Investir em renda fixa é uma forma de fazer o dinheiro render de modo mais seguro. É fato que todo investimento implica em correr riscos, mas nesta modalidade eles são muito menores quando comparados aos produtos de renda variável. Isto porque, na prática, o investidor compra títulos, que podem ser públicos ou privados, e na grande maioria dos casos é certo que seu dinheiro será rentabilizado.

Sendo assim, investir em renda fixa nada mais é do que “emprestar dinheiro” ao emissor dos títulos e obter retorno financeiro com este empréstimo. A grande questão é quem são esses emissores: no caso dos títulos públicos, nos referimos ao Governo Federal. Quando falamos de títulos privados, podem ser bancos, financeiras ou grandes empresas. Por isso, os riscos de perder dinheiro neste tipo de operação são menores, uma vez que estão ligados à possibilidade de falência destes emissores.

Mas a segurança da operação não é o único aspecto a ser observado por quem deseja investir. Também é preciso saber a rentabilidade, a liquidez, qual é o valor disponível para ser investido e a finalidade do investimento – se ele tem a proposta de concretizar um objetivo a curto, médio ou longo prazo.

A partir destas informações é necessário conhecer as possibilidades que o mercado oferece para, assim, escolher o tipo de investimento que mais se adapta ao seu perfil de investidor. Dependendo do momento em que você vive, é preciso escolher entre algo que ofereça maior ou menor risco, que garanta maior ou menor rentabilidade, que tenha liquidez mais alta ou não.

A seguir, vamos detalhar as informações sobre os investimentos em renda fixa. Você irá conhecer as opções disponíveis no mercado, compreender de forma bastante didática como funcionam e se capacitar para realizar seus investimentos.

Sabe aquelas várias siglas que sempre deixam as pessoas confusas? Aqui você irá entender e se familiarizar com cada uma delas. Ao final destas páginas, você verá que investir em renda fixa é bem mais simples, fácil e acessível do que imaginava. 

Reconhecendo a estrutura dos investimentos

O mercado financeiro apresenta como opções para o investidor as modalidades de investimentos em renda fixa e renda variável. Para fazer uma escolha acertada e eficiente, é importante conhecer as peculiaridades de cada uma delas. Mas antes de te ajudarmos a reconhecer estas diferenças, é preciso apresentar a definição de alguns termos que falaremos bastante ao longo deste e-book.

A escolha de “onde investir” passa pela análise de três aspectos: a rentabilidade, a liquidez e o risco. De acordo com especialistas, este é o “tripé” de qualquer investimento, a “estrutura base” que o compõe. São informações que definem a aplicação e serão primordiais para a decisão do investidor. Por isso, é importante saber o que significa cada uma delas.

A rentabilidade, como o próprio nome já diz, está relacionada ao rendimento, ao valor a ser recebido. Trata-se do potencial que uma aplicação tem de oferecer retorno financeiro, de fazer o seu dinheiro render. Você verá que ela varia conforme o tipo de investimento. Há modalidades que oferecem maior retorno do que outras. Nas próximas páginas, iremos detalhar a rentabilidade dos investimentos em renda fixa.

Já a liquidez está associada à capacidade de transformar um ativo (bem ou investimento) em dinheiro. De forma mais simples, significa a facilidade de resgatar o valor em espécie após fazer a operação. Quanto mais rápido, mais alta é a liquidez de uma operação.

Por fim, podemos definir o risco como a possibilidade de impacto negativo no investimento que poderá resultar em perda. Vale destacar que toda operação implica em algum risco, sendo que aquelas que oferecem alto potencial de rentabilidade em curto prazo costumam ser mais arriscadas. Quando falamos em maior ou menor segurança de um investimento, estamos nos referindo aos riscos que ele oferece.

Agora que você já compreendeu o significado de cada um destes termos, será mais fácil analisar as características de cada investimento oferecido no mercado e avaliar com mais tranquilidade qual é o mais adequado para você neste momento.

Em resumo:

– Rentabilidade: potencial que uma aplicação tem de fazer o seu dinheiro render;

– Liquidez: facilidade de resgatar o dinheiro após a operação;- Risco: possibilidade de impacto negativo que resultará em perda.

Renda fixa x Renda variável: aprenda a diferenciar

Os investimentos em renda fixa são aqueles que possuem rentabilidade estabelecida previamente. Na hora da aplicação já se estima quanto se terá de retorno financeiro, uma vez que eles possuem datas de vencimento e estão atrelados a algum indexador de rentabilidade (taxa de reajuste).

Pareceu complicado? Vamos detalhar. Sabe quando você resolve pedir emprestado para o banco uma quantia de dinheiro? Então, a renda fixa é o processo inverso: você tem um dinheiro e empresta para o banco que lhe devolve o valor corrigido depois de um tempo.

Na verdade, o banco não é a única instituição que permite este processo. Também é possível “emprestar” dinheiro ao Governo e, até mesmo, às grandes empresas, como veremos adiante. Isto é feito por meio da aquisição de títulos.

Desta forma, os investimentos de renda fixa caracterizam-se por serem títulos de dívida, terem remuneração já conhecida na hora da aplicação, mas, sobretudo, por terem fluxos de pagamento incondicionais.

Em outras palavras, o investidor tem direito a receber a rentabilidade prometida independentemente do desempenho financeiro do emissor ou do empreendimento para o qual foram captados os recursos.

Por apresentar o cenário da operação definido no momento em que ela é realizada, a renda fixa é uma das modalidades mais procuradas, tanto por quem está começando a investir quanto por aqueles que já possuem experiência no mercado.

Em linhas gerais, apresenta uma boa rentabilidade e oferece menor risco ao investidor. A liquidez costuma ser mais baixa em comparação com a renda variável.

