Conteúdo atualizado em 26 de outubro de 2022 às 21:35 por Genial Investimentos.

A renda fixa traz diversas oportunidades para quem busca segurança e uma rentabilidade previsível. Apesar de muitos títulos terem um retorno limitado, existem raras aplicações que oferecem um potencial maior de ganhos. É o caso do certificado de depósito bancário (CDB), que pode rende mais que 200% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Com esse título, você pode obter resultados interessantes para uma parte do seu patrimônio e aproveitar outras vantagens. Por isso, vale a pena saber como essa alternativa funciona e como você pode aproveitá-la.

Quer descobrir tudo sobre o CDB que rende mais de 200% do CDI? Continue a leitura e veja o artigo que nosso time, da Genial Investimentos, preparou sobre essa oportunidade.

Confira!

O que é e como funciona um CDB?

O certificado de depósito bancário ou CDB é um investimento de renda fixa. Portanto, ele é um título de dívida que funciona como um empréstimo.

Na prática, o CDB é emitido por bancos e outras instituições financeiras que desejam captar recursos para utilizá-los em suas operações — como ao ofertar crédito aos clientes. Em troca, quem investe recebe uma rentabilidade sobre o montante inicialmente investido.

A taxa de juros ou a forma como será calculado o retorno é definida previamente, assim como a data de vencimento do título. Contudo, existem outras características sobre essa aplicação que você precisa conhecer — e elas serão apresentadas nos próximos tópicos.

Saiba Mais: O que é CDB (Certificado de Depósito Bancário)? Entenda!

Qual a rentabilidade do CDB?

Como você viu, o CDB é um investimento de renda fixa, o que faz com que ele tenha condições previamente conhecidas de rentabilidade. Nesse aspecto, o retorno pode ser de três tipos principais: prefixado, pós-fixado ou híbrido.

A seguir, veja como cada tipo de rentabilidade funciona!

Prefixada

A rentabilidade prefixada de um CDB envolve uma taxa fixa, conhecida antes da realização do investimento. Se o título for levado até o vencimento, ele renderá exatamente essa taxa ao ano.

É o caso, por exemplo, de um CDB que rende 10% ao ano. Se ele tiver o prazo de 12 meses, você sabe que, no vencimento, você receberá o montante investido mais 10% do valor bruto — antes do desconto de impostos.

Pós-fixada

Já a rentabilidade pós-fixada acompanha um indicador de referência. No caso do CDB, o mais comum é que o retorno seja atrelado a um percentual do CDI. Esse indicador também é conhecido como taxa DI e representa o custo médio das operações diárias de empréstimo entre as instituições financeiras.

Em geral, o CDI fica pouco abaixo da Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Porém, a rentabilidade do CDB pode superar a Selic se o rendimento for superior a 100% do CDI, por exemplo.

Para entender essa rentabilidade, considere um CDB com retorno de 90% do CDI. Nesse caso, significa que o retorno dele será equivalente a 90% da performance do CDI no período.

Se o retorno definido for de 105% do CDI, por outro lado, a performance superará o desempenho do CDI no período, oferecendo um retorno ainda maior.

Híbrida

No caso de uma rentabilidade híbrida, o desempenho depende de uma taxa prefixada mais a variação de um índice. No mercado financeiro brasileiro, é comum que aplicações híbridas rendam uma taxa fixa mais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como o IPCA é a medida oficial de inflação, levar o título híbrido até o vencimento permite obter um rendimento acima da inflação. Assim, você pode proteger sua carteira de investimentos do avanço dos preços, garantindo uma rentabilidade real positiva.

PrefixadosPós-fixadosHíbridos
Rendem com base em uma taxa de juros fixa, definida antes do investimento; 
Têm rendimento atrelado a um indicador do mercado, como uma porcentagem do certificado de depósitos interbancários (CDI)
Parte do rendimento é prefixado e a outra parte acompanha um indicador. É comum encontrar CDBs atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 
Tipos de CDBs

Quais são as outras características de um CDB?

Até aqui, você viu como é a rentabilidade do CDB e qual pode ser a relação com indicadores do mercado, como o CDI. Além desse ponto, é interessante conhecer outras características relevantes sobre esse investimento. Assim, há como entender melhor como funciona o aporte financeiro.

Continue a leitura e conheça as características do CDB que vão além de seu rendimento!

1. Liquidez

A liquidez de um investimento corresponde à facilidade com a qual é possível convertê-lo em dinheiro. No caso dos CDBs, você encontrará alternativas com diferentes condições de liquidez.

Existem, por exemplo, os CDBs com liquidez diária, os quais permitem o resgate dos investimentos a qualquer dia — observando apenas os horários de funcionamento das instituições.

Também há CDBs com resgate apenas no vencimento. Aqui, caso você queira se desfazer dele, é necessário negociar no mercado secundário. Nesse caso, há exposição à marcação a mercado, o que pode afetar o valor recebido — inclusive gerando perdas.

Como a liquidez pode interferir nos riscos do seu investimento, vale a pena conhecer essa característica antes de fazer a aplicação.

2. Prazo

Assim como acontece com a rentabilidade e com as condições de liquidez, o prazo dos CDBs pode variar entre os diferentes tipos de títulos. Você pode encontrar alternativas voltadas ao curto prazo, como aquelas que têm vencimento abaixo de um ano.

Também é possível identificar oportunidades de médio prazo (com vencimento de 1 a 5 anos) e de longo prazo (acima de 5 anos). Assim, é possível encontrar aplicações que contemplam diferentes estratégias e necessidades dos investidores.

