Conteúdo atualizado em 27 de outubro de 2022 às 18:52 por Genial Investimentos.

Os investimentos em títulos privados de renda fixa podem cumprir diversos propósitos dentro da sua carteira de investimentos. Por exemplo, equilibrar riscos ou mesmo ampliar a rentabilidade potencial. Nesse sentido, é interessante conhecer os tipos de CDBs em negociação no mercado.

Afinal, cada produto conta com suas próprias características de funcionamento. Assim, é fundamental saber quais são elas para investir no título que mais se adéqua à sua estratégia de investimentos.

Pensando nisso, nós, da Genial, preparamos este conteúdo. Neste artigo, você saberá quais são os principais tipos de CDBs disponíveis no mercado e como selecionar o melhor título para a sua carteira.

Acompanhe a leitura!

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O que é um CDB?

Para conhecer os certificados de depósitos bancários (CDBs), é interessante lembrar as características da classe da qual eles fazem parte: a renda fixa. Os títulos dessa classe se destacam por apresentarem regras predeterminadas sobre sua rentabilidade.

Dessa maneira, antes mesmo de realizar a aplicação financeira, o investidor tem uma compreensão sobre qual seu retorno potencial. Isso acontece porque os produtos de renda fixa funcionam como um tipo de empréstimo.

Assim, uma organização emite títulos de renda fixa no mercado para levantar recursos para sua operação. O investidor que faz a aplicação empresta seu dinheiro para a instituição ou empresa com intuito de recebê-lo acrescido de juros na data de vencimento do produto.

Em geral, os títulos de renda fixa se dividem entre públicos e privados. No primeiro cenário, a emissão é uma responsabilidade do Governo, como nos títulos do Tesouro Direto. Já no segundo caso, o emissor é uma empresa — como é o caso dos CDBs, emitidos por bancos.

Como ele funciona?

Como você viu, os títulos de renda fixa são uma espécie de empréstimo. Assim, os bancos emitem CDBs com o objetivo de conseguir capital para usar na própria operação. Isso inclui, por exemplo, ter recursos disponíveis para oferecer linhas de crédito no mercado — como financiamentos.

O investidor, por sua vez, receberá os juros da aplicação de acordo com as características do título. Isso acontece porque cada instituição pode estabelecer as próprias regras sobre o produto oferecido, como aquelas relacionadas à rentabilidade e liquidez.

Mas há uma característica em comum a todos os CDBs: a incidência do Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos do título. As alíquotas são:

Fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral:

Período da aplicaçãoAlíquota do IR
até 180 dias22,5%
de 181 a 360 dias20%
de 361 a 720 dias17,5%
720 dias em diante15%
Fonte: Receita Federal – IRPF (Imposto sobre a renda das pessoas físicas)

Além disso, pode haver a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Entretanto, a cobrança dele só acontece em resgates que são feitos antes de o investimento completar 30 dias. Nesse caso, as alíquotas também são regressivas e zeram ao final do primeiro mês.

Quais os tipos de CDBs disponíveis no mercado?

Agora que você sabe o que são e como funcionam esses títulos de renda fixa, é preciso conhecer quais são os tipos de CDBs disponíveis para investimento no mercado. Assim, será possível avaliar as características de cada um e encontrar aquele com mais alinhamento com sua carteira.

Saiba mais!

1. Prefixado

O primeiro tipo de CDB é o de rentabilidade prefixada. Ele se destaca por apresentar os juros da operação logo de início. Assim, o investidor conhece a rentabilidade final antes mesmo de fazer sua aplicação. Dessa forma, esse título pode garantir mais previsibilidade para sua carteira.

Afinal, a taxa de juros permanecerá imutável até a data de vencimento do título. Caso você invista em um certificado com rentabilidade prefixada de 10% ao ano com prazo de 3 anos, seu capital renderá a mesma porcentagem até o vencimento — com ação dos juros compostos.

No entanto, a garantia acerca da rentabilidade prometida acontece apenas no encerramento do prazo. Dessa maneira, mesmo que exista a possibilidade de negociar o CDB no mercado secundário ou fazer um resgate antecipado, não há como assegurar que o investimento terá lucros se o vencimento não for respeitado.

