Alguns tipos de fundos de investimento imobiliário (FII) geram renda a seus cotistas. Em outras palavras, eles pagam rendimentos periódicos, uma espécie de salário. Assim, investidores que já amealharam um bom patrimônio podem aplicar seus recursos em fundos imobiliários e literalmente viver de FII, de forma semelhante aos investidores que vivem do aluguel de imóveis.

Os fundos imobiliários que geram renda de forma consistente e periódica em geral são aqueles que alugam os imóveis da sua carteira ou que investem em papéis de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário.

Eles podem pagar rendimentos mensais, por exemplo, diretamente na conta dos cotistas. É como se o próprio investidor tivesse um imóvel e o alugasse, recebendo todo mês esse rendimento do inquilino.

Mas, no caso do fundo imobiliário, o investidor é dono de uma pequena parte de uma carteira de imóveis e recebe uma parcela proporcional dos aluguéis.


Viver de FII tem diversas vantagens em relação a viver de imóveis. Para começar, esses rendimentos periódicos geralmente são isentos de imposto de renda para os cotistas, enquanto que o aluguel direto de imóveis é tributado.

Basta que o fundo imobiliário tenha cotas negociadas em bolsa ou mercado de balcão organizado; tenha, no mínimo, 50 cotistas; e que o cotista beneficiado com a isenção não seja dono de mais de 10% das cotas do fundo.

Além disso, os fundos imobiliários são muito mais acessíveis: é possível investir em uma carteira diversificada de imóveis de alto padrão, alugados para inquilinos de grande porte, escolhidos a dedo por um gestor profissional e sem a burocracia e a dor de cabeça do investimento direto em imóveis. Melhor ainda: com a possibilidade de o risco ser pulverizado entre diversos imóveis e/ou inquilinos.

Compare o investimento em FII com o investimento em imóveis e saiba por que investir em FII é um investimento imobiliário melhor que comprar imóveis.

Viver em FII requer foco na renda, e não valorização

O investidor que deseja fazer seu patrimônio crescer deve investir em aplicações com potencial de valorização.

Mas aqueles que já têm certo patrimônio e desejam fazer seu dinheiro trabalhar para si devem buscar investimentos capazes de gerar renda. Essas aplicações geram rendimentos periódicos, que podem ser reinvestidos ou utilizados para outros fins.

É possível, inclusive, combinar as duas estratégias, acrescentando à carteira tanto investimentos com potencial de valorização quanto aplicações que geram renda.

Alguns investimentos, como os FII, podem ser usados para as duas finalidades. Há duas formas de lucrar com fundos imobiliários: recebendo os rendimentos distribuídos pelo fundo ou por meio da valorização das cotas. Saiba mais sobre como ganhar dinheiro com fundos imobiliários.

Em geral, focar na renda é uma forma mais conservadora de investir do que focar na valorização. É o caso de quem investe em ações para receber os dividendos, em títulos públicos atrelados à inflação para receber os juros semestrais ou em fundos imobiliários para receber os rendimentos isentos de IR. Assim, quem deseja viver de FII deve focar na renda que o investimento é capaz de gerar.

Investidores voltados para a geração de renda têm visão de longo prazo, se importando menos com as oscilações diárias dos preços dos ativos do que com o retorno percentual que são capazes de obter ao comprar aqueles ativos. Sua intenção, inicialmente, não é se desfazer do ativo, mas sim mantê-lo na carteira gerando renda.

Além disso, no longo prazo, a tendência é que os ativos se valorizem ou, se tiverem prazo definido, que eles simplesmente vençam ou encerrem suas atividades.

Como avaliar a rentabilidade para viver de FII

Para saber se os rendimentos pagos pelos fundos imobiliários são interessantes, é importante comparar o preço de aquisição da cota do fundo com o rendimento prometido.

Quando você compra um imóvel para alugar, você compara o valor que conseguiria cobrar de aluguel com o preço do imóvel e verifica se o aluguel representa um percentual satisfatório do preço do imóvel.

Por exemplo, se o imóvel custa 300 mil reais e você acha que consegue cobrar um aluguel de 3 mil reais por mês, isso significa que a rentabilidade desse investimento é de 1% ao mês. Isso acima da inflação, pois os contratos de aluguel costumam ser corrigidos anualmente por um índice de preços, geralmente o IGP-M.

Para saber se o investimento é atrativo, convém compará-lo com a rentabilidade de aplicações conservadoras, notadamente os títulos do Tesouro atrelados à inflação (Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), por também terem correção por índice de preços.

O mesmo raciocínio se aplica à rentabilidade dos fundos imobiliários. Veja como avaliar quais são os FII mais rentáveis e saiba escolher os melhores fundos imobiliários.

Note que essa análise é conservadora, pois considera apenas os rendimentos do FII em relação ao valor que o investidor pretende aplicar. Ganhos com uma eventual valorização das cotas não estão sendo considerados aqui.

Ficou interessado em viver de FII? Então entenda melhor as especificidades desse investimento nos nossos artigos Fundo imobiliário: como funcionacomo investir em fundos imobiliários!

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