Você provavelmente já deve ter ouvido falar em investimentos como ações e fundos de investimento. Mas talvez não conheça o termo ‘oferta pública’. Se esse é o seu caso, saiba que os conceitos estão relacionados: uma oferta pública ocorre quando uma empresa disponibiliza ao público ações, cotas de um fundo de investimento ou qualquer outro valor mobiliário previsto na regulamentação do mercado de capitais. Esses ativos podem ser ações, debêntures, cotas de fundos de investimentos, fundos imobiliários, entre outros.  

Participar da primeira oferta pública, chamada de oferta pública primária, pode ser uma excelente oportunidade de investir em empresas que estão em fase de crescimento e obter bons retornos por isso, ou adquirir cotas de novos fundos.

Se você se interessou e quer saber mais sobre ofertas públicas e como investir, continue a leitura!

Oferta pública de ações – IPO 

IPO é a tradução de Initial Public Offer – Oferta Pública Inicial – e refere-se ao processo no qual uma empresa vende suas ações ao público pela primeira vez. O IPO permite que a empresa amplie o seu quadro de sócios, já que quem compra ações de uma corporação torna-se dono de uma pequena parte do negócio.

Qualquer pessoa pode ser acionista dessa empresa, que passará a fazer parte do mercado de capital aberto. Mas não é qualquer empresa que pode negociar suas ações na Bolsa de Valores. É preciso contar com uma boa estrutura, pois a partir desse momento, a companhia receberá investidores para os quais terá de prestar contas. A forma como os investidores se comunicam com a empresa é por meio do setor de RI – relações com investidores. 

Abrir o capital para o mercado oferece diversas vantagens para a empresa. Obter financiamentos por meio da venda de ações geralmente é melhor do que captar recursos por meio de dívidas. Além disso, a venda de ações estabelece uma fonte de recursos ilimitada: enquanto a empresa contar com projetos viáveis e rentáveis, haverá investidores interessados em financiá-los.

É comum empresas já conhecidas do público entrarem na Bolsa. A Marisa, por exemplo, era uma marca já conhecida, com várias lojas distribuídas pelo país, quando entrou na bolsa de valores, em 2007. No ano de 2019, o grupo SBF, detentor da marca Centauro, realizou o seu IPO.

Em outro momento, quando um ou vários acionistas de uma dessas empresas colocam seus papéis à venda, ocorre um processo chamado de oferta subsequente, ou follow-on. Como são ações já existentes, não há qualquer modificação no capital social da companhia. 

A diferença é que no IPO os recursos captados vão para a companhia, enquanto no follow-on os recursos financeiros resultantes da venda vão para os acionistas vendedores e não para a empresa.

Oferta pública de fundos 

De forma similar às ações, também há uma oferta inicial para fundos de investimento, também registradas na CVM. Os fundos de investimento podem ser uma forma de aplicar dinheiro em ações ou em imóveis e de diversificar os investimentos.

Quem opta por fundos imobiliários, por exemplo, está investindo no setor, arcando com uma parcela bem menor de investimento do que a necessária para adquirir um imóvel. Já outra forma de investir em ações também pode ser por meio de um fundo.

De acordo com a Anbima, investidores institucionais tiveram, de janeiro a junho de 2019, participação de 47,3% no volume de ofertas públicas de ações colocadas no mercado. Esse volume é em grande parte devido ao aumento das ações como parte da carteira de fundos de investimentos. 

Há fundos de investimentos destinados a diversos perfis de investidores, dos mais arriscados aos mais conservadores. 

Que outros produtos financeiros podem estar em uma oferta pública?

Os tipos de investimento mais comuns em oferta pública são as ações, os fundos multimercado e fundos imobiliários. Mas também pode haver oferta pública de outros produtos, como debêntures, CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificado de Recebíveis do Agronegócio),  ETFs (Fundos de índice) e FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). 

As ofertas disponíveis para compra no momento são apresentadas no portal da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, e é comum ver o assunto no noticiário de economia e finanças. No entanto, as corretoras de valores podem oferecer materiais informativos sobre as ofertas públicas, especialmente as primárias, que estão disponíveis, além de boletins sobre os novos investimentos, para que os seus clientes não percam nenhuma oportunidade.

É seguro investir em Oferta pública? 

O mercado financeiro brasileiro é bem regulado. Por lei, nenhuma emissão pública pode acontecer sem passar pelo crivo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é vinculada ao Ministério da Economia. A entidade avalia os pedidos de oferta pública, primária ou secundária, e pode então conceber o registro ou indeferir o pedido. 

Como investir em uma Oferta Pública? 

Para investir é preciso ter uma conta em uma corretora de valores como a Genial Investimentos. A corretora poderá oferecer todas as informações necessárias e suporte na hora do investimento. 

A oferta acontece basicamente em três períodos: no de informação ao mercado, no de reserva e no de compra efetiva. 

Primeiro, parte responsável pela oferta disponibiliza o prospecto, um documento com todas as informações relevantes sobre o momento atual e as perspectivas do negócio. Os investidores podem contar nesse momento também com as análises fornecidas pela sua corretora de para conhecer a oportunidade e saber se ela é a mais adequada para o seu perfil de investidor

Depois, acontece o período de reserva, quando os investidores manifestam à corretora sobre o interesse em comprar os papeis. 

Normalmente, quando a oferta é divulgada, já existe um intervalo de preço indicativo de qual será o valor da ação/cota do fundo objeto dessa oferta. Mas é nesse período de reserva que o preço final da ação ou cota é formado, com base na demanda. 

E finalmente, depois de concluído o período de reserva, os interessados podem finalizar a compra dos ativos. 

Contar com uma corretora que ofereça suporte pode ser um grande diferencial para que o investidor tome a decisão com mais segurança e esteja ciente e confortável com os riscos oferecidos pelas transações.

Quer saber mais sobre como investir em ofertas públicas? Entre em contato com a Genial Investimentos e abra já a sua conta!  

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Publicado por Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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