Os investimentos em renda variável, por sua vez, possuem rentabilidade imprevisível no momento da aplicação. Exatamente por isso, oferecem maior risco ao investidor, afinal, não se sabe o cenário que será desenhado a partir deste momento. Mas o retorno financeiro para o investidor pode chegar a valores bem mais altos em comparação com a renda fixa.

Além de garantir maior rentabilidade, a aplicação em renda variável também possui maior liquidez, sendo mais fácil o resgate do dinheiro em espécie no momento em que desejar. O investimento em ações é o tipo mais conhecido dentro desta categoria.

Em suma:

Renda fixa: Rentabilidade é boa e previsível;- Maior segurança;
– Menor liquidez.
Renda variável: Rentabilidade alta e imprevisível;- Maior risco;- Maior liquidez.

Rentabilidade prefixada e pós-fixada

Já vimos que os investimentos em renda fixa possuem uma boa rentabilidade, e que esta é predefinida no momento da aplicação. Mas, na prática, o que isto significa?

Existem três tipos de rendimento: o prefixado, o pós-fixado e o híbrido. O título com rentabilidade prefixada é o tipo de investimento no qual você tem uma taxa de juros já definida para todo o período.

Os títulos prefixados pagam apenas uma taxa de juros nominal, pré-acordada e já conhecida no ato do investimento, sem qualquer indexador. Por exemplo, 8% ao ano, 10% ao ano, 12% ao ano e assim por diante.

Já os investimentos com rentabilidade pós-fixada costumam estar atrelados a algum índice de mercado, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Desta forma, o investidor conhecerá seu rendimento ao longo do tempo.

  • O que é o CDI?

Assim como as pessoas, os bancos também tomam empréstimos um dos outros. O CDI representa estas transações que são feitas diariamente entre as instituições.

A Taxa CDI, então, refere-se à média dos juros praticados pelos Certificados de Depósitos Interbancários  realizados. O valor médio, desde 2007, varia entre 8% e 14%.

Normalmente, os títulos de renda fixa possuem uma variabilidade entre 85% e 125% do CDI, dependendo da sua liquidez.

Isso quer dizer que: se você tem um título que rende 100% do CDI e esse índice fecha em 10%, o seu dinheiro renderá 10% ao ano.

O rendimento híbrido tem parte da rentabilidade prefixada e outra pós-fixada. Geralmente, são atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Eles se apresentam assim: “IPCA + 2,47% a.a.”. No exemplo, significa que seu dinheiro irá render 2,47% ao ano, mais a variação do índice.

  • O que é o IPCA?

Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor, índice responsável por medir a inflação no Brasil. É uma taxa aferida todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Agora que você já sabe tudo sobre esses termos, podemos conhecer os tipos de investimentos de renda fixa!

Lembre-se:

Rentabilidade prefixada: o título possui a rentabilidade atrelada à taxa de juros definida para todo o período da aplicação;

– Rentabilidade pós-fixada: em geral, o título possui a rentabilidade atrelada ao CDI.

Tesouro Direto

Investir em Tesouro Direto é uma opção bastante procurada pelos investidores. Trata-se de um programa do Tesouro Nacional para comercialização de títulos federais.

Nessa transação, o investidor recebe o valor aplicado acrescido de juros, em uma data pré-estabelecida no momento da aplicação.

O que é Tesouro Direto?

De acordo com informações do Ministério da Fazenda, antes da abertura do Tesouro Direto, pessoas físicas só podiam investir em títulos públicos indiretamente, ou seja, por meio de fundos de renda fixa.

Infelizmente, estes fundos tinham altas taxas de administração, especialmente para as aplicações de baixo valor, tornando o investimento pouco atrativo e quase inviável.

A partir de 2002, vendo a necessidade de uma mudança e de uma democratização de títulos públicos, o Tesouro Direto foi concebido.

Basicamente, ao comprar um título público, você estará emprestando dinheiro para o Governo e garantindo o recebimento de rendimentos que serão pagos por ele. Você receberá tudo que investiu no título mais as taxas de juros sobre o empréstimo.

A aquisição de títulos públicos possui uma alta diversidade de rentabilidade, podendo ser prefixada ou pós-fixada. Vale ressaltar que é o tipo de investimento com menor risco do mercado, mas mesmo assim, oferece bom retorno financeiro e possui liquidez diária.

Outro aspecto positivo do Tesouro Direto é que você pode investir a partir de apenas R$ 30, o que comprova o que dissemos lá na frente: investir em renda fixa pode ser bem mais acessível do que você imagina.

Passo a passo para investir no Tesouro Direto

Investir no Tesouro Direto é simples. O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora, que será a mediadora entre você e o Tesouro Direto.

É importante ressaltar que algumas corretoras cobram taxas sobre seu investimento (taxa de custódia) e, por isso, vale consultar aquelas que não realizam este tipo de cobrança, como a Genial Investimentos.

Depois, é só escolher o título que se enquadre ao seu perfil, levando em conta o prazo e a rentabilidade que você busca.

Basicamente, existem três diferentes categorias de títulos: os indexados ao Índice de Preço ao Consumidor (IPCA), à Selic (taxa básica de juros) e os prefixados. Vamos conhecê-los.

Indexados ao IPCA

O Tesouro Direto IPCA tem sua taxa de juros calculada de forma mais complexa. Ela é composta de uma taxa predefinida somada à variação da inflação medida pelo IPCA.

O IPCA possui uma grande variação ano a ano. Em 2017, por exemplo, ficou em 2,95%. Já em 2016, o registro foi de 6,29%. Portanto, vale avaliar a inflação acumulada antes de optar pelo título atrelado a este índice. Isto pode ser facilmente consultado no site do IBGE.

Normalmente, as taxas de rendimento aparecem da seguinte maneira: 5,31 + IPCA. Isso significa que o título vai render o valor fixo de 5,31% ao ano mais a variação da inflação.

