O termo startup tem ganhado bastante destaque nos noticiários e no universo corporativo. Afinal, trata-se de um tipo de empresa focada em inovação e que costuma ter um grande potencial de crescimento.

Contudo, embora esteja cada vez mais popular, ainda existem diversas dúvidas relacionadas a esse assunto. Isso acontece porque, no Brasil, o surgimento e a consolidação das startups são situações relativamente recentes.

Se você quer entender mais sobre esse tema, acompanhe este guia preparado por nós, da Genial Investimentos. Ao longo dele, você entenderá o que é e como funciona uma startup, como montar uma em 2023 e muito mais!

O que é e como funciona uma startup?

Uma startup é um tipo de empresa cujo modelo de negócio é escalável, repetível, baseado em tecnologia e ideias inovadoras que podem beneficiar a sociedade. Trata-se de uma organização nova no mercado e que tem boas perspectivas de crescimento.

Isso ocorre porque esse tipo de negócio é criado para oferecer um produto ou serviço inovador, diferenciado e que, geralmente, ainda não foi testado. Por esse motivo, o conceito também está relacionado a um cenário de incertezas e mais riscos.

No começo, esse tipo de empresa não tem um plano de negócios totalmente estruturado, assim como produtos ou serviços definidos. Isso porque a startup é criada em um processo de experimentação e validação.

Porém, quando a startup desenvolve o produto ou o serviço certo, a tendência é que a empresa se destaque, apresente um crescimento exponencial e gere lucros acima da média. Um dos diferenciais, aqui, é que esse crescimento tende a ocorrer em pouco tempo.

Qual é o objetivo das startups?

Conforme você acompanhou acima, uma startup é uma empresa normalmente em fase inicial, com foco em inovação, com particularidades e características específicas.

Nesse contexto, é interessante entender qual é, de fato, o objetivo desse tipo de organização. De forma geral, uma startup visa ajudar a resolver dores e problemas dos consumidores, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, por meio de soluções disruptivas e inovadoras.

Esse tipo de empresa trabalha no desenvolvimento de produtos ou serviços que sejam pioneiros, após identificar uma necessidade no mercado.

Assim, a principal finalidade é oferecer uma solução que muda a forma de consumo na sociedade e que alcança cada vez mais pessoas ao redor do mundo.

Um grande exemplo para entender isso é o aplicativo Uber. A Uber Technologies Inc., em 2009, era apenas uma startup norte-americana. Atualmente, ela é uma multinacional avaliada em cerca de US$ 50 bilhões.

E o que essa startup fez para ter um crescimento tão significativo? Ela identificou uma necessidade no mercado e criou um app que revolucionou o conceito de transporte por motoristas particulares. Como resultado, dezenas de países utilizam o serviço da empresa.

Ademais, para aproveitar o potencial desse modelo, outros aplicativos voltados ao setor de transportes foram criados com soluções relacionadas.

Qual é a cultura de uma startup?

Após compreender o significado de startup, você também precisa entender mais sobre a sua cultura. Afinal, uma startup não funciona como uma empresa tradicional, o que reflete no clima organizacional.

Culturalmente, uma startup costuma ser uma companhia mais descontraída, moderna e jovial, que preza pelo relacionamento, engajamento e valorização dos profissionais. Ainda, a organização costuma ter as seguintes posturas:

  • incentiva a criatividade e a participação;
  • oferece mais autonomia e flexibilidade aos colaboradores;
  • possui menos hierarquias e regras rígidas;
  • foca em promover experiências;
  • incentiva a interação e as relações interpessoais;
  • possui menos burocracias;
  • busca investir na motivação e na satisfação dos funcionários.

Por conta dessas características, as startups costumam atrair o interesse de diversos profissionais do mercado, ajudando a fazer com que ela ganhe mais destaque.

Qual é a diferença entre uma empresa tradicional e uma startup?

Até aqui, você conferiu os principais pontos que caracterizam uma startup. Contudo, ainda podem restar dúvidas sobre os aspectos nos quais que ela difere de uma empresa tradicional.

Além dos fatores já mencionados, uma startup se diferencia de organizações comuns por conta do relacionamento de trabalho e da ausência de hierarquizações rígidas de cargos.

Em geral, a forma de trabalhar em empresas desse tipo é construída com base na horizontalidade. Ou seja, todos dividem o mesmo espaço e atuam lado a lado, de maneira colaborativa. Desse modo, é possível ter mais trocas de ideias e um ambiente focado na integração e no aprendizado.

Também é válido ressaltar que em startups os processos e a rotina de trabalho costumam ser diferentes. É bastante comum que exista mais flexibilidade e liberdade para a atuação dos colaboradores — tanto em termos de horário quanto de localização.