3. Segurança

Já em relação à segurança, é importante avaliar quais são os riscos oferecidos por um CDB. Em primeiro lugar, por ser um investimento de renda fixa, ele oferece mais proteção que ativos de renda variável, por exemplo. Isso acontece pela previsibilidade em relação aos ganhos.

Ao mesmo tempo, o principal risco dessa aplicação é o de crédito. Ele representa a probabilidade de o emissor não fazer o pagamento da rentabilidade nas condições acordadas. Logo, o risco de crédito mede as chances de um calote ocorrer.

Porém, existe um mecanismo que ajuda a reduzir esse risco para o CDB: a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Essa é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivos pagar os investidores, caso a instituição emissora de um título protegido não consiga fazê-lo. Se o banco emissor do CDB falir, por exemplo, o FGC atuará para pagar os investidores. Com isso, há mais proteção.

Entretanto, saiba que a cobertura do FGC é limitada. Ela é de R$ 250 mil por instituição e por CPF ou CNPJ e tem um limite global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

4. Tributação

Sobre o pagamento de impostos, o CDB é um investimento tributável pelo Imposto de Renda (IR). Nesse caso, a alíquota depende do período de aplicação do investimento, de acordo com a tabela regressiva de IR.

Fundos de longo prazo e aplicações de renda fixa, em geral:

Período da aplicaçãoAlíquota do IR
até 180 dias22,5%
de 181 a 360 dias20%
de 361 a 720 dias17,5%
720 dias em diante15%
Fonte: Receita Federal – IRPF (Imposto sobre a renda das pessoas físicas)

Fundos de curto prazo:

Período da aplicaçãoAlíquota do IR
até 180 dias22,5%
acima de 180 dias20%
Fonte: Receita Federal – IRPF (Imposto sobre a renda das pessoas físicas)

Outras aplicações:

AplicaçõesAlíquota do IR
Fundos de ações15%
Aplicações em renda variável0,005%
Fonte: Receita Federal – IRPF (Imposto sobre a renda das pessoas físicas)

Remessas ao exterior: 25% (rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, aposentadoria, pensão por morte ou invalidez e os da prestação de serviços, pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a não residentes) e 15% (demais rendimentos de fontes situadas no Brasil);

Outros rendimentos: 30% (prêmios e sorteios em dinheiro), 20% (prêmios e sorteios sob a forma de bens e serviços), 1,5% (serviços de propaganda) e 1,5% (remuneração de serviços profissionais).

Além disso, pode haver a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Porém, esse tributo incide apenas nos 30 primeiros dias, de maneira regressiva. Após esse período, o IOF é zerado.

Existe um CDB que renda mais que 200% do CDI?

Agora você já compreende como é o funcionamento geral do CDB. Portanto, é o momento de considerar condições específicas que podem tornar esse investimento mais atraente — e uma delas envolve a rentabilidade.

No caso do CDB pós-fixado, você viu que o rendimento depende de uma porcentagem do CDI — e é comum que esse desempenho seja limitado. Em boa parte dos casos, você encontrará CDBs que não superam 100% do CDI, por exemplo.

Porém, essa não é uma regra definitiva. Embora não seja comum, em algumas situações é possível encontrar um CDB com maior rendimento.

É o caso do CDB da Genial Investimentos, que já ofereceu um rendimento superior a 200% do CDI. Dessa forma, você poderia aproveitar as características dessa aplicação com um rendimento que não é encontrado facilmente em outras instituições ou com outros emissores.

Quais as vantagens de escolher um bom CDB para sua carteira?

Após conhecer o funcionamento geral do CDB, é preciso saber quais podem ser as vantagens de fazer esse tipo de investimento. Um dos destaques é a segurança da aplicação. Por ser um título de renda fixa, o CDB tem condições conhecidas de retorno e mais previsibilidade.

Também há o fato de o CDB ser protegido pelo FGC, o que diminui o risco de crédito. Além disso, realizar esse investimento é bastante simples. Logo, mesmo investidores iniciantes podem aproveitar o potencial que ele oferece.

Outro benefício é que o CDB se encaixa em diferentes perfis de investidor e estratégias de investimentos. Ele serve para atender à busca por segurança de um investidor conservador, por exemplo.

Ao mesmo tempo, o título pode ser útil para um investidor moderado ou arrojado que deseje ter mais segurança na carteira ou que queira investir a reserva de emergência.

Entenda: O que são Investimentos conservadores, moderados e arrojados?

Afinal, o investimento em CDB vale a pena?

Considerando as vantagens do CDB, você tem mais informações para avaliar se é interessante realizar esse tipo de aplicação. Como ele é de renda fixa e oferece alta segurança, você já conferiu que ele pode se adequar à estratégia de investidores com qualquer perfil.

O que você precisa observar, então, é o seu objetivo com esse tipo de investimento. Se quiser um rendimento acima da rentabilidade limitada da poupança, por exemplo, essa é uma alternativa tão segura quanto a caderneta.

Portanto, você deve fazer uma análise geral para saber se essa alternativa faz sentido para a sua realidade. A partir disso, será possível definir se vale a pena realizar o investimento e ter o CDB na carteira.

Com essa alternativa, será possível obter diversas vantagens para o seu patrimônio e ainda contar com toda a estrutura da nossa corretora para realizar outras operações. Quer fazer seu dinheiro render? Abra sua conta na Genial Investimentos para ter a chance de aproveitar essa alternativa!

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