Indexados à Taxa Selic

A taxa Selic, ou Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, também é amplamente utilizada como indexador nos investimentos. Conhecida como taxa básica de juros, ela tem variação mensal e é possível acompanhá-la pelo site do Banco Central e da Receita Federal.

Como a taxa de juros varia, não é possível obter um valor preciso do retorno financeiro da operação, mas ele sempre será superior ao inicialmente investido.

A vantagem desse tipo de investimento é que você pode fazer um resgate antecipado e, mesmo assim, não será prejudicado. Por isso, ele também é indicado para investimentos a curto prazo.

Prefixados

Os títulos do Tesouro Direto prefixados são aqueles nos quais você sabe exatamente quanto irá receber no futuro. É considerado um investimento de médio e longo prazo, e sua grande vantagem está na previsibilidade, sabendo exatamente qual será o seu retorno.

Se você ainda não sabe qual é o tipo de título do Tesouro Direto ideal para você, o site do Tesouro Nacional  formulou um teste com perguntas rápidas para ver qual se encaixa mais no seu perfil de investidor.

Você também pode entrar em contato com os consultores da Genial Investimentos e descobrir qual é a opção ideal para você.

Vantagens

Os títulos públicos têm a garantia do Tesouro Nacional, logo, se configuram no tipo de investimento mais seguro que o mercado pode oferecer. Além disso, também é a opção mais acessível, visto que apresenta o valor mais baixo para investir. Outro aspecto positivo é que oferecem boa rentabilidade e uma liquidez que pode ser diária.

Desvantagens

Um aspecto não tão positivo de se investir no Tesouro Direto é o fato de a rentabilidade prevista no início da operação ser mantida apenas se você não mexer no dinheiro aplicado durante o período estipulado. Caso precise fazer um resgate antecipado, estará sujeito às oscilações do mercado.

Recapitulando:

Tesouro Direto

– Emissor do título: Governo;- Aquisição: a partir de R$ 30;- Operação de menor risco do mercado;- Liquidez pode ser diária;- Rendimento pode ser indexado ao IPCA, à Taxa Selic ou prefixado;- Incidência de Imposto de Renda regressivo;- Há títulos para curto, médio e longo prazo.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) é outro tipo de investimento em renda fixa. Menos conhecido  que o Tesouro Direito, tem se popularizado entre os investidores nos últimos anos.

O que é LCI?

Basicamente, as LCIs são os títulos de crédito imobiliário utilizados para financiar este setor. Ou, para que você entenda melhor, é quando o banco pega o seu dinheiro, aquele que você “emprestou”, e aplica no setor imobiliário.

Por esta razão, a LCI conta com isenção do Imposto de Renda (IR) na fonte e na declaração para pessoas físicas.

Este tipo de investimento também pode ser prefixado ou pós-fixado, mas, normalmente, segue a segunda opção.

Por isso, a aquisição de LCI não é recomendada para quem, por exemplo, não tem certeza de que não precisará usar o dinheiro antes do tempo determinado para o resgate.

Passo a passo para investir em LCI

Se você quer investir em LCI, o primeiro passo é buscar informações com uma corretora de investimentos ou ir diretamente ao banco.

Como uma corretora de investimentos distribui LCIs de vários bancos, as chances de você achar títulos com taxas e prazos mais atrativos aumentam.

Como já falamos, a LCI pode ser prefixada ou pós-fixada, e normalmente os bancos trabalham com a segunda opção.

Os valores para investir em LCI variam de instituição para instituição, mas normalmente giram a partir de R$ 1 mil.

Vantagens

Uma das principais vantagens de investir em LCI é a segurança. A aplicação é tão segura quanto investir na caderneta de poupança, porém, com maior rentabilidade.

Além disso, como você já sabe, outra grande vantagem é a isenção de cobrança do Imposto de Renda.

O título também é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no valor de até R$ 250 mil. Mas o que significa isso? Vamos entender!

De acordo com a definição do Banco Central, “o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os depósitos ou créditos mantidos em instituição financeira, até determinado valor, em caso de intervenção, de liquidação ou de falência.”

Exatamente, por possuir este respaldo do Fundo, a LCI está entre os tipos de investimento que oferecem menor risco. Mais adiante voltaremos a falar do FGC.

Desvantagens

A grande desvantagem vista por muitos investidores na LCI é a liquidez baixa. É o tipo de investimento que você só poderá resgatar na data de vencimento, sem poder movimentar o dinheiro até lá.

O prazo é determinado em contrato, sendo que o tempo mínimo para o valor ficar aplicado é de, normalmente, 92 dias, podendo chegar até cinco anos. Fica a critério do investidor a escolha do prazo.

Além disso, o investimento inicial necessário é consideravelmente alto quando comparado ao Tesouro Direto.

Resumindo;

LCI (Letra de Crédito Imobiliário)

– Emissor do título: instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central;
– Aquisição: a partir de R$ 1 mil;
– Operação de baixo risco;
– Baixa liquidez;
– Rendimento: mais comum é o pós-fixado;
– Isento de Imposto de Renda;
– Possui garantia do FGC;
– Investimento para médio ou longo prazo.

LCA

Bem similar à LCI, a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) é outro tipo de investimento em renda fixa que vem se popularizando mais recentemente. A diferença para a LCI é basicamente onde o dinheiro será aplicado pelo banco ou financeira que emite o título.

O que é LCA?

Assim como a LCI, a LCA também é uma forma da instituição financeira fazer a captação de recursos, mas dessa vez, para financiar o setor do agronegócio.

A taxa de juros, ou a rentabilidade, será estipulada de acordo com o valor estabelecido pela instituição financeira escolhida, bem como o tempo de aplicação. Normalmente, quanto maior o capital e o tempo que permaneça aplicado, maior será o retorno pelo investimento.