Isso significa que os colaboradores não precisam, necessariamente, cumprir um horário comercial e se deslocar ao escritório todos os dias. Em vez desse padrão, eles podem trabalhar em diferentes horários e em locais que preferirem. Por exemplo, em casa (home office) ou em um coworking.

Por fim, outras duas diferenças entre startups e empresas tradicionais se relacionam ao tamanho e à pretensão de crescimento dessas organizações.

Afinal, por ser uma empresa nova no mercado, é natural que uma startup seja menor, com poucos colaboradores no início — embora, com o tempo, a aceleração faça com que o time cresça. Já empresas mais tradicionais e consolidadas costumam ter mais funcionários em suas atividades de maneira constante.

Além disso, a pretensão de crescimento de startups geralmente é maior do que companhias mais tradicionais, por conta das soluções inovadoras e disruptivas que oferecem.

Quais são os tipos de startups?

Depois de entender o que significa startup e qual a diferença dela para empresas tradicionais, vale a pena conferir os seus tipos. Afinal, não existe somente uma categoria de startup. Confira as principais a seguir:

  • buyable startups: trata-se de um modelo em que uma grande ideia é desenvolvida e que necessita de investidores para desenvolver o negócio e fazê-lo crescer e se replicar;
  • large company startups: são companhias tradicionais de grande porte em busca de se reinventar para continuar funcionando no mercado com eficiência;
  • lifestyle startups: engloba organizações movidas por um estilo de vida específico e pela paixão — nesse sentido, o dinheiro é apenas uma consequência;
  • scalable startups: são empresas já estruturadas que buscam replicar um negócio para aumentar seu público e rendimento;
  • small business startups: refere-se a companhias pequenas e iniciantes com uma visão limitada de crescimento, mas que geram grande impacto no mercado em que atuam;
  • social startups: representam organizações que criam soluções inovadoras visando melhorar a sociedade. Por exemplo, para atender comunidades carentes, resolver problemas que causam impacto social etc.

Quais são os principais modelos e classificações de startups?

Além de haver tipos diferentes de startups, existem diversos modelos e classificações referentes a essas empresas. Veja a seguir!

  • agrotech: startups que lidam com agricultura, pecuária, entre outros segmentos do agronegócio;
  • edutech: companhias focadas na inovação educacional;
  • fintech: organizações que desenvolvem produtos financeiros digitais;
  • govtech: empresas estabelecidas para negociar com o poder público;
  • healthtech: startups que atuam na área da saúde;
  • lawtech/legaltech: companhias que oferecem soluções no ramo jurídico;
  • transportech: organizações que desenvolvem produtos ou serviços relacionados ao setor de transporte.

Ademais, vale ressaltar que as startups ainda podem ser classificadas como:

  • B2B (Business to Business): startups que oferecem soluções para outras empresas;
  • B2C (Business to Consumer): oferecem soluções para o consumidor final;
  • B2B2C (Business to Business to Consumer): oferecem soluções para empresas visando uma venda para o consumidor final.

Quais são as startups de grande sucesso no mercado?

Conforme você viu, a Uber, no início de sua trajetória, foi uma startup que se tornou uma multinacional de grande sucesso. Agora, vale destacar que, além dela, existem outros exemplos de empresas que seguiram esse mesmo caminho.

É o caso de empresas como Netflix, Amazon, Airbnb, Dropbox, Spotify e Google. Todas essas companhias, no começo de suas operações, foram startups, e hoje valem bilhões de dólares.

Inclusive, o próprio Google criou, em 2011, uma iniciativa chamada “Google for Startups”. Esse é um programa que ajuda startups em diversos países por meio de aulas, mentorias, suporte e ferramentas.

Então vale a pena pesquisar mais sobre o programa, caso você tenha interesse em montar um negócio disruptivo.

No Brasil, também há empresas de destaque nessa categoria. Embora em uma medida menor, existem startups brasileiras de grande sucesso. Alguns exemplos, são: iFood, Creditas, Gympass, QuintoAndar, Loggi, Ebanx e Loft.

O iFood, por exemplo, é uma startup B2B2C. Já o Airbnb é uma empresa B2C e o Gympass é uma companhia B2B (considerando a classificação que você acompanhou no tópico anterior).

Como ter uma ideia de negócio para abrir uma startup?

Qualquer pessoa com uma boa ideia, além de foco, disciplina, motivação e determinação, pode abrir uma startup. Mas a principal questão a se pensar é: como chegar a essa concepção de fato?

Para isso, é fundamental começar analisando as lacunas e as oportunidades que existem no mercado. Quais as dores, problemas, desejos e necessidades que os consumidores têm e que eles ainda não foram atendidos?

