Não há fórmulas prontas para começar a investir da maneira mais adequada ao seu perfil de investidor, conhecendo os riscos e obtendo uma rentabilidade interessante. Mas o intuito aqui é mostrar você como você pode começar a trilhar os caminhos certos para achar os melhores investimentos e ver o seu dinheiro crescer ao longo dos anos.

Você não precisa amar finanças, economia nem ler jornais e revistas especializadas no assunto. Isto é, acompanhar o mercado todos os dias não é requisito para você começar a investir. É claro que isso ajuda, mas nem isso é considerado essencial na hora de dar valor ao seu dinheiro. O importante mesmo é começar a economizar e destinar uma parcela do dinheiro que sobrou para investimentos.

A recompensa no mercado financeiro vai de acordo ao quanto você se esforça. Para quem tem muito conhecimento na área fica muito mais fácil obter rentabilidades maiores, porém, se arriscando mais. Mas se você está lendo até aqui, quer dizer que esse, certamente, não é o seu perfil.

Os investidores que estão começando precisam ir de degrau em degrau. E o primeiro deles é investir com segurança e ver aquele valor inicial crescendo e se tornando algo significativo no seu bolso. E para isso, acredite, você não precisa de muita dedicação e esforço. Talvez sua rentabilidade não seja assim tão alta, mas provavelmente seu dinheiro vai ganhar da poupança e da inflação, o que devem ser as primeiras metas para ter sucesso.

1) Guarde o que sobra do seu orçamento

Vamos partir do princípio de que você já organizou suas finanças, não tem dívidas e consegue guardar uma quantia todos os meses, não importando o seu tamanho.  Depois de definir quanto investir, faça com que a poupança seja a primeira coisa a sair da sua conta corrente todo mês, assim que receber o seu salário.

Estabeleça um dia para que isso ocorra, de preferência aquele em que você recebe a maior parte dos seus recursos. Se puder, programe essas transferências para que o dinheiro fique separado da conta corrente. Assim, você não esquece e resiste à tentação de gastá-lo.

Você pode direcionar o dinheiro diretamente aos investimentos que escolheu, por mais conservadora que ela seja. O importante é deixar esse dinheiro rendendo. Depois, a ideia é transferir para um investimento mais adequado e rentável.

2) Comece investindo em Renda Fixa com baixo risco de calote

Para quem está começando e ainda não acompanha o mercado de perto, é aconselhável escolher investimentos fáceis de compreender, com remuneração predefinida e  baixo risco de calote, ou seja, de perder o dinheiro investido por causa de uma eventual falência da empresa que emitiu o título de investimento.

Você vai encontrar esses investimentos na categoria Renda Fixa, opção mais conservadora na qual você já sabe, parcial ou totalmente, qual será a sua rentabilidade. Há alternativas para os mais diferentes objetivos, rentáveis e capazes, facilmente, de superar a poupança e a inflação.

Os títulos emitidos pelo governo federal e negociados no Tesouro Direto, por exemplo, têm o mais baixo risco de calote da economia brasileira, pois são garantidos pelo Governo Federal. É uma segurança ainda maior que a da poupança, que rende muito pouco e não é aconselhável.

Alguns títulos emitidos por bancos também têm baixo risco de calote, pois contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até 250 mil reais por CPF em um mesmo banco, em caso de falência da instituição financeira, com o limite total de 1 milhão, se distribuído em até 4 instituições financeiras.

Essa é a mesma garantia da caderneta de poupança e das contas-correntes, porém há investimentos muito melhores em termos de rentabilidade. Os títulos que contam com a garantia do FGC mais comuns são os Certificados de Depósito Bancário (CDB), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

3) Saiba quando você quer resgatar o dinheiro

Para a sua reserva de emergência, prefira os títulos de renda fixa com boa liquidez, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento. E também confira se no resgate você terá perdas, pois isso é possível dependendo do investimento. O que ocorre na Renda Fixa é que, para garantir 100% a rentabilidade contratada, você precisa manter até o vencimento. Mas há opções que driblam isso. Saiba abaixo!

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e o título público Tesouro Selic (LFT), negociado via Tesouro Direito, são os papéis mais indicados. Eles têm liquidez diária e em geral não geram perdas ao investidor se resgatados antes do vencimento.

Para o dinheiro que vai ser usado lá na frente, ou mesmo para aqueles objetivos de longo prazo, como a aposentadoria, você pode preferir LCIs, LCAs e outros títulos do Tesouro Direto, como Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

As duas primeiras têm isenção de imposto de renda e costumam render bem quando a taxa básica de juros, a Selic, está elevada. Porém, não podem ser resgatadas antes de três meses de aplicação, e às vezes não tem opção de resgate antes do vencimento.

Mesmo quando LCIs e LCAs podem ser resgatadas antes do prazo, o rendimento recebido pelo investidor pode ser menor do que o acordado na hora do investimento. Já os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação podem levar o investidor a efetivamente perder dinheiro caso o resgate seja feito antes do vencimento.

Apesar de terem liquidez diária e risco mínimo de calote, esses papéis oscilam bastante conforme mudam as perspectivas econômicas. Como o investidor que resgata no meio do caminho precisa vendê-los a preço de mercado, ele pode ter perdas considerando o valor investido inicialmente se os preços tiverem caído.

O segredo é saber exatamente quando você precisa do dinheiro e, assim, saberá escolher aquele com a liquidez que melhor lhe atenderá. Os investimentos com pouca liquidez, isto é, de resgate demorado ou nulo, podem ser usados para você resistir à tentação de mexer no dinheiro antes do tempo, o que garantirá a rentabilidade contratada.

4) Se quiser comodidade, aplique em fundos de investimento!

Os fundos de investimento são considerados investimentos muito cômodos porque, basicamente, você pode deixar seu dinheiro aplicado em bons ativos, mas sem se preocupar em distribuí-los, já que a estratégia e a alocação são definidas por terceiros e gestores especialistas, têm duas grandes vantagens.

A gestão profissional é particularmente interessante para quem quer aplicar em investimentos com mais risco e possibilidade de ganho maior do que a da renda fixa conservadora. Assim, dá para assumir riscos sem muito trabalho, de maneira diversificada e investindo a partir de R$ 100. É rentável, acessível e cômodo. Por isso, são muito queridos por milionários.

Entre os fundos, você poderá optar por aqueles que investem em papéis de renda fixa atrelados à inflação, títulos de dívida emitidos por empresas privadas, moedas e ações, por exemplo. Depende muito do risco que você quer correr.

O melhor é que você não vai precisar estudar cada investimento, como fazem aqueles que operam diretamente. Basta se dedicar a escolher bons fundos – e nisso um assessor pode ajudar você – que o gestor terá todo o trabalho de render o dinheiro que você aplicou.

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Leonardo Pinto

Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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