A LCA também pode ser prefixada ou pós-fixada, ou ainda a mistura dos dois, o que chamamos de híbrido (prefixado + pós-fixado). Lembra do Tesouro Direto que rende uma taxa fixa + o IPCA? A ideia do híbrido é a mesma.

A LCA também é isenta de Imposto de Renda (IR), sendo outra ótima forma de investimento para pessoas físicas.

Passo a passo para investir em LCA

A aplicação mínima, geralmente, é de R$ 5 mil e o prazo mínimo para resgate é de 90 dias. Isso quer dizer que o seu dinheiro só poderá ser retirado após passar este período.

Com o valor disponível, o correto é escolher um banco ou corretora de confiança para investir com segurança e com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Vantagens

A LCA possui a vantagem de ser assegurada pelo FGC. Ela também é um investimento com baixíssimo risco e sua rentabilidade é bem atrativa. Também é isenta de Imposto de Renda e tem alíquota de IOF zerada.

Desvantagens

A LCA sofre o mesmo problema de liquidez que a LCI. Ela tem um tempo mínimo de carência de 90 dias, por isso, se você não tiver certeza que, de fato, não usará o capital investido nesse período, o melhor é optar por outra aplicação.

O processo de resgate antes do estipulado no acordo é burocrático e pode gerar dificuldades para a retirada, além de perdas.

Por isso, mesmo a taxa de rentabilidade da LCA sendo maior que a do Certificado de Depósito Bancário (CDB) – outro investimento em renda fixa que veremos a seguir -, se o investidor não tiver plena certeza de que não usará o capital no prazo mínimo determinado, o melhor é optar por outra aplicação.

Lembre-se:

LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)

– Emissor do título: instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central;
– Aquisição: a partir de R$ 5 mil;
– Operação de baixo risco;
– Baixa liquidez;
– Rendimento: prefixado, pós-fixado ou híbrido;
– Isento do Imposto de Renda;
– Possui garantia do FGC;
– Investimento para médio ou longo prazo.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é outro tipo de investimento muito interessante de renda fixa para você aplicar o seu dinheiro. 

O que é CDB?

Trata-se de uma forma de o banco fazer captação de recursos para suas próprias atividades de crédito. Sua rentabilidade normalmente é mais alta do que a da poupança e varia de acordo com o montante aplicado e com o tempo que ficará retido.

Vale ressaltar que o CDB sofre cobrança da taxa do Imposto de Renda regressivo, ou seja, quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro sem movimentação, menos IR terá que pagar.

As taxas de rendimento também variam entre as instituições financeiras e, geralmente, uma corretora como a Genial dará mais opções e, consequentemente, melhores oportunidades de escolha.

Os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Os últimos costumam ser vinculados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Passo a passo para investir em CDB

Assim como nos outros investimentos, o primeiro passo é procurar um banco ou uma corretora como a Genial Investimentos para obter mais informações sobre a aplicação.

Depois de achar o banco ou a corretora desejada, é a hora de decidir qual é o tipo de CDB que mais se encaixa ao seu perfil.

O investimento mínimo para o CDB dependerá diretamente do banco escolhido, mas, normalmente, é a partir de R$ 1 mil.

O tempo de aplicação também é bem variado. É possível encontrar CDBs com o prazo mínimo de 30 dias. Já o máximo é quase que indeterminado, pois varia de acordo com as condições de espera do investidor. Há aplicações no CDB, inclusive, que ultrapassam dez anos.

Normalmente, quanto maior o tempo, maior a rentabilidade.

Vantagens

A rentabilidade do CDB, em regra geral, é maior do que a da caderneta de poupança.

Assim como a LCI e a LCA, o CDB também está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), desde que o investimento seja de até R$ 250 mil.

Sobre o valor da rentabilidade é cobrado o Imposto de Renda regressivo, por isso, quanto mais tempo o seu dinheiro ficar aplicado, menor o valor do IR a ser pago.

Desvantagens

Uma das principais desvantagens do CDB é a incidência do imposto de renda. É importante salientar que essa cobrança incide sobre o rendimento e não sobre o montante aplicado.

A taxa de cobrança do IR pode variar entre 15% e 22,5% dependendo do tempo em que o dinheiro ficar aplicado.

Pode também ser cobrado o IOF se, por algum motivo, a aplicação durar menos de 30 dias. Mas é algo bem raro de acontecer neste tipo de investimento.

Para alguns investidores, outra desvantagem é o fato de o valor mínimo para aplicação ser considerado mais alto que o de outros investimentos.

Recapitulando;

CDB (Certificado de Depósito Bancário)

– Emissor do título: instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central;
– Aquisição: a partir de R$ 1 mil;
– Operação de baixo risco;
– Liquidez variável (pode ser diária ou com prazo determinado);
– Rendimento: prefixado, pós-fixado ou híbrido;
– Possui incidência de Imposto de Renda regressivo;
– Tem garantia do FGC;
– Investimento a médio prazo.

LC

Letra de Câmbio (LC) é um investimento emitido por sociedades de crédito, investimento e financiamento, popularmente conhecidas como financeiras. Ao contrário do que o nome pode sugerir, portanto, não tem nada a ver com operações envolvendo moeda estrangeira.

O que é LC?

A Letra de Câmbio (LC) um tipo de título de renda fixa privada da “família” do Certificado de Depósito Bancário (CDB), da (Letra de Crédito Imobiliário) LCI e da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) , títulos emitidos por bancos e cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Assim como os bancos emitem Certificado de Depósito Bancário CDB, as financeiras emitem LCs para captarem recursos junto a investidores e financiar suas atividades. Ou seja, quem compra uma Letra de Câmbio está emprestando dinheiro para a financeira emprestar para outras pessoas e empresas. Em troca, o investidor que adquiriu a LC recebe uma remuneração.

A rentabilidade costuma ser superior à do CDB de mesmo prazo porque as financeiras normalmente têm maior dificuldade de captação de recursos do que os bancos, mesmo os de médio porte, o que as obriga a oferecer remunerações maiores para atrair investidores.

