A chegada de um novo ano costuma vir acompanhada de metas e objetivos. Porém, para conseguir atingir muitas das conquistas pretendidas, é preciso saber como fazer um planejamento financeiro. Você sabe colocá-lo em prática?

O assunto tem alguns desafios envolvidos — por exemplo, alinhar o orçamento e conseguir economizar. A dificuldade é ainda maior para quem enfrenta problemas de endividamento, ou não tem conhecimentos sobre educação financeira e investimentos.

De qualquer maneira, um novo ano sempre traz oportunidades para revisar hábitos e criar outras metas. Para ajudar nisso, separamos as principais dicas sobre como fazer um planejamento financeiro.

Acompanhe!

O que é planejamento financeiro?

O planejamento financeiro é a prática de organizar o orçamento e criar estratégias para conquistar os seus objetivos. Assim, ela envolve diversas etapas: reconhecer os problemas, identificar pontos de melhoria e estabelecer as ações que devem ser adotadas.

A prática do planejamento tem uma aplicação ampla, podendo ser utilizado tanto por empresas quanto por pessoas. Na verdade, a gestão de um negócio exige essa organização do orçamento, que acaba fazendo parte das rotinas de administração.

No entanto, quando se trata do âmbito pessoal, a ferramenta pode acabar ficando de lado. Muitos não entendem a importância dela ou não sabem como aplicá-la no dia a dia. Desse modo, se você ainda não tem um planejamento, vale a pena aproveitar a oportunidade e se organizar.

Quais são os principais objetivos do planejamento financeiro?

Para entender a importância do planejamento financeiro, vale a pena identificar quais são os objetivos da prática. Isso pode variar de pessoa para pessoa, tendo em vista que cada um tem um perfil e uma situação financeira específica.

Contudo, a fim de ajudar a visualizar como o processo funciona, listamos alguns dos objetivos mais comuns. Assim, você pode observar semelhanças e ter mais facilidades para entender como o planejamento pode ajudar no seu caso. Veja só!

Organização das finanças pessoais

O objetivo mais comum — e que se relaciona com os outros que podem surgir — é a organização do orçamento. O planejamento permite que você entenda qual é a sua situação financeira, com base nos rendimentos e despesas.

Com isso, é possível sair das dívidas, economizar dinheiro, fazer investimentos e realizar outras conquistas. Ademais, com tudo organizado você também pode consultar os dados para tomar decisões sobre como utilizar melhor o seu dinheiro.

Construção do patrimônio

Construir um patrimônio é importante para ter uma vida mais tranquila financeiramente. Afinal, a renda é necessária para cobrir as despesas da rotina e proporcionar mais qualidade de vida. Porém, como salários e outros rendimentos podem variar ao longo do tempo, é preciso mais segurança.

Ter um patrimônio sólido e práticas que ajudem a mantê-lo ou, até mesmo, multiplicá-lo, ajudará a ter mais tranquilidade. Assim, o planejamento é uma etapa comum para pensar em adquirir imóveis, títulos financeiros e outros ativos, por exemplo.

Planejamento da aposentadoria

Depois de anos de trabalho e dedicação, a aposentadoria é uma verdadeira conquista. No entanto, sem planejamento você pode encontrar dificuldades para manter o padrão de vida desejado. Dessa forma, a organização financeira ajudará a criar estratégias para conquistar uma boa renda passiva.

Inclusive, vale ressaltar que viver de renda não é uma prática viável apenas na terceira idade. A independência financeira é um objetivo que pode ser conquistado antes. Entretanto, é essencial se planejar e saber como identificar e aproveitar as oportunidades.

Como é feito um planejamento financeiro?

Você já sabe os principais objetivos de um planejamento financeiro, então que tal aprender como ele é feito? Antes de ver dicas para o seu dia a dia, vale a pena conhecer alguns pontos que serão necessários para colocar a organização em prática.

Acompanhe a seguir!

Definição das metas e objetivos

O primeiro passo para começar a fazer um planejamento financeiro é definir o que você pretende alcançar com isso. Por isso, reflita sobre a sua situação atual e o que você quer conquistar em curto, médio e longo prazo.

Deseja ter um imóvel, trocar de carro, fazer viagens ou conquistar renda passiva? E como está a vida financeira: você tem tranquilidade caso perca o emprego ou a sua empresa passe por problemas? Tudo deve ser considerado para traçar suas metas e ter um bom ponto de partida.