Além disso, apesar de a previsibilidade ser um fator positivo para muitos investidores, ela também pode trazer riscos. Isso porque, se a taxa de juros no Brasil aumentar muito, a rentabilidade contratada em um CDB prefixado pode se tornar desvantajosa.

2. Pós-fixado

O segundo tipo de CDB é aquele cuja rentabilidade é pós-fixada. Nesse cenário, o investidor conhecerá os retornos da sua aplicação apenas no vencimento do título ou no momento em que solicitar o resgate do investimento.

Isso acontece porque a rentabilidade dele está atrelada a taxas de juros do mercado. A mais comum é o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Assim, o título renderá a porcentagem que ele indica durante o período da aplicação.

O investimento em títulos pós-fixados pode ser positivo para aproveitar momentos de alta dos juros do mercado. Ademais, quando possui liquidez diária, a aplicação pode ser vantajosa para rentabilizar o capital da reserva de emergência do investidor, por exemplo.

Como a rentabilidade é pós-fixada, os investidores podem ficar menos expostos ao risco de lidar com prejuízos em um resgate antecipado. Contudo, as vendas de certos títulos no mercado secundário ainda podem envolver prejuízo.

3. Híbrido

Por último, o terceiro tipo de CDB é o de rentabilidade híbrida. Como o próprio nome adianta, ele se caracteriza por combinar as duas formas anteriores. Ou seja, o título apresenta uma taxa prefixada com uma pós-fixada.

De forma mais comum, esse tipo de certificado usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um indicador de inflação, como referência para a rentabilidade pós-fixada. Junto dela, há o acréscimo de uma porcentagem prefixada.

Desse modo, esse CDB pode garantir que o investidor tenha retornos acima da inflação até o vencimento da aplicação. Com isso, a aplicação nesses títulos costuma ser positiva em épocas de alta da inflação.

Afinal, os CDBs híbridos podem funcionar como um mecanismo de proteção do capital ante a possível perda do poder de compra. Porém, assim como os títulos prefixados, é importante aguardar o vencimento do título para garantir a rentabilidade prometida.

Quais as vantagens desse investimento?

Até aqui você viu quais são as características dos principais tipos de CDB em negociação no mercado. Para complementar seu entendimento sobre esses títulos de renda fixa, é oportuno saber quais são as vantagens que eles podem trazer para sua carteira.

Conheça as principais!

1. Baixo risco

Os CDBs se destacam pelo baixo risco que trazem para o seu portfólio de investimentos. Como você acompanhou, independentemente do tipo de título, eles se caracterizam por deixar clara a regra de rentabilidade do produto.

Dessa maneira, os CDBs podem ser alternativas positivas para diversificar seu portfólio em segurança. Assim, você poderá diluir diversos riscos presentes em suas outras movimentações e, consequentemente, trazer mais equilíbrio para a carteira.

2. Cobertura do FGC

Além do baixo risco por fazer parte da renda fixa, outra vantagem dos CDBs está na cobertura por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ela oferece mais uma camada de proteção para os investidores.

Afinal, o principal cenário de ameaça para o investidor desses certificados é o risco de crédito. Ele diz respeito à possibilidade de o banco emissor do título não honrar com seus compromissos e dar o calote no investidor.

Nesses casos, o FGC pode ressarcir aqueles que investiram em CDBs em cenários de falência da instituição financeira. A proteção é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para cada organização emissora. O teto global é de R$ 1 milhão e se renova a cada 4 anos.

3. Rentabilidade

Muitos CDBs têm a rentabilidade como uma de suas vantagens. Assim, eles podem não ser apenas uma alternativa para equilibrar riscos do portfólio. A depender das características dos títulos, o CDB pode funcionar para aumentar os retornos potenciais da carteira.

Para aproveitar essa oportunidade, é importante analisar com cuidado características do investimento. Por exemplo, CDBs pós-fixados que rendem acima do CDI podem ser vantajosos em período de alta dessa taxa.

Além disso, vale citar que, em geral, os CDBs são alternativas com rentabilidade mais alta que a caderneta de poupança. Dessa forma, investidores de perfil conservador podem usá-los como uma forma mais estratégica de rentabilizar o seu capital sem abrir mão de maior segurança.