A maioria das LC é pós-fixada, e paga 100% do CDI ou mais. Pode haver também LC prefixadas, que pagam uma taxa acordada no ato do investimento, sem correção por qualquer indexador.

Há, ainda, LC atrelada à inflação, expressa na forma de uma taxa prefixada mais a variação medida pelo IPCA.

Vantagens

Não há cobrança de taxas para o investimento, que tem cobertura do FGC. O valor para começar a investir é acessível às pessoas físicas. São investimentos considerados seguros.

Desvantagens

Há cobrança de Imposto de Renda (IR) regressivo. Para investir nesses papéis é recomendado casar a data de vencimento com a data em que se pretende usar os recursos. Isso porque as LC não podem ser resgatadas antes do vencimento.

Se o investidor precisar reaver os recursos investidos antes do vencimento, deverá vender a Letra de Câmbio no mercado secundário a outro investidor interessado. Nesse caso, a rentabilidade pode ser diferente da remuneração contratada. Esta só é garantida para quem leva o papel até o fim do prazo

Resumo:

LC (Letra de Câmbio)

– Emissor do título: financeiras;
– Aquisição: valores mais acessíveis;
– Operação de menor risco;
– Liquidez baixa;
– Rendimento: prefixado, pós-fixado ou híbrido;
– Cobrança de Imposto de Renda segue a tabela regressiva;- Possui garantia do FGC;
– Investimento de curto, médio e longo prazo.

Debêntures

Todos os investimentos que citamos até aqui têm ligação direta com o Governo ou com instituições financeiras. Mas também é possível comprar títulos de empresas de capital aberto que desejam financiar seus próprios projetos.

O que são Debêntures?

É uma espécie de aplicação de renda fixa em que você faz um “empréstimo” para uma empresa. Trata-se de uma estratégia interessante para diversificar a carteira de investimentos.

– Classificação

  • Com relação à emissão:

As debêntures podem ser diferenciadas com relação à emissão em “nominativa” ou “escritural”. No primeiro tipo, a empresa realiza o registro, o controle e a emissão do título em nome do investidor. No segundo modelo, que é o mais comum utilizado no mercado, uma instituição financeira autorizada realiza este trabalho.

  • Com relação à rentabilidade:

Outra forma de classificar as debêntures se refere ao rendimento. Vamos analisar:

  1. Simples: é o modelo mais comum no mercado. De posse do papel, o investidor resgata o valor na data de vencimento.
  2. Conversível: é possível resgatar o valor em dinheiro ou em ações da empresa emissora
  3. Permutável: o investidor pode escolher fazer o resgate em dinheiro, ações da empresa emissora ou papéis de outras empresas.
  • Com relação à garantia:

Também é possível classificar as debêntures conforme a garantia que  oferecem. A classificação de “perpétua” é quando não há uma data de vencimento estabelecida e a periodicidade de pagamento é definida entre o investidor e a empresa emissora.

Há, ainda, a “debênture participativa”, modelo no qual a empresa emissora oferece uma participação nos lucros ao investidor. Por fim, há as “dêbentures da operação de securitização”, em que os contratos financeiros de recebíveis são convertidos em títulos. Desta forma, são oferecidas garantias adicionais pela empresa emissora.

  • Com relação à incidência de Imposto de Renda (IR):

Como estamos vendo, existem vários tipos de debêntures, mas uma diferenciação importante está entre aquelas chamadas de “comuns” e as “incentivadas”. A primeira categoria segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, e começa com 22% sobre o rendimento, podendo chegar a 15% após um tempo.

Já as debêntures incentivadas, como o próprio nome já diz, recebem o “incentivo” de serem isentas de Imposto de Renda (IR). Elas são emitidas por empresas que usarão o recurso para a realização de obras de infraestrutura como rodovias, aeroportos e portos, por exemplo.

Todas as debêntures são regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), responsável por organizar e categorizar os ativos. A rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Passo a passo para investir em debêntures

A escolha de uma corretora de valores é o mais indicado para começar a investir em debêntures. Profissionais especializados poderão te orientar de forma mais específica sobre as vantagens e os riscos da operação. Um passo essencial para o investidor é conhecer o rating das empresas para saber o grau de risco que estará assumindo.

O rating é uma nota dada pelas agências de classificação de risco aos emissores de títulos. Esta avaliação é feita de acordo com o caixa da empresa, pois o risco para o investidor está exatamente na possibilidade dela não honrar com o pagamento.

Vantagens

As debêntures apresentam um universo muito diversificado de investimentos, logo, oferecem muitas possibilidades de escolha ao investidor. Além disso, a rentabilidade costuma ser mais alta quando comparada com outros títulos de renda fixa.

Os deveres e direitos do investidor e da empresa emissora são detalhados na escritura de uma debênture, o que torna todo o processo bastante claro e transparente. Outra vantagem é que as debêntures incentivadas estão isentas de Imposto de Renda (IR).

Desvantagens

O maior risco em relação aos outros investimentos em renda fixa é, sem dúvida, a principal desvantagem das debêntures. Mas é possível para o investidor minimizar a possibilidade de riscos, analisando o rating das empresas, conforme explicado anteriormente.

Este tipo de investimento não conta com o respaldo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Existem as debêntures com garantia real, que são aquelas protegidas por bens que integram o ativo da companhia. Eles não poderão ser negociados sem a aprovação dos debenturistas. E aquelas com garantia flutuante, que são as mais utilizadas no mercado. Apesar de assegurarem privilégio sob o ativo da empresa em caso de falência, não impede a negociação desses bens.

Outra dificuldade está relacionada ao resgate do dinheiro em espécie, já que não é um tipo de investimento com alta liquidez.

