Com as constantes mudanças na Previdência Social, muitos contribuintes passaram a buscar outras alternativas para a garantir uma aposentadoria tranquila. Se esse é o seu objetivo, você pode se perguntar se investir em VGBL vale a pena.

Afinal, esse plano de Previdência Privada possui características que devem ser conhecidas e analisadas para basear suas escolhas. Dessa forma, você pode começar a guardar recursos e planejar a própria aposentadoria ou outros objetivos de longo prazo.

Neste artigo, você conhecerá o plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e entenderá se investir nessa alternativa vale a pena. Vamos lá?

Como está o atual cenário previdenciário brasileiro?

Antes de conhecer o VGBL e a Previdência Privada, vale destacar que o cenário brasileiro pode servir de alerta para os riscos da Previdência Social. A cada ano, o número de idosos cresce no Brasil e, em contrapartida, o número de contribuintes está diminuindo.

Afinal, com recursos tecnológicos em constante avanço e melhorias promovidas no acesso à saúde, a população, de forma geral, vive melhor e por mais tempo. Por esses motivos, a situação da Previdência Social tende a não ser sustentável a longo prazo.

Além disso, a Reforma da Previdência que entrou em vigor em 2019 trouxe mudanças nas regras da aposentadoria. Diante da possibilidade de novas mudanças, confiar apenas na Previdência oferecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ser um risco.

Considerando a insegurança gerada pelas mudanças na Previdência Social, é comum buscar outras alternativas para complementar a aposentadoria. Nesse caso, vale conhecer a Previdência Privada.

O que é e como funciona a Previdência Privada?

A Previdência Privada é uma modalidade de investimento focada no longo prazo. Portanto, ela costuma ser utilizada pelos investidores que visam acumular patrimônio para complementar a aposentadoria fornecida pela Previdência Social.

Em relação ao funcionamento, a Previdência Privada se baseia em duas fases. Na primeira, ocorre a acumulação de patrimônio pelo investidor ao longo dos anos. Para isso, é importante manter os aportes frequentes.

Os recursos alocados são direcionados para os fundos de Previdência, que podem ser de renda fixa ou variável. Como consequência, existem alternativas conservadoras, moderadas e arrojadas, o que deve estar alinhado ao seu perfil de investidor.

Na segunda fase da Previdência, conhecida como o período de usufruto, o dinheiro pode ser resgatado de uma só vez pelo investidor ou recebido em parcelas. Caso opte pelo parcelamento, ele pode ser vitalício ou por tempo determinado.

Essa escolha deve ser feita pelo investidor no momento da contratação, considerando as suas preferências e necessidades.

O que é VGBL e como ele funciona?

Conhecendo o conceito de Previdência Privada, é preciso saber que ela pode ter diferentes tipos de planos. Um deles é o VGBL — que significa Vida Gerador de Benefício Livre. Na prática, ele segue o funcionamento geral que você conferiu.

Ou seja, ele se baseia aportes mensais programados feitos pelo investidor durante a fase de acumulação. Também é possível fazer aportes extras sempre que desejar — o que ajuda a impulsionar a construção de patrimônio.

Normalmente, o VGBL é escolhido por quem faz a declaração anual do Imposto de Renda (IR) de forma simplificada. Isso acontece porque não é possível usar as contribuições feitas no decorrer do ano para reduzir a base de cálculo do IR.

Logo o valor da contribuição é considerado um gasto comum do contribuinte. Em contrapartida, no momento do resgate, o Imposto de Renda incidirá apenas sobre os rendimentos.

Qual a diferença entre PGBL e VGBL?

Ao pesquisar sobre Previdência Privada, é possível se deparar também com o termo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) — que pode ser confundido com o VGBL. No entanto, eles possuem características distintas, especialmente na questão tributária.

O PGBL costuma ser mais adequado para aqueles que fazem a declaração completa do Imposto de Renda. Isso porque, nessa modalidade, é possível usar o valor das contribuições ao longo do ano para abater até 12% da renda tributável.

Por outro lado, no momento do resgate, o IR será cobrado sobre o total recebido pelo investidor — ou seja, o montante investido e os rendimentos. Sendo assim, a possibilidade de dedução de imposto no período de acumulação serve apenas como uma postergação do pagamento.

Como se dá a tributação do plano VGBL?

