB);
  • Letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA);
  • Títulos públicos do Tesouro Nacional;
  • Letras de câmbio (LC);
  • Certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA);
  • Debêntures.

Como você pode perceber, a caderneta de poupança foi incluída nessa lista. Essa é a forma de investir mais conhecida pelos brasileiros, devido à facilidade de alocar recursos, segurança e alta liquidez.

No entanto, pode não ser uma alternativa interessante, devido à menor rentabilidade. Dependendo do cenário da economia, os retornos ficam abaixo da inflação. Assim, você perde seu poder de compra. Existem diversos outros investimentos com potencial maior na renda fixa.

Riscos da renda fixa

Apesar de trazer segurança e previsibilidade maior, é preciso saber que todo investimento apresenta risco. Assim, a renda fixa não é isenta disso. Ao investir, pode haver riscos de crédito, operacionais ou de mercado, fazendo com que o retorno seja abaixo do esperado ou haja perdas.

Um ponto importante é que muitos produtos da renda fixa têm uma segurança a mais no que se refere ao risco de crédito. Ele configura o risco de que a instituição emissora do título tenha dificuldade de pagar o investidor.

Nesse caso, alguns títulos apresentam a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Funciona assim: caso a instituição não honre seus compromissos, o FGC garante o pagamento para você com um limite de até R$ 250 mil por CPF e instituição, e valor máximo de R$ 1 milhão a cada 4 anos.

Saiba Mais: O que é renda fixa? Descubra o investimento ideal para você!

Renda variável

Agora que você já conheceu a renda fixa, é preciso entender o funcionamento da renda variável. Ela é conhecida por apresentar uma menor previsibilidade, já que não é possível saber sobre a remuneração na hora de aportar os recursos.

A diferença em relação à renda fixa é que naquele há uma relação de credor, como se você emprestasse dinheiro ao investir. Já na renda variável se assume os riscos do ativo junto com uma empresa ou fundo, por exemplo.

Dessa forma, os riscos aqui são maiores. Em contrapartida, os investimentos podem trazer um potencial de ganho maior. Assim, investidores de perfil arrojado e moderado podem perceber isso como uma vantagem que pode compensar os riscos.

Entre os investimentos de renda variável que você pode alocar seu dinheiro estão:

Saiba Mais: O que é Renda Variável? Aprenda tudo sobre essa forma de investimento

Como lidar com os investimentos?

Depois de conhecer as alternativas renda fixa e variável, você pode descobrir quais investimentos atendem ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros. Contudo, na hora de saber, de fato, como investir, é necessário ter atenção a outros aspectos.

Confira:

Conte com uma boa corretora

Para ter acesso e explorar as diferentes possibilidades de renda fixa e variável, o ideal é contar com uma corretora de valores de referência. Um fator fundamental é checar se a empresa é autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar.

Dessa forma, você acessa a bolsa de valores e a plataforma de investimentos, podendo tomar as melhores decisões e acompanhar os resultados. Ao contar conosco da Genial, você usufrui também do serviço de assessoria de investimentos para ter suporte na alocação do seu capital.

Saiba Mais: Corretora Genial com Zero Corretagem: Conheça os diferenciais!

Entenda o objetivo dos investimentos escolhidos

Outro fator é compreender como funcionam as alternativas que você escolheu para aportar seus recursos. É importante que cada investimento combine com as suas metas e os prazos delas — tendo uma carteira que envolva o curto, médio e o longo prazo.

Diversifique sua carteira

Uma recomendação importante, independentemente do seu perfil de investidor, é diversificar seu portfólio para balancear os riscos do investimento. Dessa maneira, é possível mesclar diferentes condições de rentabilidade e risco, encontrando maior equilíbrio.

Gostou das informações apresentadas neste guia? Se você se questionava: “quero investir meu dinheiro, por onde começar?”, agora conseguirá saber o que fazer. Adotar bons hábitos financeiros e aprender sobre investimentos são os passos essenciais para ter sucesso!

Quer dar o primeiro passo nos investimentos? Abra sua conta conosco para conhecer as diferentes possibilidades que o mercado oferece!

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