Debêntures

– Emissor do título: empresas de capital aberto;
– Aquisição: valores mais altos;
– Operação de maior risco;
– Liquidez baixa;
– Rendimento: prefixado, pós-fixado ou híbrido;
– Pode ter isenção de Imposto de Renda ou seguir a tabela regressiva;
– Não possui garantia do FGC;
– Investimento a médio e longo prazo.

CRI e CRA

Embora ainda um pouco desconhecidos, são títulos de renda fixa, geralmente de longo prazo, que estão começando a chamar a atenção no mercado financeiro. Também são emitidos por empresas.

O que são CRI e CRA?

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa que representam a promessa de um pagamento futuro em dinheiro. Quem investe em um desses papéis está adquirindo, na verdade, o fluxo de rendimentos de créditos concedidos para financiar projetos imobiliários ou do agronegócio.

Em outras palavras, o investidor está comprando o direito de receber os pagamentos de financiamentos nesses setores. Assim, terá direito a uma remuneração do emissor do título junto com o valor investido, periodicamente ou na data de vencimento do papel.

A empresa que inicialmente concedeu o crédito para o empreendimento imobiliário ou para a produção rural utiliza os certificados de recebíveis para antecipar seus recebimentos. Para isso, contrata uma companhia securitizadora, empresa especializada em “empacotar” esses créditos na forma de títulos de renda fixa.

A securitizadora, então, emite os CRI ou CRA, transmitindo aos investidores que os adquirirem o direito de receber daqueles mutuários. A empresa que concedeu o crédito inicialmente, por sua vez, recebe à vista. Para entender na prática como funcionam, vamos imaginar a situação a seguir.

Vamos supor que uma construtora precise de R$ 500 mil para a construção de um prédio. Este edifício terá dez apartamentos e cada um será vendido por R$ 100 mil. Como os compradores não têm como pagar o valor à vista do imóvel, então, vão todos assumir o compromisso de quitar as parcelas em dez anos.

A construtora, no entanto, não tem como esperar todo este tempo para conseguir o dinheiro e, por isso, precisa pedir ajuda de uma empresa que tenha investidores com recurso já em mãos para ajudá-la.

Essa empresa com investidores é chamada de securitizadora e reúne diversas pessoas interessadas em pagar uma quantidade alta de dinheiro em troca de recebimentos mensais. Esta troca seria a aquisição de título que, neste exemplo, é o CRI. Tratando-se do CRA, o funcionamento é exatamente o mesmo, mas voltado ao setor da agroindústria.

O CRI é lastreado em créditos imobiliários como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, contratos de aluguel de longo prazo, dentre outros. Já os CRA são lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais (ou suas cooperativas) e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.

Vantagens

O CRI e o CRA garantem isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas. Também são aplicações muito rentáveis, que podem ultrapassar o retorno financeiro das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Desvantagens

Esses papéis costumam ter prazos mais longos que os da renda fixa mais conservadora e não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio)
– Emissor: companhias securitizadoras;
– Aquisição: valores mais altos;
– Operação de maior risco;
– Liquidez baixa;
– Rendimento: prefixado, pós-fixado ou híbrido;
– Possuem isenção do Imposto de Renda;
– Não possuem garantia do FGC;
– Investimento de longo prazo.

Fundos de investimento de renda fixa

Bem diferentes das aplicações que abordamos até o momento neste e-book, os fundos de investimento são compostos por diferentes investidores em um mesmo negócio.

Embora não sejam tão falados como outras aplicações, os fundos de investimento são mais comuns no Brasil do que se pensa e têm vivido um processo de expansão em ritmo cada vez mais acelerado.

O que são os fundos de investimento em renda fixa?

Um tipo de fundo de investimento que mantém, pelo menos, 80% das aplicações em renda fixa, que podem ser títulos do Tesouro Direto, CDB, dentre outros.

Na prática, este tipo de investimento é formado por recursos de diversos investidores, que então são chamados de cotistas.

Os cotistas contratam um gestor ou uma corretora especializada para cuidar do dinheiro investido, sempre com o objetivo de obter ganhos a partir da aplicação.

Para você entender como funciona o fundo de investimento, imagine um condomínio de apartamentos residenciais. Neste prédio, cada morador é dono do seu apartamento e paga ao síndico para administrar e coordenar as diversas atividades relacionadas à manutenção e ao funcionamento diário do edifício.

Esta analogia serve para os fundos de investimento que, assim como todo condomínio, também possui um regulamento a ser cumprido de forma unificada por todos os cotistas.

Podem ser divididos em:

1) Fundo de curto prazo: consiste no investimento dos recursos em títulos federais e privados de renda fixa, tanto prefixado quanto pós-fixado, e tem esse nome por ser indicado para investidores que querem um retorno financeiro em até um ano.

2) Fundo de renda fixa simples: é caracterizado pelo investimento de, no mínimo, 80% do fundo em títulos públicos ou privados que têm sua taxa de juros calculada de acordo com a inflação, ou seja, que levem em conta o IPCA.

3) Fundo referenciado: é aquele em que a compra de título deve levar em conta a variação de um indicador de desempenho. O mais conhecido é o fundo referenciado DI, que acompanha a variação do CDI.

Disponibilizamos um e-book gratuito para você se aprofundar mais nos conhecimentos de Renda Fixa, tirar todas as suas dúvidas e estar pronto para começar a investir.

Passo a passo para investir:

Procure uma corretora de valores como a Genial Investimentos que poderá auxiliar no processo de escolha, assim como, na gestão do fundo mais compatível com o seu perfil.

Vantagens:

Uma das vantagens dos fundos de investimento em renda fixa é que o investimento inicial costuma ser baixo. Além disso, possuem uma gestão profissional e alta liquidez.

A diversificação é outro aspecto positivo, pois o fundo permite a aplicação em diferentes tipos de títulos de renda fixa.

