Pensar na aposentadoria é uma maneira de transformar em realidade o sonho de ter uma vida tranquila no futuro. É natural que as pessoas tenham desejos como o de construir um grande patrimônio ou apenas de conquistar pleno bem-estar no longo prazo.

Seja qual for o seu interesse, o fato é que dificilmente você terá um estilo de vida compatível com o que idealiza sem se planejar para tal. Sendo assim, nada mais conveniente do que refletir sobre os investimentos para a aposentadoria disponíveis no mercado. 

É fundamental entender quais deles permitem que você conquiste seu sonho e de que forma isso pode ser feito. Ficou interessado? Então confira o conteúdo e comece a se preparar para o seu futuro.

Por que é importante pensar em aposentadoria?

O trabalhador brasileiro com carteira assinada ou aquele que, mesmo trabalhando informalmente, contribui com a previdência social, tem direito a uma renda para quando já não puder mais trabalhar. O sistema público é tradicionalmente a principal fonte de renda de muitos brasileiros em uma fase mais avançada de sua vida.

A previdência pública, que também protege o trabalhador em casos como invalidez, doenças, entre outros, funciona da seguinte forma: a cada mês, do salário recebido é descontado um valor pela previdência social de acordo com a remuneração do contribuinte. 

A questão é que o dinheiro do contribuinte não é guardado para que seja resgatado por ele mesmo no momento propício. Esse dinheiro serve para custear a aposentadoria de trabalhadores que já fizeram a sua contribuição no passado. É aí que surge o problema: hoje, em números aproximados, somos 200 milhões de brasileiros, mas a quantidade de trabalhadores que contribuem com a Previdência Social (formais e informais), não ultrapassa a casa dos 60 milhões.

Com o tempo, a tendência é que a população idosa aumente e o sistema se torne inviável. O governo brasileiro garante a aposentadoria dos cidadãos, mas o fato é que, com o avanço da tecnologia e as melhoras em termos de qualidade de vida das pessoas, principalmente, acima de 60 anos, ficará cada vez mais difícil garantir esse benefício mantendo os moldes atuais. 

Por isso,  talvez seja a hora de pensar em alternativas mais vantajosas para assegurar os seus interesses, já que a Previdência brasileira está em vias de ruir, caso questões como a reforma da Previdência não saiam do papel.

A previdência privada: vantagens e desvantagens

Quando se fala em alternativas à Previdência Social, a previdência privada costuma ser a primeira opção. Trata-se de uma oferta criada não pelo governo, mas sim por seguradoras e disponibilizada por bancos e corretoras.

O investimento é oferecido em diferentes modalidades, como o PGBL e VGBL, e pode ser uma boa alternativa para quem não quer depender somente da  previdência pública e possui objetivos de longo prazo. No caso do VGBL, o produto serve de apoio ao planejamento sucessório, pois garante que, em caso de falecimento, os recursos sejam liberados aos herdeiros com agilidade, sem a necessidade de aguardar partilha visto que o ativo não compõe o inventário. 

Destinado a quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, o PGBL permite abater até 12% da renda bruta tributável anual. 

Por meio da previdência privada, você  transfere à instituição financeira a responsabilidade de administrar o seu dinheiro ao longo dos anos para garantir que, no tempo certo, você tenha uma quantia segura.

Outra vantagem é o fato de ser um dos investimentos mais compatíveis com as características de quem está pensando no futuro. Porém, apesar de ser uma opção extremamente interessante para a aposentadoria, não é a única. 

No entanto, para quem busca alta rentabilidade na aposentadoria, a previdência privada não é a melhor opção em função do baixo rendimento.   Outro ponto negativo é o fato de não ser você quem define a maneira como seu dinheiro será investido, mas sim, uma empresa privada, que tem seus interesses próprios. Isso significa que, se  a sua escolha não for bastante criteriosa, corre-se o risco de aderir a um plano que não atenda plenamente às suas necessidades.

Renda Fixa ou variável: o que é melhor para o futuro?

Além da previdência privada, podemos pensar em outros tipos de investimentos para aposentadoria: os de Renda Fixa e os de Renda Variável.  Nos produtos Renda Fixa, você sabe como será remunerado já no ato da aplicação, pois os índices são pré-estabelecidos. 

Nos de Renda Variável acontece o contrário: ao aplicar o seu dinheiro, não é possível prever o percentual de rentabilidade exata, muito menos o montante que receberá como retorno. Isso porque o rendimento está atrelado às flutuações do mercado, o que implica na possibilidade de também ocorrerem perdas. 

Entre os investimentos de renda fixa mais populares para aposentadoria está o Tesouro Direto, que permite ao investidor escolher entre títulos prefixados ou pós-fixados. Há também as Letras de Crédito (LCs) e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), alguns dos investimentos mais interessantes do mercado para quem pensa na aposentadoria.

Quando falamos em Renda Variável, estamos nos referindo ao mercado de câmbio, ouro, derivativos e, em especial, o de ações, o tipo de investimento mais conhecido da categoria. Quando você compra uma ação de uma empresa, vira acionista dela e passa a ter direito a parte de seus lucros.

Na prática, comparando as duas modalidades, pode-se dizer que a Renda Fixa é mais segura e por isso tende a trazer rentabilidade mais baixa, enquanto as aplicações de Renda Variável oferecem maiores riscos, mas tendem a trazer rendimentos superiores.

A escolha entre as opções depende muito do seu perfil de investidor. Vale lembrar que é possível investir em ambas ao mesmo tempo, caso haja o desejo de diversificar a carteira de investimentos, o que é, aliás, altamente recomendável. 

Os títulos atrelados à inflação

Quando falamos em inflação, precisamos pensar no IPCA, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. No mercado financeiro, existem aplicações que apresentam rentabilidade atrelada a esse índice. 

Esses investimentos valem a pena para aposentadoria? Depende do momento. Em tempos de alta da inflação, ter esse índice como critério pode significar uma lucratividade excelente, mas é preciso pensar que existem períodos em que o índice não será alto. É preciso avaliar com cuidado e considerar a conjuntura econômica do país.

Alguns exemplos de investimentos que apresentam esse comportamento são os Tesouro – IPCA+, as Letras de Crédito e os Fundos Imobiliários.

Qual título escolher?

Como visto, tudo depende do seu perfil e de seus objetivos. Soluções de Renda Fixa e Variável não foram criadas com o objetivo específico de aposentadoria, mas como vimos, podem ser satisfatoriamente utilizados para esse fim. 

A previdência privada, apesar de ter sido concebida para essa finalidade, possui algumas  desvantagens na comparação com os outros produtos de investimento citados, conforme listamos.

A questão da rentabilidade deve ser analisada com cuidado. Como as opções de investimento tanto em Renda Fixa quanto em Variável são muitas, é possível atingir uma rentabilidade maior do que os planos de previdência privada oferecem. Por isso é extremamente importante pesquisar a fundo cada uma das opções disponíveis e fugir das altas taxas de administração.   

Enfim, pensar em investimentos para aposentadoria é o caminho para começar a garantir seu futuro confortável. Confira também como escolher a corretora certa para ajudar você a investir. Abra sua conta na Genial Investimentos e não tenha mais dúvidas!

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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