Uma dica é observar as startups que já surgiram e tiveram sucesso no mercado. Veja o que cada empresa desenvolveu em termos de produtos e serviços. Elas podem servir como uma boa fonte de inspiração para você.

Também é importante pensar em um produto ou serviço que seja inovador, diferente de tudo o que já tem no mercado e que realmente agregue valor ao consumidor. Contudo, essa não é uma tarefa muito simples.

Portanto, é essencial que você faça diversas pesquisas, análises, estudos e anotações até que a sua ideia comece a amadurecer. Após finalmente chegar a uma ideia factível, pense em como você pode executá-la. Para isso, é necessário avaliar se ela é viável, lucrativa e escalável.

Se a resposta for sim para todas essas questões, você já pode dar início a sua startup — mais adiante, você verá um passo a passo básico para colocar o processo em prática.

Como patentear uma ideia de startup?

Ter uma ideia criativa e inovadora é apenas a primeira etapa para a criação da sua startup. Isso porque, após obtê-la, é fundamental patenteá-la. Dessa forma, você garante que outras pessoas ou empresas não poderão se apropriar de uma solução que você inventou.

Contudo, é válido ressaltar que você não consegue patentear apenas uma ideia. É preciso ter um produto ou serviço. Então, após ter a sua definição de startup, pense em como você pode materializá-la.

Depois, com o seu produto ou serviço estruturado, você pode registrá-lo e patenteá-lo por meio do site do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Na plataforma, é preciso preencher uma série de informações e envio de documentos — mas a página traz todas as informações.

Além disso, é necessário pagar algumas taxas para que a patente seja realizada. Com esse processo, você estará resguardado legalmente e evitará uma série de problemas no futuro, caso a sua solução tenha sucesso.

Isso por que, infelizmente, existem pessoas que podem tentar roubar ou copiar a sua ideia e, dessa forma, ganhar dinheiro de maneira indevida.

Durante o processo, também será possível pesquisar se não existem soluções semelhantes em desenvolvimento. Isso evita problemas futuros, como ações judiciais.

Qual é o conceito de lean startup?

Se você tem interesse em montar uma startup, além de saber como ter uma boa ideia de negócio e como patenteá-la, é essencial entender o conceito de lean startup. Ele diz respeito a uma metodologia de criação e gestão referente a empresas desse tipo.

A lean startup, também conhecida como startup enxuta, consiste em uma metodologia para criar produtos ou serviços altamente desejados por clientes. A partir disso, é viável fazer um gerenciamento de ciclos de aprendizado para propor mudanças, melhorias e otimizações.

Dessa forma, é possível proporcionar um crescimento mais acelerado da organização e de suas respectivas soluções.

A metodologia lean startup pode ser definida com base nos seguintes pontos:

  • identificar o valor;
  • mapear a cadeia de valor;
  • criar um fluxo de valor;
  • estabelecer o pull para evitar desperdícios;
  • buscar a melhoria contínua.

Nesse caso, a intenção é maximizar a eficiência, manter os custos sob controle e reduzir o desperdício e as perdas. Para tanto, a metodologia é baseada em três grandes pilares: construir, medir e aprender.

O que é uma empresa unicórnio e qual a relação com startup?

Além de entender o que é lean startup, é interessante saber sobre outro termo que se popularizou bastante nos últimos anos: a empresa unicórnio. Ela consiste em uma startup que possui avaliação de mercado acima de US$ 1 bilhão.

Trata-se de um negócio, como o Uber, que teve um alto crescimento em termos de tamanho e valor. Inclusive, por conta dessas características, é comum que empresas unicórnios estejam na bolsa de valores.

Afinal, como abrir uma startup?

Com base nas informações que você conferiu até o momento, é possível ter uma boa noção do que fazer para abrir uma startup, certo? Para facilitar o seu desenvolvimento, confira a seguir um passo a passo básico para criar um negócio desse tipo:

  • defina o seu nicho de mercado, público-alvo e persona;
  • estabeleça seu tipo e modelo de negócio;
  • entenda a dor, necessidade, desejo ou vontade dos seus potenciais clientes;
  • converse com consumidores em potencial para obter insights;
  • trabalhe em uma ideia inovadora, escalável e repetível;
  • defina como será o seu produto ou serviço;
  • crie protótipos ou um MVP (Minimum Viable Product), ou mínimo produto viável;
  • defina um nome para o seu negócio e para a sua solução;
  • formalize a sua empresa (obtenha CNPJ, eventuais alvarás etc.);
  • registre a patente da sua empresa e dos seus respectivos produtos ou serviços;
  • desenvolva um plano de negócios;
  • faça testes e experimentos;
  • mensure os resultados;
  • valide o seu produto ou serviço;
  • defina o preço pela sua solução;
  • busque parceiros e investidores.