Desvantagens

Vale ressaltar que para este tipo de investimento é cobrada uma taxa de administração e também há incidência de Imposto de Renda (IR). Os fundos de investimento em renda fixa não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fundos de investimentos em renda fixa

– Emissor: instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central;
– Aquisição: valores diversificados;
– Operação de risco moderado;
– Alta liquidez;
– Bom rendimento;
– Há incidência de Imposto de Renda;
– Não possuem garantia do FGC;
– Há cobrança de taxa de administração;
– Investimento de curto, médio ou longo prazo.

Como escolher o melhor investimento em renda fixa

Agora que você já conhece os principais investimentos em renda fixa, a decisão sobre como investir ficou mais próxima. Para escolher a aplicação ideal, não basta ter apenas informações sobre as operações, é muito importante saber sobre o investidor.

Neste sentido, você deve fazer uma análise sobre a sua vida em todos os aspectos financeiros. Avalie quanto ganha, gasta e o custo daquilo que deseja realizar a curto, médio e longo prazo. Trace metas para todos estes períodos.

A partir desta análise, você saberá qual é o dinheiro que terá disponível para investir e quanto será preciso de retorno financeiro em um determinado tempo. Também saberá avaliar o quanto poderá arriscar.

É assim que irá descobrir qual é o seu perfil de investidor, mesmo que você nunca tenha investido até agora. Existem três perfis:

  1. Conservador: prioriza a segurança e a liquidez do investimento. A rentabilidade fica em segundo plano.
  2. Moderado: embora dê importância à segurança, compreende que é preciso correr mais riscos a fim de aumentar o potencial de rentabilidade.
  3. Agressivo: vive um momento em que é permitido arriscar, por isso, dá prioridade à rentabilidade.

No entanto, isto não significa que o investidor só poderá optar, única e exclusivamente, por investimentos de um único perfil. Não é aconselhável que o investidor agressivo, por exemplo, busque somente investimentos de alto risco. O ideal é diversificar ao máximo as escolhas.

É importante investir em curto, médio e longo prazo, assim como, em aplicações conservadoras, moderadas e agressivas. Esta distribuição irá ocorrer conforme o seu perfil.

Em linhas gerais, os investimentos em renda fixa possuem perfil conservador e moderado. Na primeira categoria estão CDB com liquidez diária, fundos de renda fixa conservadora e alguns títulos públicos. Já na segunda, estão LCIs e LCAs, debêntures, títulos de renda fixa prefixados e atrelados à inflação, CRIs e CRAs.

Resumo:

Perfis de investidor:

– Conservador: prioriza segurança e liquidez.
Indicação de investimento: CDB com liquidez diária, fundos de renda fixa conservadora e alguns títulos públicos.

– Moderado: se importa com a segurança, mas aceita correr alguns riscos em busca de maior retorno financeiro.
Indicação de investimento: LCIs e LCAs, debêntures, títulos de renda fixa prefixados e atrelados à inflação, CRIs e CRAs.
– Agressivo: busca alta rentabilidade sem se importar com os riscos.
Indicação de investimento: renda variável.

Análise comparativa dos investimentos

Após conhecer as características dos investimentos, vemos que alguns parecem bastante similares, mas como saber em qual deles investir? Iremos agora fazer algumas comparações.

CDB x Tesouro Direto

Como são dois investimentos seguros, com liquidez que pode ser diária e incidência de Imposto de Renda (IR) regressivo fica a dúvida: qual oferece maior retorno financeiro?

A rentabilidade do CDB, geralmente, é dada por um percentual do CDI que, por sua vez, acompanha de perto a variação da Taxa Selic. Logo, quando o CDB rende 100% do CDI ele tem retorno financeiro igual ao do título público atrelado à Selic. Desta forma, concluímos que apenas aqueles com percentual acima de 100% do CDI são mais rentáveis.

LC x LCI

Como a LCI é isenta de Imposto de Renda (IR), a princípio, a primeira resposta que se passa à cabeça é que este é o tipo de investimento mais rentável. No entanto, a conta não é tão simples assim.

A primeira análise a ser feita é qual é o prazo para o investimento, uma vez que a LC possui cobrança do Imposto de Renda de forma regressiva, desta forma, quanto maior o tempo da aplicação, menor será a alíquota da cobrança.

Para investimentos de até seis meses, a alíquota cobrada será de 22,5%.Desta forma, o rendimento será 77,5% da taxa. No prazo acima de seis meses até um ano, o percentual cai para 20%, o que significa o retorno de 80% da taxa. Entre um e dois anos, será descontado 17,5%, logo, a rentabilidade será de 82,5% da taxa. Por fim, nos investimentos acima de dois anos, a cobrança será de 15%, e o retorno obtido, 85% da taxa.

Vamos imaginar a seguinte situação:

Você irá aplicar um dinheiro pelo prazo de oito meses e está em dúvida se investe em uma LC que rende 121% da taxa ou uma LCI, que tem rendimento de 93%.

Nesta hipótese, a LC tem desconto de 20% do Imposto de Renda. Por isso, você receberá apenas 80% do rendimento. Neste cálculo, temos que o rendimento líquido será de 96,8%. Este percentual é maior do que os 93% da LCI.

Também podemos criar outra situação:

O prazo para investimento é de apenas três meses, e a dúvida é se investe em uma LC com taxa de 107% ou em uma LCI de 84%.

Neste exemplo, o desconto da alíquota do imposto será de 22,5%. Logo, o rendimento líquido da LC será de 82,9%, percentual inferior ao da LCI.

Desta forma, sempre será preciso fazer os cálculos para comparar, pois haverá situações em que a LC poderá ser mais vantajosa que a LCI, mas o contrário também pode acontecer. Esta mesma analogia pode ser feita substituindo a LC pelo CDB. Ou, ainda, a LCI pela LCA.