Além de escolher o tipo de plano de Previdência Privada, você deverá optar pelo regime de tributação na hora do resgate. É possível escolher entre a tabela progressiva ou regressiva. No primeiro caso, a renda é utilizada como referência e a alíquota do IR pode chegar a 27,5%.

Por causa disso, essa alternativa costuma ser utilizada por quem não quer manter o dinheiro investido por um período longo. Ela também pode ser atrativa dependendo do valor previsto para a sua renda no período do resgate.

Já a tabela regressiva pode ser adequada para quem conseguirá investir por muitos anos. Isso porque a alíquota diminui com o passar do tempo. A porcentagem pode chegar a 10% para investimentos a partir de 10 anos.

Para quem o VGBL é indicado?

Após conhecer mais sobre os diferentes planos, é comum se perguntar para quem o VGBL é indicado. Ele costuma ser mais adequado a quem entrega a declaração simplificada do IR ou é isento de recolhimento.

Além disso, quem deseja destinar mais que 12% da renda anual à Previdência Privada também pode se interessar pelo plano. Nesse caso, é possível ter o PGBL para recolher até o limite de dedução e aportar o valor restante em um plano VGBL.

Ademais, como você já sabe, a Previdência Privada é uma modalidade de investimento voltada ao longo prazo. Portanto, ela pode se adequar a quem tem objetivos relacionados à aposentadoria e outras metas de longo prazo.

Essa alternativa também facilita a sucessão patrimonial e pode facilitar a distribuição de parte do patrimônio aos herdeiros. Como é possível indicar os beneficiários em caso de falecimento do titular, não é preciso incluir a Previdência Privada no inventário.

Quais são as vantagens da Previdência Privada

Após entender o que é Previdência Privada e como ela funciona, você já deve ter percebido as suas vantagens. Ainda assim, é válido frisar alguns pontos positivos dessa modalidade.

Veja os principais!

Ausência de come-cotas

Os fundos de investimento comuns podem apresentar o imposto come-cotas. Trata-se de um termo que designa a cobrança antecipada de IR devido à incerteza do prazo em que o investimento será mantido.

Contudo, isso não ocorre com os planos previdenciários — ainda que eles aloquem os recursos por meio de um fundo de Previdência. Como você aprendeu, só há tributação no momento do resgate.

Alternativa de longo prazo

A Previdência Privada visa gerar uma renda para o futuro. Portanto, pode ser uma solução interessante para quem tem dificuldades de poupar com foco no longo prazo, especialmente se optar por aportes via débito automático ou contar com um bom planejamento financeiro.

Portabilidade entre planos

Em caso de insatisfação com o plano contratado, é possível transferi-lo para outra instituição financeira. O processo é simples e permitido por lei. Assim, você não precisa permanecer em um plano que não atenda mais às suas necessidades.

Entretanto, vale destacar que você só pode fazer a portabilidade observando o mesmo tipo de plano. Ou seja, não é possível migrar de um VGBL para um PGBL, por exemplo.

Apoio ao planejamento sucessório

Conforme você viu, os recursos investidos em Previdência Privada não fazem parte do inventário. Além disso, desde o início, o titular do plano pode determinar aqueles que receberão o benefício em caso de falecimento.

Por esses motivos, o dinheiro é liberado para os herdeiros com bastante agilidade, facilitando esse momento familiar difícil.

Gestão profissional

Outra vantagem da Previdência Privada é a possibilidade de contar com um profissional capacitado para realizar os investimentos. O gestor fica responsável por alocar o seu capital e acompanhar os resultados obtidos.

Logo, como todo o trabalho é realizado por um profissional experiente, o investidor conta com maior segurança e praticidade em relação aos investimentos.

Quais são as desvantagens da Previdência Privada?

Além das vantagens que a Previdência Privada apresenta, é relevante conhecer também alguns pontos negativos dessa modalidade. Confira:

Nível de risco

Embora existam diferentes níveis de riscos na Previdência Privada, eles sempre estarão presentes. Portanto, essa pode ser uma desvantagem, a depender do seu perfil de investidor.

Também não existem garantias ou proteção do montante, como acontece com alguns títulos de renda fixa cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Entretanto, vale destacar que existem fundos com um perfil mais conservador, que podem reduzir os riscos envolvidos.

Custos

Investir em Previdência Privada envolve custos que devem ser considerados. Assim como outros fundos de investimento, os planos costumam ter taxa de administração, utilizada para remunerar o gestor.

