Para ter um orçamento familiar saudável, é fundamental que todos os membros da família sejam incluídos no planejamento financeiro.

A primeira coisa que você deve ter em mente é que famílias não têm só sonhos individuais. Mesmo que seja só o casal, os sonhos conjuntos também devem ser considerados.

Também as despesas passam a ser coletivas. Agora, mais pessoas consomem luz, água, telefone, gás, alimentos, roupas e assim por diante. E do mesmo jeito que todos geram despesas, todos podem contribuir para a realização dos sonhos em família.

Conversas mensais com o parceiro

Conversar sobre dinheiro com o cônjuge ou companheiro é o primeiro passo. Ainda que os dois mantenham contas separadas e tenham diferenças salariais, o planejamento financeiro da família deve ser feito em conjunto.

O ideal é que o casal mantenha conversas periódicas, de preferência mensais. Nessas ocasiões, devem alinhar despesas e receitas correntes e extraordinárias, discutir eventuais renegociações de dívidas, acompanhar a poupança para a realização dos sonhos da família ou o pagamento de empréstimos e financiamentos.

A discussão acerca da alocação dos investimentos, bem como eventuais mudanças na carteira, pode ser feita com frequência mensal, trimestral, semestral ou anual.

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Sonhos da família e planos B

Ao menos uma vez por ano, o casal deve sentar para conversar sobre assuntos que não precisem ser discutidos com tanta frequência.

É o caso dos objetivos financeiros da família. É preciso pôr no papel os novos sonhos que surgiram, estimar quanto eles vão custar, quanto poderá ser poupado por mês para alcançá-los, quanto será preciso economizar para chegar lá, e assim por diante.

Planos de contingência também podem ser abordados nessas ocasiões. Discuta a necessidade de seguros e o que aconteceria caso um dos dois viesse a falecer ou ficar inválido. Avalie se a reserva de emergência seria suficiente para essas situações.

Assim como boa parte das pessoas aproveita uma parte das férias para ir ao médico, você e seu parceiro podem tirar os primeiros dias do período de descanso para discutir os sonhos da família e os assuntos mais “chatos”.

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Nada de segredos e traições financeiras

O mais importante, como você deve ter percebido, é ter em mente que segredos não valem. Se você quer realmente ter uma vida financeira saudável em família, não pode haver traições financeiras.

Em outras palavras, nada de esconder quanto ganha, quanto dinheiro tem guardado, as eventuais dívidas ou hábitos de consumo pouco saudáveis. O diálogo é essencial.

Às vezes, apenas um dos parceiros é dado às finanças. O outro prefere delegar a ele todas as decisões financeiras. Segundo especialistas, isso não é muito recomendado.

Se esta for a configuração familiar, aquele que for mais afeito a lidar com dinheiro deve ao menos informar o outro sobre a situação financeira familiar e o andamento das coisas.

Assim, aquele que não contribuir para as decisões estará, ao menos, informado e apto a contribuir quando necessário.

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Baques financeiros

Situações que possam trazer grande impacto financeiro negativo nunca devem ser escondidas da família. Casos como a demissão de um provedor ou uma doença grave devem ser discutidas com todos, incluindo os filhos.

Você não precisa dar explicações detalhadas para filhos pequenos. Mas é fundamental informar, por exemplo, que “papai perdeu o emprego e, por isso, vamos precisar cortar algumas despesas daqui para frente”.

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Incluir os filhos nas conversas é importante

Os filhos não precisam participar de todas as conversas sobre finanças. Entretanto, devem estar a par das estratégias da família para economizar, poupar e pagar dívidas, além de ajudar a estabelecer os objetivos financeiros familiares.

É fundamental ouvir os filhos na hora de projetar os sonhos da família e incentivá-los a contribuir para realizá-los. Eles podem economizar nas despesas da casa e até gerar renda para ajudar na poupança – vendendo bolo ou bijuterias na escola, por exemplo.

Um objetivo bem definido e que os motive – como uma viagem em família para a Disney – pode engajar crianças e adolescentes em atitudes que contribuirão para a saúde do bolso deles no futuro.

Quando for preciso cortar despesas, os filhos também devem ser incluídos. Não adianta fazer um planejamento financeiro baseado em cortes de gastos se os filhos continuarem consumindo da mesma maneira.

E a conversa é fundamental para fazê-los entender as reais necessidades da família. Não é preciso entrar em detalhes quanto a números, mas os filhos devem saber se as coisas vão bem ou mal.

O que você pode não contar aos filhos ao falar de dinheiro

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