Debênture de empresas com diferença no rating

No caso do investimento em debêntures, a análise do rating é uma forma de garantir maior segurança para a aplicação. Na prática é uma avaliação do risco que se corre da empresa emissora não cumprir com o pagamento.

O que são títulos high yield?

De acordo com a classificação das agências, os emissores de títulos que apresentam maior risco de inadimplência devem pagar mais caro para atrair os investidores à compra.

Quando esta classificação é BBB- ou Baa3, eles são intitulados high yield. Os que integram esta categoria possuem alto rendimento, mas são mais voláteis e, como foi dito, apresentam maior risco de não pagamento.

De olho no Imposto de Renda (IR)

Como mencionamos neste e-book, há investimentos que são isentos da cobrança do Imposto de Renda (IR). Isto é considerado uma vantagem, pois sabemos que não haverá desconto sobre o valor dos rendimentos.

Mas e com relação aqueles que fazem a cobrança? Neste caso, é preciso estar atento aos prazos e alíquotas correspondentes. O percentual descontado nas aplicações que seguem a tabela regressiva variam entre 15% e 22,5%. Confira a tabela:

Período do investimento Alíquota cobrada
Até 180 dias 22,5%
Entre 181 e 360 dias 20%
Entre 361 e 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Vamos relembrar quais são os impostos não tributáveis, que estão isentos do IR:

– LCI;
– LCA;
– Debêntures incentivadas;
– CRI;
– CRA.

Já as aplicações que sofrem incidência do IR são:

– Títulos públicos;
– CDB;
– LC;
– Debêntures que não são incentivadas;
– Fundos de Investimento.

Vale ressaltar que até mesmo os investimentos que não sofrem desconto devem ser informados na Declaração do IR. Para evitar erros, eles devem ser incluídos na área de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

A importância do FGC para o investidor

Nós citamos anteriormente o que é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas vamos aprofundar melhor neste tópico para que você entenda a importância dele para um investidor.

O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos que ajuda a manter o sistema financeiro brasileiro saudável, protegendo os clientes de bancos e os investidores em renda fixa.

Se você tem conta em banco, aplica na caderneta de poupança ou investe em produtos bancários, é este Fundo o responsável por proteger o seu dinheiro.

Caso a instituição financeira na qual você tem conta, poupança ou aplicações de renda fixa quebre, é o FGC que vai te ressarcir, dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação.

O recurso que mantém o FGC é oriundo de contribuições mensais feitas pelas próprias instituições financeiras associadas, entre outras fontes de receita. Ou seja, são os próprios participantes do sistema financeiro, como os bancos, que contribuem para manter o fundo.

Tipos de depósitos garantidos

São garantidos pelo FGC os seguintes tipos de depósitos e aplicações bancárias:

– Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;

– Depósitos em caderneta de poupança;

– Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, como Certificados de Depósito Bancário (CDB) e Recibos de Depósito Bancário (RDB);

– Depósitos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões, dentre outros;

– Letras de Câmbio (LC);

– Letras Imobiliárias (LI);

– Letras Hipotecárias (LH);

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI);

– Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);

– Operações compromissadas que tenham como objeto títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada.

Dessa lista, os produtos mais comumente voltados a pessoas físicas são os depósitos à vista, além de investimentos em caderneta de poupança, CDB e RDB, LCI e LCA.

Limite de garantia

O limite do ressarcimento feito pelo FGC é de R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira. Assim, se uma única pessoa tem, em um mesmo banco, conta-corrente, conta-poupança e CDB, por exemplo, a cobertura global dos três produtos será de R$ 250 mil.

Isso significa que se o total depositado nas três modalidades for de R$ 300 mil, por exemplo, essa pessoa receberá de volta apenas R$ 250 mil, em caso de quebra do banco.

Os R$ 50 mil restantes só serão pagos se o banco conseguir quitar, mas não há qualquer garantia.

Caso a conta seja conjunta, o limite de R$ 250 mil é válido para a conta, e não por CPF. Assim, se uma conta tem dois titulares, cada titular terá direito a um ressarcimento máximo de R$ 125 mil.

Diante destas informações fica claro que os investimentos que possuem cobertura do FGC apresentam maior segurança ao investidor. Trata-se de um respaldo muito importante e que interfere diretamente na escolha de qual aplicação a ser feita.

E a caderneta de poupança?

A caderneta de poupança ainda é a aplicação mais conhecida entre os brasileiros. Mas isto não significa que ela seja a melhor opção para fazer o dinheiro render. Vamos compreender como funciona a poupança e compreender as diferenças em relação aos investimentos em renda fixa.

Desde o dia 4 de maio de 2012 ficou instituído um novo modelo para o rendimento da poupança. Este modelo define que a caderneta acompanhe diretamente a taxa básica de juros da economia, a Selic, e a Taxa Referencial, que é, basicamente, nula.

Quando a taxa básica de juros (Selic) está baixa, até 8,5% ao ano, a poupança paga 70% da Selic + a Taxa Referencial (TR). Para um patamar de juro mais alto, acima de 8,5% ao ano, a remuneração é de 0,5% ao mês + a TR.

Investir em uma aplicação que está próxima ou abaixo da inflação não é uma boa estratégia. Além disso, o rendimento da poupança só tem liquidez mensal. Você pode até retirar o dinheiro antes, mas terá rentabilidade zero se não respeitar o aniversário da aplicação.

A vantagem da poupança é que não há nenhuma cobrança extra de taxas de administração nem qualquer tributação. A cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é outro aspecto positivo.

Como já dissemos anteriormente, os investimentos em renda fixa se caracterizam como a compra de títulos, transação que neste caso já é possível estabelecer o retorno financeiro, total ou parcial, que será alcançado. Na prática, você “empresta” dinheiro para o Governo, o banco, a financeira ou a empresa e recebe o rendimento deste valor.

Sobre a Genial Investimentos

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A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, por meio de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

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