Alguns planos também podem ter taxa de carregamento, que incide sobre as contribuições ou os resgates realizados no fundo. Como essas taxas podem variar bastante e impactar a rentabilidade do investimento, é importante ter atenção no momento de comparar planos e escolher o seu.

Previdência Privada ou títulos do Tesouro?

Você já conferiu diversas informações sobre Previdência Privada e VGBL. Porém, quando se trata de investimentos que visam prover recursos para o longo prazo, podem surgir algumas dúvidas.

Por exemplo, você já se perguntou se é mais vantajoso investir em Previdência Privada ou em títulos públicos federais? Para tomar uma decisão mais sólida, vale conhecer também as vantagens e desvantagens do Tesouro Direto.

Confira:

Vantagens dos títulos do Tesouro

Quem busca alternativas para investir com foco na aposentadoria pode se interessar pelos títulos do Governo Federal negociados na plataforma Tesouro Direto. Entre as opções para o longo prazo, há o Tesouro IPCA, cuja rentabilidade segue a taxa de variação da inflação IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Além do índice, há o acréscimo de uma taxa fixa. Dessa forma, o título sempre rende acima da inflação, evitando que o dinheiro perca poder de compra. Ademais, a plataforma oferece aplicações com diferentes prazos e fluxo de pagamento.

Conheça as principais vantagens dos títulos públicos:

Segurança

Os títulos públicos possuem menor risco de calote do Brasil. Afinal, eles são emitidos pelo próprio Governo Federal — a instituição mais sólida do país — e assegurados integralmente pelo Tesouro Nacional.

Alta liquidez

Todos os títulos do Tesouro podem ser resgatados antes da data de vencimento, pois o Governo garante a recompra. Assim, o dinheiro pode ficar acessível rapidamente. Todavia, é importante ter atenção às possibilidades de perda em resgates antecipados devido à marcação a mercado.

Rentabilidade

Como os títulos do Tesouro fazem parte da renda fixa, eles possuem estabilidade nos rendimentos. Logo, sempre que o resgate for feito no vencimento da aplicação, a taxa de juros acordada é garantida.

Acessibilidade

O investimento em títulos públicos é bastante acessível. A depender do título escolhido, os aportes podem ser feitos a partir de valores próximos a R$ 30. Além disso, todo o processo pode ser feito pela internet, usando a plataforma da sua corretora ou o sistema do Tesouro Direto.

Desvantagens dos títulos do Tesouro

Por outro lado, investir em títulos públicos também apresenta algumas desvantagens. Veja as principais:

Tributação

Em relação à tributação, os títulos públicos seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda sobre a rentabilidade. As alíquotas ficam entre 22,5% a 15%, sempre aplicada sobre a rentabilidade, dependendo do prazo de resgate.

Taxas

Para investir nos títulos do Tesouro, pode ser necessário arcar com taxas cobradas pela instituição financeira e pela bolsa de valores brasileira (B3). Contudo, algumas corretoras, como a Genial Investimentos, isentam o investidor das taxas de corretagem para os aportes nessas aplicações.

Como você percebeu, os títulos do Tesouro e o plano VGBL tem características distintas, embora ambos possam se adequar ao longo prazo. Dessa forma, vale observar o seu perfil e necessidades. Inclusive, caso faça sentido, também é possível contar com as duas alternativas na carteira.

Vale a pena investir em VGBL?

Com essas informações, fica mais fácil avaliar se investir em VGBL vale a pena para você. Em geral, o plano pode fazer sentido para quem deseja montar ou complementar a aposentadoria e para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda.

No entanto, a decisão de investir ou não nessa modalidade cabe somente a você. Para entender se a alternativa é realmente interessante para a sua carteira, considere seu perfil de investidor e objetivos pessoais.

Como começar a investir em VGBL?

Se você acredita que investir em VGBL vale a pena, o primeiro passo é escolher uma instituição financeira e pesquisar os planos disponíveis na plataforma. Considere, entre outros fatores, a estratégia adotada pelo fundo de Previdência Privada.

Vale destacar que a estratégia influencia os resultados e os riscos do fundo. Além disso, compare as taxas cobradas para encontrar o melhor custo-benefício. Assim, é possível encontrar as melhores alternativas para investir seu dinheiro.

Agora você sabe como avaliar se vale a pena investir em VGBL e pode começar a fazer as contribuições para ter uma vida financeira mais tranquila no futuro. Para isso, analise as opções e identifique o melhor investimento para as suas necessidades.

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