Já falamos aqui no blog que a reserva de emergência deveria ser o primeiro objetivo financeiro de todo mundo. Antes de partir para investimentos de menor liquidez ou maior risco, todo investidor deve ter uma certa quantia aplicada em investimentos de baixíssimo risco e fáceis de resgatar a qualquer momento.

O objetivo dessa reserva é funcionar como um colchão financeiro para acomodar emergências. Por exemplo, a impossibilidade de gerar renda por conta da perda do emprego ou um aumento repentino de despesas por conta de uma doença grave.

Mas, afinal, quanto devemos manter em uma reserva de emergência?

Essa pergunta não tem uma única resposta, válida para todo mundo. Para respondê-la, é preciso que o investidor analise sua vida profissional e financeira para chegar às suas próprias conclusões. Mas há alguns pontos de partida.

Especialistas recomendam que a reserva de emergência seja suficiente para cobrir as suas despesas por um período de três a 12 meses. Isto é, você deve guardar o equivalente a um valor de três a 12 vezes os seus gastos mensais.

Dependendo da sua situação, porém, esse prazo pode precisar ser maior. Veja, a seguir, o que considerar para estabelecer quanto, exatamente, poupar na reserva de emergência:

Suas perspectivas profissionais e mercado de trabalho: quanto maior a dificuldade de recolocação em caso de demissão, maior deve ser a reserva.

Estabilidade profissional: servidores públicos têm mais estabilidade no emprego que celetistas, que por sua vez têm mais estabilidade (no geral) que autônomos e PJs. Quanto mais imprevisibilidade na manutenção da renda, maior deve ser a reserva.

Estabilidade de renda: alguns profissionais têm boa parte da remuneração variável, podendo receber muito mais em um mês do que em outro; outros podem ficar até sem receber em determinados meses; e outros recebem mais o menos a mesma quantia todo mês. Quanto mais instáveis os rendimentos, maior deve ser a reserva.

Direitos ao perder o emprego: quem trabalha de carteira assinada conta com o FGTS e outras verbas rescisórias, podendo contabilizar esses valores como parte da reserva de emergência. Já autônomos e PJs não podem considerar verbas rescisórias no planejamento, necessitando poupar mais.

Previsibilidade das despesas e proporção dos gastos em relação à renda: você gasta quase tudo que ganha ou tem uma boa folga? Compromete a maior parte da renda com gastos fixos ou variáveis? Suas despesas variam muito? Quanto menor a folga, quanto maior o gasto com despesas variáveis e quanto mais variáveis as despesas, maior deve ser a reserva.

Plano B: se você ficar desempregado ou precisar parar de trabalhar por tempo prolongado, tem outras formas de gerar renda? Um projeto paralelo? Um trabalho que consiga fazer de casa? Um talento secundário? Um empreendimento (ou uma boa ideia para um)? Quanto maior a capacidade de “se virar”, menor pode ser a reserva.

Outras fontes de renda: quem pode contar com outras fontes de renda pode aliviar um pouco no montante da reserva. Podem ser considerados, por exemplo, o seguro-desemprego, o aluguel de um imóvel, a indenização de um seguro com cobertura contra invalidez, doenças graves, desemprego ou lucros cessantes, e assim por diante.

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