Se você tem dinheiro investido, pense duas vezes antes de contrair uma dívida. E isso vale não só para empréstimos e financiamentos tradicionais. Vale também – e principalmente – para as linhas de crédito automáticas e mais caras: o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.

Muita gente não quer mexer nas aplicações financeiras e prefere pagar juros em uma dívida. Essas pessoas financiam bens, compram parcelado mesmo quando há desconto à vista e chegam a entrar no vermelho.

Essa estratégia tem um efeito psicológico, pois a pessoa sente que não está se “descapitalizando”, deixando seu dinheiro ir embora todo de uma vez, mas é quase sempre desvantajosa financeiramente.

A rentabilidade das aplicações financeiras para as pessoas físicas, principalmente as mais conservadoras, costuma ser bem menor do que os juros pagos em empréstimos e financiamentos.

Quando você se endivida, quase sempre vale mais a pena sacar a aplicação financeira e cobrir o débito. Só é vantajoso permanecer com dinheiro investido e se endividar quando ocorre o contrário. Isto é, se o juro da dívida for mais baixo que a rentabilidade dos investimentos.

Se a dívida for cheque especial ou rotativo do cartão de crédito, as duas linhas de crédito mais caras do país, muito provavelmente resgatar as aplicações financeiras para voltar ao azul será mais interessante do que mantê-las intocadas.

Se for outra linha de crédito, com juros mais baixos, como empréstimo consignado ou financiamento imobiliário, o resgate dos investimentos pode ou não ser vantajoso.

Dependendo do relacionamento do devedor com o banco, é possível que os juros dessas linhas de crédito sejam inferiores aos de certas aplicações financeiras. É bom comparar antes de decidir resgatá-las.

Compras parceladas

Finalmente, nas compras parceladas “sem juros”, o parcelamento sempre será vantajoso se não for possível obter um desconto à vista.

Nesse caso, o comprador pode pagar aos poucos enquanto deixa seu dinheiro rendendo por mais tempo, em vez de mandá-lo embora de uma só vez no pagamento à vista.

O desconto para pagamento à vista deveria estar sempre disponível, pois não existe parcelamento realmente sem juros. Estes estão sempre embutidos. Mas, na prática, sabemos que não é isso que ocorre.

Porém, se der para conseguir um desconto, o pagamento à vista pode ser mais vantajoso que o parcelamento.

Neste post, você pode aprender a fazer uma continha simples para descobrir quando o desconto à vista vale a pena e quando ele é insuficiente, sendo mais vantajoso parcelar.

Não despreze o fator psicológico

Contudo, o fator psicológico não deve ser totalmente desprezado em nome da eficiência financeira. Afinal, o emocional tem um papel fundamental na tomada de decisões, e nas finanças pessoais não é diferente.

Se você acha que não vai conseguir repor sua poupança caso venha a gastá-la, talvez seja melhor mantê-la, mesmo contraindo dívidas. Principalmente se esse dinheiro estiver guardado para um objetivo como pagar a faculdade dos seus filhos.

Nesse caso, você terá que avaliar a gravidade da situação, o que pode ser feito para minimizá-la, e quão difícil seria repor as reservas caso você decidisse gastá-las.

Você está pagando as prestações em dia ou está inadimplente? Se estiver inadimplente, pode ter algum serviço essencial cortado por conta disso?

Os juros da sua dívida são exorbitantes, ou apenas um pouco maiores que o rendimento das suas aplicações? Se forem muito altos, dá para renegociar ou trocar a linha de crédito por uma mais barata?

Financiamentos longos e de juros baixos – ainda que mais altos que os das aplicações financeiras – podem suscitar dúvidas nesse sentido.

É o caso do financiamento imobiliário. Adiantar o pagamento do financiamento, deixando de pagar juros, é interessante para fazer o prazo da dívida cair drasticamente. Mas será que é uma boa usar todas as economias para amortizar o máximo possível?

Como imóveis têm baixa liquidez e emergências sempre podem acontecer, talvez não seja uma boa ideia usar todas as reservas para amortizar o financiamento.

Vender um imóvel às pressas pode ser difícil, além de um péssimo negócio, caso você precise de recursos. Se não for para quitar o imóvel de vez, mas apenas para adiantar o pagamento da dívida, talvez seja melhor manter uma reserva de emergência para não ficar descoberto.

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