Levantamento de informações

Outra etapa essencial é levantar todas as informações sobre a sua vida financeira. Durante o planejamento, elas serão organizadas para que você consiga traçar estratégias. Alguns dados importantes são:

Escolha de ferramentas para organizar os dados

Por fim, você precisará de boas ferramentas para dar o suporte necessário para o planejamento financeiro. Muitas pessoas utilizam planilhas, que podem ser totalmente personalizadas, com gráficos e outras funções.

Entretanto, também é possível utilizar aplicativos financeiros. Existem diversas opções no mercado (pagos ou gratuitos) com as mais diversas funcionalidades. Portanto, faça pesquisas para encontrar a ferramenta mais completa para as suas necessidades.

Sabendo qual ferramenta utilizar desde o início ajudará a otimizar o planejamento financeiro. Afinal, não há riscos de precisar registrar dados em outros lugares ou refazer toda a organização.

Como fazer um planejamento financeiro doméstico?

Agora já mostramos as ferramentas e etapas do planejamento financeiro. É o momento de aprender como colocar isso em prática na sua vida. Existem diversos passos que devem ser observados, quase todos com um objetivo comum: cuidar bem do seu dinheiro.

Preparamos uma lista com dicas práticas que vão ajudar no momento de fazer o seu planejamento. Confira!

Organize os seus rendimentos e gastos

Já falamos que é importante ter todas as informações sobre os rendimentos e despesas, fixos e variáveis. Então, você precisará incluí-los na planilha ou aplicativo, separando por mês e indicando dados como:

  • data de vencimento de contas;
  • número de parcelas de despesas pendentes, se for o caso;
  • categorias de cada tipo de entrada ou saída;
  • juros pagos, se for o caso;
  • investimentos ativos, quando houver.

Esse passo tem vários objetivos. O primeiro é permitir o diagnóstico financeiro, para identificar se a renda e as despesas são compatíveis. O segundo é identificar pontos de melhoria, principalmente para gastar menos e evitar dívidas.

É bastante comum que alguns custos sejam incluídos na rotina e se tornem frequentes, mesmo que não sejam necessários. Um exemplo trata dos pacotes de serviços, que costumam ter diversas opções para os consumidores.

Geralmente, avaliando apenas os serviços e o custo, os mais completos têm um custo-benefício atrativo e parecem compensar. O problema é que, na prática, nem todos os itens são realmente usados. Assim, é importante avaliar seus gastos com atenção para rever o que for preciso.

A separação em categorias e detalhamento completo, identificando cada conta, mesmo no cartão de crédito, ajudará nisso. Avalie se tudo é realmente utilizado e se não existem gastos com aumentos repentinos. Eles podem significar mudanças pontuais no consumo que podem ser controladas.

Melhore os seus hábitos de consumo

Além da revisão das despesas fixas e variáveis, reavalie os seus hábitos de consumo. Você já estudou educação financeira? Essa é uma prática que pode transformar a sua vida, porque ajuda a entender e trabalhar o relacionamento com o dinheiro.

Procure aprender mais sobre dicas de economia, hábitos prejudiciais e maneiras de controlar melhor o orçamento. Algo que se destaca nesse sentido é o uso excessivo de cartão de crédito — com compras recorrentes parceladas que se acumulam e geram faturas em valores altos.

Normalmente, isso é resultado do hábito de consumir sem avaliar realmente a necessidade do item e as possibilidades do orçamento. A chance de pagar parcelas pequenas pode fazer com que a compra pareça ainda mais atrativa, mesmo que você não tenha o valor disponível.

Outro problema são as aquisições por impulso, feitas sem realmente avaliar os benefícios que elas trarão. O resultado costuma ser o acúmulo de despesas desnecessárias e, até mesmo, arrependimento. Diante disso, vale adotar alguns hábitos, como:

  • pesquisar preços antes de fazer compras;
  • evitar comprar itens no mesmo dia em que teve a ideia;
  • dar preferência aos pagamentos à vista (eles podem desencorajar a aquisição);
  • ter sempre listas de compras, seguindo apenas o que foi indicado.

Negocie as dívidas

Caso tenha pendências financeiras, esse é o momento de se planejar para quitá-las. Em 2020, por exemplo, com a pandemia de COVID-19, as mudanças no mercado fizeram com que muitas famílias se endividassem.