Perceba que o processo é bastante complexo. Porém, com uma boa organização e planejamento, é possível estruturar cada etapa desse processo. Ainda, é possível contar com suporte profissional para entender as questões mais burocráticas em relação à abertura de uma empresa — como obtenção do CNPJ, licenças e outros.

Como conseguir investimento para a sua startup?

Agora que você já viu os principais tópicos relacionados às startups e aprendeu como abrir uma empresa desse tipo, vale a pena saber quais são as principais formas de captar recursos para ela.

Afinal, por ser uma empresa nascente, normalmente é preciso conseguir dinheiro para financiar as operações e, principalmente, para investir no crescimento e desenvolvimento do negócio.

Embora existam startups que utilizam apenas capital próprio, é comum que essa prática seja adotada apenas para dar início ao negócio. Depois, os empreendedores buscam recursos externos para auxiliar no processo de expansão.

Entretanto, para ter êxito na captação de recursos, é fundamental que a sua empresa desperte o interesse dos investidores em potencial.  Logo, ela precisa agregar valor e demonstrar-se relevante. Caso contrário, você poderá ter dificuldades para conseguir pessoas e empresas que injetarão dinheiro na organização.

Confira agora os principais meios de conseguir investimento para a sua startup!

Familiares e amigos

Uma das primeiras formas de captar recursos para a sua startup é por meio da ajuda de familiares e amigos. Então, se você tem pessoas próximas que desejam apoiar o seu negócio ou se tornar sócias da sua empresa, pode recorrer a elas.

O que você precisa fazer para obter esse capital é pensar nas condições do investimento e em um eventual percentual de participação. É preciso ponderar sobre o que os seus familiares ou amigos receberão em troca do aporte financeiro.

Investidor-anjo

Outra maneira de conseguir investimento para a sua startup é por meio do chamado investidor-anjo. Ele costuma ser uma pessoa física, que pode ser um executivo ou um empresário, por exemplo, que conhece o mercado e identifica uma oportunidade no negócio.

A partir disso, o investidor financia o início da atividade da empresa. Vale ressaltar ainda que esse tipo de investidor costuma ajudar startups com dinheiro e com a gestão, repassando suas experiências e conhecimentos sobre negócios e gestão.

Aceleradoras de startups

Existem empresas que têm como objetivo ajudar startups e fomentar o seu crescimento — são as chamadas aceleradoras. Assim, elas funcionam como uma impulsionadora de startups, dando suporte a essas organizações até que elas tenham tração suficiente para ganhar o mercado.

Então, se você deseja conseguir investimentos para o seu negócio, as aceleradoras podem ser outra opção interessante para considerar no processo.

Venture capital

O venture capital, também conhecido como capital de risco, é uma modalidade de investimento alternativo. Ele tem como intuito apoiar negócios por meio da compra de uma participação acionária com o objetivo de ter as ações valorizadas para uma futura saída da operação.

Portanto, se você está disposto a ter pessoas próximas (no caso, investidores) atuando de forma conjunta e injetando dinheiro em seu negócio, o venture capital é mais uma possibilidade.

Abertura de capital na bolsa de valores

Por fim, outra forma de conseguir capital para a sua startup é por meio da listagem da sua empresa na bolsa de valores. Assim, os investidores podem comprar papéis do seu negócio para compor o portfólio deles.

De todas as alternativas apresentadas, essa é a mais complexa. Esse processo requer o cumprimento de diversas regras estabelecidas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) — órgão que regula o mercado acionário no Brasil.

Também existem cursos envolvidos e, para atrair investidores na bolsa, a empresa precisa estar mais consolidada. Ainda, vale ressaltar que, para recorrer a qualquer uma dessas alternativas, é essencial analisar o momento da sua startup.

Para isso, vale se questionar em qual estágio ela se encontra e se é realmente necessário captar recursos externos. Se sim, estude cada uma das possibilidades e avalie qual ou quais delas fazem mais sentido para o seu negócio.

Entendeu o que é uma startup, como ela funciona e quais as suas características? Com as informações apresentadas neste artigo, você tem mais informações sobre esse modelo de negócio e como abrir uma empresa do tipo, caso tenha interesse em empreender.

Para encerrar, complemente a leitura e confira a história de 7 grandes empresários brasileiros que vale a pena conhecer! Quem sabe um deles consegue ajudá-lo de alguma forma com o seu negócio?

Renan Menezes

Sócio e gerente comercial (B2C) na Genial Investimentos. Economista, graduado pela Universidade Estadual de Maringá; certificação CFP® (Certified Financial Planner), CPA-20 e programa de qualificação comercial e operacional BM&F Bovespa. Atuante no mercado financeiro desde 2010.

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