4. Diversidade

Os CDBs também são vantajosos pela diversidade de investimentos disponíveis para sua escolha. As plataformas de corretoras de valores, como a Genial Investimentos, distribuem títulos de diversas instituições. Logo, há grande variedade de taxas, prazos e outras características.

Ademais, esses certificados também são positivos pela acessibilidade. É possível encontrar CDBs em negociação cujo aporte mínimo é inferior a R$ 100, por exemplo. Assim, eles podem servir como uma porta de entrada para o mercado de investimentos.

5. Liquidez

Por fim, a liquidez está entre os benefícios que os CDBs podem trazer para os investidores. Em especial, quando os títulos contam com liquidez diária. Nesse caso, os investidores poderão resgatar seu investimento dentro de apenas 1 dia útil.

Contudo, vale lembrar que essa não é uma característica presente em todos os CDBs em negociação no mercado. Como cada instituição tem liberdade de definir regras de funcionamento, é pertinente avaliar os parâmetros de liquidez antes de aplicar seu dinheiro.

Como escolher o melhor CDB para você?

Agora que você entendeu mais sobre as vantagens que o investimento em CDBs pode trazer, é fundamental saber como fazer sua escolha. Assim, será possível usufruir desses benefícios de maneira mais estratégica para o seu planejamento financeiro.

Confira os principais critérios de avaliação!

1. Objetivos financeiros

O primeiro passo para a escolha de um bom CDB é levar seus objetivos financeiros em consideração. Como eles representam os resultados que você espera atingir a partir de suas movimentações no mercado, é preciso considerá-los para tomar uma decisão estratégica.

Para tanto, você deve definir um prazo para cada uma dessas metas. De forma mais usual, eles podem ser:

  • longos: alcançar em 5 anos ou mais;
  • médios: realizar entre 2 e 5 anos;
  • curtos: atingir dentro de 1 ano.

O entendimento sobre os objetivos e prazos é essencial para que você analise o prazo de vencimento de cada um dos CDBs disponíveis. Dessa maneira, será mais fácil selecionar aqueles que têm alinhamento com o seu planejamento financeiro.

Saiba Mais: Objetivos Financeiros: Como se planejar antes de investir

2. Características do CDB

Após selecionar os CDBs de acordo com seus objetivos financeiros, você precisa conhecer as características desses títulos. Como vimos, cada instituição estipula as regras para seus certificados.

Em primeiro lugar, é necessário avaliar a forma de rentabilidade dos CDBs. Afinal, você deve escolher entre certificados prefixados, pós-fixados e híbridos. Ademais, não deixe de entender a taxa de juros oferecida pela instituição emissora.

É interessante, ainda, analisar as regras de liquidez do título e, claro, o prazo dele. Caso seu foco seja a criação de uma reserva de emergência, é indispensável que o CDB tenha liquidez diária, por exemplo.

3. Instituição emissora

A análise da instituição financeira também é relevante para a escolha de um CDB. Como o risco de crédito é um dos principais aos quais esses títulos estão expostos, avaliar a saúde financeira do emissor contribui para que você possa elevar a segurança do aporte.

Nesse sentido, pode ser interessante priorizar investir em instituições financeiras sólidas e com reputação positiva no mercado. Dessa maneira, você terá mais segurança para realizar o investimento.

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Como investir em CDBs?

Após saber como selecionar os melhores CDBs para o seu caso, é pertinente entender como você pode realizar o investimento nessa alternativa de renda fixa. A primeira etapa é abrir uma conta em uma corretora de valores, como a Genial.

Com ela, você poderá acessar a plataforma e buscar pelos CDBs na área de investimentos em renda fixa. Como vimos, antes do aporte, é necessário conferir todas as características de funcionamento do título para garantir que há alinhamento com sua estratégia.

Como você acompanhou, conhecer os tipos de CDBs disponíveis no mercado é essencial para realizar movimentações e alocações mais estratégicas na sua carteira. Portanto, agora que você sabe quais são eles, avalie quais títulos podem se alinhar melhor às suas necessidades e objetivos financeiros.

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