Dessa maneira, o planejamento é o primeiro passo para resolver o problema. Aqui, é preciso verificar todas as pendências para ver o valor total e definir estratégias de pagamento. Conheça algumas dicas que podem ajudar:

  • tente negociar o valor com o credor, com novos prazos ou descontos nas multas e juros;
  • priorize as que contam com taxas mais altas, já que em longo prazo elas trazem maiores prejuízos;
  • não faça acordos que não conseguirá cumprir, então avalie o orçamento com atenção antes de aceitar propostas.

Crie uma reserva de emergência

Um ponto essencial do planejamento financeiro é criar uma reserva de emergência. Para isso, você deve guardar dinheiro suficiente para conseguir superar imprevistos no orçamento. Em regra, vale economizar o suficiente para cobrir o valor equivalente a 6 meses de contas.

No entanto, ela também pode ter valores maiores para aumentar a segurança financeira. O ideal é avaliar os riscos existentes e o seu padrão de vida para determinar o melhor valor. O foco é a prevenção, a fim de evitar dificuldades e o endividamento.

Uma dica para cumprir esse objetivo é guardar um valor mensal — idealmente 30% da renda, mas no mínimo 10%. A prática colabora com o desenvolvimento do hábito de economizar dinheiro e a criação da reserva de emergência. Após concluir essa etapa, você pode fazer outros investimentos.

Faça bons investimentos financeiros

Se não existem mais dívidas e você já conquistou a reserva financeira, a dica essencial é investir dinheiro. O investimento permite encontrar formas de manter o poder de compra, sem desvalorizar o montante perante a inflação. Além disso, é possível obter rendimentos acima dela.

Para tanto, é importante pesquisar o mercado financeiro para entender como funcionam as diversas alternativas e como escolher. Cada pessoa tem um perfil como investidor, que pode ser conservador moderado ou arrojado. Ele tem relação com a tolerância aos riscos de perda.

A liquidez é outro ponto de atenção, já que ela trata da facilidade para converter o investimento em dinheiro. Investir sem observar essa questão pode gerar perdas ao precisar do valor antes de determinados prazos, por exemplo.

A rentabilidade varia em cada opção, existindo alternativas que garantem determinado retorno (renda fixa) ou não (renda variável). De modo geral, ela se relaciona com o risco e com a liquidez, exigindo atenção para as escolhas.

A reserva financeira, por exemplo, deve ficar investida em um título seguro, que tenha liquidez para que você possa movimentar o valor quando quiser. Nesse caso, uma alta rentabilidade não deve ser o foco principal, já que pode trazer perdas e resultar em dificuldades.

No entanto, existem metas compatíveis com investimentos de maior risco ou com baixa liquidez. Se seu objetivo é se aposentar, pode ser viável abrir mão da liquidez para ter maior rendimento. Percebe como os investimentos devem ser escolhidos com base nos seus objetivos?

Atualize o seu planejamento com frequência

Não será suficiente seguir todos os passos anteriores sem aplicar as dicas com frequência. Isso significa que as etapas devem ser trabalhadas para que o planejamento se torne um hábito. Ainda, é necessário atualizar a planilha ou o aplicativo de controle de gastos constantemente.

Se não for possível inserir as informações diariamente, defina um ou mais dias da semana para isso. Além disso, avalie os resultados sempre para ver a situação financeira, definir novos objetivos e estratégias para solucionar eventuais problemas.

Com este guia, foi possível perceber a importância de organizar o orçamento para construir o patrimônio e ter mais tranquilidade. Portanto, vale a pena desenvolver bons hábitos e buscar maneiras de realmente cuidar do seu patrimônio.

Esperamos que as nossas dicas sobre como fazer um planejamento financeiro sejam úteis para o seu dia a dia. Colocando elas em prática, é possível iniciar um ano com mais expectativas para conquistar os seus objetivos!

Então, gostou do post? Você pode aproveitar a oportunidade para aprofundar os seus conhecimentos. Temos um conteúdo incrível sobre os investimentos para alocar a reserva de emergência!

Published by Genial Investimentos

Somos uma plataforma de investimentos que tem como objetivo facilitar o acesso ao mercado financeiro e ampliar a educação financeira no Brasil.

Comentários

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *